Arquivo da categoria: Cinismo

A pequena-burguesia e o momento atual.

A esquerda ainda tem problemas com a visão fracionada da sociedade capitalista que: conseguiu vitoriosamente, cindir a sociedade em outras frações

Não temos mais o reconhecimento, principalmente entre os mais jovens, da divisão do mundo entre

trabalhadores x patrões;

os mais jovens acreditam que os salários que recebem os colocam em um outro nicho, e o pior, assumem que não são trabalhadores.

Se conseguirmos falar que a divisão é entre

exploradores x explorados,

com certeza também não estarão incluídos em nenhum dos lados.

A cabeça pequeno burguesa dos mais jovens, foi formada pela burguesia tradicional que os diferenciou inicialmente, convencionando que não eram trabalhadores por não possuírem salários, mas fingem ser empresários em firmas próprias, ou seja, patrões de si próprio.

Para diferenciar não possuem carteira de trabalho, mas sim contratos onde se consideram patrões e não importa se de si mesmo.

Nessa ótica a própria “esquerda”, se confunde e assume postura de UDN, antiga representação da direita brasileira. Essa denominação de parte da esquerda é clara na medida em que fazem opções de combate à classe trabalhadora, para a seguir se apresentarem como defensores de minorias independentes das suas opções políticas.

Claro que as opções políticas de grande parte das minorias margeiam, quando não abraçam as teses de direita. Assistimos ainda que, alguns expoentes das minorias, tendem à esquerda, mas isso será destruído nas próximas eleições, é só prestar atenção nos minoritários conservadores eleitos.

LEIAM O TEXTO ABAIXO e entendam a dicotomia existente entres as posições.

==================================

Diário Causa Operária
Diário Causa Operária

Diário Causa Operária Online

terça-feira,7 de março de 2017 – Edição Nº 4844

2017/03/06 as 23:59HS

Como a pequena-burguesia vê a classe operária e a revolução, Rui Costa Pimenta

Compartilhar: Rui Costa Pimenta (http://causaoperaria.org.br/como-a-pequena-burguesia-ve-a-classe-operaria-e-a-revolucao-rui-costa-pimenta/)

Tive a oportunidade, recentemente, de ouvir uma preleção do deputado do PSOL, Jean Willys sobre a situação política brasileira muito esclarecedora do pensamento da esquerda pequeno-burguesa brasileira e internacional no seu conjunto.

Procurando explicar suas concepções sobre a situação nacional e o golpe de Estado no Brasil, o parlamentar do Rio de Janeiro foi questionado por um dos presentes sobre se havia sido feito um esforço de mobilizar os trabalhadores para derrotar o golpe.

Diante do questionamento, Willys sorriu e assinalou que aquela era uma posição da “velha esquerda”, que hoje há novas forças em ação como os movimentos feministas e LGBT. Acrescentou ainda que os trabalhadores, em muitos casos, batem nas esposas, são machistas e “homofóbicos”.

O dirigente do PSOL deixou claro com estas afirmações que considera que os trabalhadores não são revolucionários – conclui-se não seriam nem mesmo democráticos! – porque não teriam, da maneira como ele os vê, uma mentalidade liberal, ou seja, burguesa, sobre determinados temas, típica de uma parcela insignificante da classe média brasileira, os quais seriam os verdadeiros revolucionários.

Até certo ponto, tendo se declarado diante da audiência como o “único homossexual assumido do Congresso Nacional”, é natural que Jean Willys coloque tais questões como a pedra de toque daquilo que seria ou não revolucionário, do que é importante ou desimportante no que diz respeito à transformação da sociedade brasileira e do mundo. Cada indivíduo, assim como as classes sociais, tende a ver a realidade do ponto de vista dos seus interesses.  Sua posição, no entanto, nada mais é do que a transformação de uma determinada causa, a sua, no centro dos problemas políticos de hoje. É a transformação de uma circunstância em uma concepção universal. O feminismo, o movimento LGBT etc., principalmente do modo como o parlamentar carioca os vê, estão longe de ter a importância que ele lhes atribui e, por consequência, o poder transformador que ele pretende que tenham.

A criação desta verdadeira miragem política é possível porque nem o partido a que pertence o deputado, nem o próprio deputado orientam a sua atividade por meio de um programa político real, ou seja, de uma concepção objetiva, científica, da sociedade em que vivem. Seu ponto de vista é puro impressionismo político: como a classe operária atravessa uma etapa em que não aparece diretamente no primeiro plano da política mundial e do Brasil, ela deixou, para os Jeans Wyllis, de ser um fator já não digamos revolucionário, mas nem mesmo significativo.

O impressionismo conduz à ingenuidade política e a extravagâncias. A classe operária mundial e brasileira são infinitamente mais poderosas que quaisquer movimentos por questões tais como LGBT e feminismos diversos, em geral, uma fração minúscula, como já dissemos da classe média. Muito da força aparente desses movimentos vem diretamente da burguesia e, em particular, da burguesia imperialista, que os usa como uma válvula de escape das pressões sociais no interior das classes médias e um meio importante de cooptação política. A política brutal, genocida e profundamente opressora do imperialismo, inclusive e particularmente para as mulheres e homossexuais, fica encoberta por esta demagogia. As classes médias, como se sabe, são instrumento fundamental na dominação  da classe operária e do povo em geral pelos grandes capitalistas.

No panorama econômico e político da chamada era “neoliberal” e “globalista”, algumas parcelas intelectuais das classes médias viram-se como grande beneficiários. Enquanto que  o capitalismo globalizado paga uma miséria ao operário chinês que monta um computador, os programadores e técnicos de diversa ordem obtêm uma participação muito mais significativa, ainda que insignificante diante dos lucros estratosféricos dos capitalistas. A especulação financeira  apoiou-se em grande medida nas últimas décadas sobre os setores de alta tecnologia, os quais conseguiam abrir novos mercados diante da crise de superprodução que explodiu nos anos de 1970.

A ilusão de força que tais segmentos sociais têm – e que o nosso deputado expressa com grande convicção e otimismo – apoia-se neste fenômeno econômico transitório.

O movimento dos trabalhadores – que viram a contrapartida deste ascenso econômico na forma de um mercado de trabalho “global”, que promoveu a maior desvalorização da mão de obra mundial em toda a história – só pode ver as coisas com extremo pessimismo. O que também é um outro caso de impressionismo.

A ordem global estabelecida pelo Consenso de Washington cai aos pedaços. Este é o principal dado objetivo da situação. Os vitoriosos do Brexit, Trump, Marine le Pen, Geert Wilders e muitos outros representantes da extrema direita dos países imperialistas são a fratura exposta do regime mundial imperialista. A neutralização da classe operária mundial, a completa capitulação da esquerda em todos os seus matizes, e o enorme ônus da política globalista, agora protegida pelo escudo da democracia (Hollande, Obama etc.) conduzem ao crescimento da extrema-direita e ao colapso do sistema econômico em crise aberta desde 2008.

O esquema político que Jean Willys apresenta como sendo o futuro está praticamente morto e é apenas um reflexo do passado. O mundo todo caminha para uma imensa confrontação destes grande maciços sociais que são a classe operária e a burguesia mundiais. É para este desenvolvimento da situação política mundial que devemos nos preparar.

A pergunta do companheiro que queria saber da situação dos sindicatos e da classe operária no Brasil não é apenas pertinente, é, na realidade, a pergunta essencial. O golpe brasileiro demonstra por um lado, o acirramento das condições da luta de classes em um país de primeiro plano na cena mundial, mas, também, serviu para revelar a completa incapacidade da pequena-burguesia esquerda de responder à altura a este acontecimento histórico. Esta incapacidade chegou a um ponto tal que, na sua esmagadora maioria, esta esquerda pequeno-burguesa sequer conseguiu compreender que ocorreu um golpe de Estado no País

O grande fracasso do PT na luta contra o golpe foi o de não conseguir trazer à luta os grandes contingentes da classe operária cujas organizações dirige. Este fracasso tem um sentido político e está diretamente relacionado à predominância dos elementos pequeno-burgueses no aparato partidário. A direção deste aparato sobre a classe operária revela-se um freio absoluto.

A conclusão surge automaticamente na análise. A luta democrática no Brasil (e no mundo) depende fundamentalmente da classe operária e das suas organizações e a tarefa central de todo o próximo período é o trabalho para organizar uma vanguarda da classe operária detrás de uma perspectiva política de classe. O partido operário, ao contrário do que pensam os líderes da esquerda pequeno-burguesa, está na ordem do dia.

Causa Operária
Causa Operária

SURUBA É SURUBA declarou o REI MOMO JUCÁ!

Sexta-feira de carnaval e a vontade de pular nos blocos não me envolveu. Fruto da merda em que o país se meteu e o povo aceitou calado.

BLOCO POPULAR FORA TEMER
BLOCO POPULAR FORA TEMER

Não tem jeito, é só chegar no Carmelitas que tudo que eu disser aqui não vale mais.

Sei que é assim.

De novo, só mais um carnaval com porre antecipado, e assim, irei vibrar no

Bloco Popular Fora Temer

lá na Cinelandia hoje: não deixem de ir.

Mas no fundo o que eu queria era milhões na rua cantando:

VOLTA DILMA!

e não era porque a elegi, era porque se assim fosse, eu viveria num lugar que haveria respeito pela DEMOCRACIA.

O Brasil é tão louco que um Senador conservador e de direita declara:

SURUBA É SURUBA!

E ninguém se espanta, nem com troca troca de ministro do USURPADOR.

ASSIM VOU PRO CARNAVAL e lembrar dos Mamonas Assassinas:

… Roda, roda e vira, solta a roda e vem

Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém

Roda, roda e vira, solta a roda e vem

Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda

E ainda não comi ninguém!

VIVA O SENADO BRASILEIRO

e o

REI MOMO JUCÁ!

==================================O texto abaixo é próprio pra quem quiser passar o carnaval em um retiro espiritual.

Creio que acabou essa moda:

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.

Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.

(Ruth Manus)

Simples assim!

(Se você gostou desse texto e quer compartilhar, copie e cole no seu mural. Se você apenas compartilhar meu post apenas nossos amigos em comum vão ler.)

PCC defenestra mais um.

Após consagração do PCC, o Ministro Serra prefere deixar o acórdão do USURPADOR.

Após a maior vitória dos fascínoras, começa a debandada, leia no original: http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/lava-jato-pesou-na-decisao-de-serra-em-deixar-ministerio/

Mais uma prova de que: Lula nunca foi dono do triplex

Mais uma prova que Lula nunca foi dono do triplex.
Mais uma prova que Lula nunca foi dono do triplex.

O sal de Minas Gerais.

Minas Gerais
Minas Gerais

O Pior Governo de todo os tempos no Brasil.

O pulha Ricardo Boechat, em 2017, ainda defenderá que a solução para o Brasil é a ditadura.

Ricardo Boechat - o pulha.
Ricardo Boechat – o pulha.

Porque cheguei a essa conclusão  hoje pela manhã, na sua peroração diária matinal, defendeu a condenação ou execração de políticos pelo pensamento que esses vierem ou tiveram a ousadia de expor.

Se os políticos brasileiros expusessem o que pensam, a população poderia fazer opções de voto com maior firmeza, clareza e principalmente se suas proposições fossem ratificadas antes pelo partido político a que pertencem. Deixariam de ser arroubos pessoais e seriam inseridos nas propostas partidárias.

Qual o problema que acontece hoje com o Governo do USURPADOR?

Penso que a principal derrocada desse governo é a falta de propostas para o país.

Não há nada além da união de corruptos que,  buscam destruir unidos, um projeto político que encaminhava a abertura da participação dos despossuídos no acesso à educação, a uma participação do consumo, e aos sonhos de uma viagem até ao exterior e o maior objetivo e impedir o acesso a casas populares.

As viagens já foram retiradas – os aeroportos estão vazios, a educação ainda não atingiu o seu ápice – exterminar o ENEM, mas em parte está vigoroso – não mais haverá um ensino igual, esse é o “novo” plano de educação implantado para todos e pior a escolha do que deve aprender é do próprio aluno. As possibilidades de aprender no exterior foi praticamente extinta.

E a população está calada. A atuação do Governo do USURPADOR é o maior e mais nefasto governo de todos os tempos de existencia do Brasil.

Quem sobreviver verá.