Simples assim: Depoimento do Lula 10-maio-2017

Luís Inácio Lula da Silva
Luís Inácio Lula da Silva

É nisso que dá aceitar denúncia sem provas, apenas com convicções:

MORO: Sr. ex-presidente, preciso lhe advertir que talvez sejam feitas perguntas difíceis para você.

LULA: Não existe pergunta difícil pra quem fala a verdade.

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MORO: Saíram denúncias na Folha de S.Paulo e no jornal O Globo de que…

LULA: Dr., não me julgue por notícias, mas por provas.

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MORO: Tem um documento aqui que fala do triplex…

LULA: Tá assinado por quem?

MORO: Hmm… a assinatura tá em branco…

LULA: Então o senhor pode guardar, por gentileza!

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MORO: Esse documento em que a perícia da Polícia Federal constatou ter sido feita uma rasura, o senhor sabe quem o rasurou?

LULA: A Polícia Federal não descobriu quem foi?

MORO: Não!

LULA: Então, quando descobrir, o senhor me fala. Eu também quero saber.

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MORO: O senhor não sabia dos desvios da Petrobras?

LULA: Ninguém sabia dos desvios da Petrobras. Nem eu, nem a imprensa, nem o senhor, nem o Ministério Público e nem a Polícia Federal. Só ficamos sabendo quando grampearam o Youssef.

MORO: Mas eu não tinha que saber. Não tenho nada com isso.

LULA: Tem, sim. Foi o senhor quem soltou o Youssef.

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MORO: O senhor tem essas reclamações contra a imprensa, eu compreendo. Mas esse realmente não é o foro próprio para o senhor reclamar contra o tratamento da imprensa. O juízo não tem nenhuma relação com o que a imprensa publica ou não publica…

LULA: Doutor, o senhor, sem querer talvez, entrou nesse processo. Sabe por quê?

MORO: Hum?

LULA: Porque o vazamento de conversas com a minha mulher e dela com meus filhos foi o senhor quem autorizou.

Depoimento na íntegra de Lula em 2017 -Curitiba

Assistam o depoimento de Lula em Curitiba em 10 de maio de 2017

Depoimento de Lula em Curitiba 10/maio/2017
Depoimento de Lula em Curitiba 10/maio/2017

 

Luís Inácio Lula da Silva

Luís Inácio Lula da Silva
Luís Inácio Lula da Silva

Fala final de Lula em 10/maio/2017

Lula se pronuncia ao final do depoimento, ASSISTA!

https://m.facebook.com/suzana.cardoso.372/posts/10211076776893565

Resposta de Lula à uma pergunta sobre um documento se assinatura.
Resposta de Lula à uma pergunta sobre um documento se assinatura.

Documento usado como prova não contém assinatura.

Resposta de Lula à uma pergunta sobre um documento se assinatura.
Resposta de Lula à uma pergunta sobre um documento se assinatura.

Lula fala ao povo após depoimento ao juiz em Curitiba.

Lula 10 de maio de 2017
Lula 10 de maio de 2017

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=885446838280129&id=164188247072662

Lula fala ao povo após depoimento ao Juiz em Curitiba.

10 de maio de 2017 – LULA PRESIDENTE 2018

10 de maio de 2017 - LULA PRESIDENTE 201810 de maio de 2017 - LULA PRESIDENTE 2018
10 de maio de 2017 – LULA PRESIDENTE 2018

USURPADOR e Pezão determinaram massacre.

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https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10212844922621985&id=1356657718

Luciano Menezes

5 minutos

Os vândalos da PM-RJ cercaram as pessoas e as massacraram, deviam estar obedecendo ordens do USURPADOR e do Pezão.

Todos canalhas.

 Lucia Santos adicionou 6 novas fotos

Há 2 dias passei por uma reviravolta na vida, que costuma ser bem reservada tanto no âmbito privado quanto no virtual. Não parei de receber mensagens de apoio e incentivo, e só agora consigo postar esse “desabafo”. Não gosto de escrever textão mas lá vai (rs):

Sempre que possível me engajo em movimentos por causas nas quais acredito. Como greves e protestos pacíficos são direitos legais dos cidadãos, acredito que sejam alguns dos instrumentos de que dispomos para fazer ecoar nossa voz. É natural que existam diferentes linhas de pensamento e crenças entre todas as pessoas, e por isso sempre tento analisar os vários lados de cada questão, buscando o caminho do equilíbrio e do pacifismo.

Sobre eventos como o #grevegeral de sexta-feira 28/04/17 é comum observarmos diversas correntes de opiniões e de relatos tendenciosos da mídia. Mas há muitos registros que não podem deixar dúvidas de que houve uma excessiva, violenta e descabida repressão policial no Rio de Janeiro. Eu acredito que esta greve foi uma luta legítima pelos direitos trabalhistas, que estão sendo excluídos com os projetos das reformas do trabalho e previdenciária.

Sou bibliotecária no MPF. Saí de lá 17:05h e subi a Rua Uruguaiana em direção à Praça Cinelândia, onde havia ato marcado para 17h. Cerca de meia hora antes eu já tinha ouvido e visto da janela do trabalho as bombas jogadas pela polícia na Praça da Candelária, o que me pareceu uma reação excessiva a um pequeno grupo que devia estar vindo do ato marcado para 14h em frente à Alerj. Resolvi ver a manifestação na Cinelândia, pois acreditei que era o início de um novo ato (assim como outros que ocorreram tranquilamente durante o dia, em outros pontos da cidade). Os inícios dos atos (em tempos de democracia) costumam ser bastante pacíficos, geralmente as ocorrências de tumultos costumam se dar no final, inclusive pela presença de grupos infiltrados.

Assim como eu, muitas pessoas estavam andando tranquilamente em direção à Cinelândia. Da Avenida 13 de Maio vi de longe a praça com a massa ordeira e pacífica, com palanques e discursos. Quando eu ia atravessar a Rua Evaristo da Veiga, vi à esquerda veículos blindados da polícia, e do nada começaram a atacar, jogando bombas na direção do povo. Nem consegui chegar na praça. O pessoal começou a correr para todos os lados, e muitos que estavam também na 13 de Maio foram correndo de volta para o Largo da Carioca. Algumas pessoas disseram que não adiantava ir para lá pois a polícia estava vindo dessa direção também, então isso significava que estávamos encurralados. Nem corri, apenas fui recuando para me encostar num prédio, olhando para meu lado direito (a praça), de onde eu via os ataques mais fortes. Do meu lado esquerdo (a Carioca) eu não estava ouvindo bombas, então achei que a polícia ainda estaria mais longe, mas de repente senti um impacto muito forte no maxilar esquerdo. (Isso ocorreu 17:20h, apenas 15 minutos depois que saí do prédio do MP).

Com esse impacto fiquei tonta e confusa, achei que algum poste tinha caído em mim, olhei pro chão e não vi nada grande que pudesse ter essa força. Aí coloquei a mão no pescoço e senti a sangria desatada. Falei alto que estava ferida, várias pessoas vieram me acudir (somente civis, nenhum policial/bombeiro/guarda). Alguns servidores da Faetec que estavam mais à frente, na direção da Carioca, gritaram para a polícia parar porque eu tinha sido atingida por bala de borracha (só nesse momento entendi o que era!). Uma pessoa me deu um lenço com a bandeira do Brasil para estancar o sangue, outra me deu meia garrafa d’água, outra fez um curativo improvisado, outro que se disse médico falou que eu tive sorte de não ter sido estilhaço. Uma dúzia de fotógrafos profissionais surgiu na minha frente num segundo, com centenas de cliques dignos de Fashion week (sei que algumas fotos correram até fora do país). Fiquei perplexa, sem conseguir me expressar, até que me dei conta de que precisava de atendimento médico urgente e falei que precisava ir pro Hospital Souza Aguiar. Todos à minha volta foram desaparecendo aos poucos, afinal a guerra continuava. Uma moça falou que poderia me acompanhar, mas logo depois vi passando o Lauro Sobral, amigo do CEB, que se dispôs a ir comigo. Fomos andando e chegamos cerca de 18h. Na busca pelo atendimento aqui e ali, vi depois 3 rapazes também feridos neste evento. Lauro mais tarde me disse que também viu chegar outra ferida, Lorena Diniz.

Fui atendida melhor do que esperava (do que eu imagino ser um verdadeiro hospital de guerra), e depois da tomografia e algumas avaliações decidiram me levar para a cirurgia vascular a fim de ver se havia rompimento de artéria, por causa do excessivo sangramento. Lembro de estar no centro cirúrgico cerca de 21h. Umas 22:45h acordei “grogue” da anestesia e a médica me informou não ter havido nenhum problema vascular, mas laceração da glândula parótida e do nervo facial (sorte que essa glândula não é tão essencial ao organismo!), Mas quanto ao nervo, é necessário o acompanhamento com um neurologista a fim de avaliar se haverá necessidade de outra cirurgia e/ou fisioterapia. O ferimento da bala foi mais de impacto do que de extensão, mas com a cirurgia exploradora o corte ficou bem grande, levei 21 pontos no pescoço.

Consegui ter alta na manhã de domingo (30/04), antes da previsão inicial, e juntamente com orientação médica externa segui direto para o Hospital Copa D’Or, onde fiz uma angio-TC que confirmou o diagnóstico anterior. Não houve danos vasculares ou ósseos, mas a extensão das lesões na parótida e no nervo, e suas possíveis sequelas, só poderão ser avaliadas quando diminuir o edema (inchaço), ainda muito grande. Aguardo a recuperação em casa, a princípio de licença médica até dia 09/05. Não consigo mastigar, consumo somente alimentos semi-líquidos, mas com a medicação não sinto dor.

Apesar de tudo, estou bem e otimista. Devido à minha crença espiritual, não gosto de alimentar sentimentos como revolta, mas ainda sinto uma tristeza enorme por ver o quão primitiva nossa sociedade ainda é. Tão desenvolvida tecnologicamente mas ainda tão pobre em ética, moral, cidadania e respeito. Acredito que vivemos num mundo de expiações e provas, e estamos sujeitos à lei do retorno. Mas isso não quer dizer passividade nem simples aceitação das arbitrariedades, pelo contrário! Devemos sempre lutar pela justiça e verdade. Ainda vou registrar a ocorrência e buscar os  desdobramentos legais.

Por coincidência, publico esse post no início da madrugada do dia 1º de maio, data que simboliza a luta dos trabalhadores. A luta continua!

Agradeço muito ao Lauro por ter me acompanhado, administrado os contatos e notícias, e continuar me apoiando. Gratidão ao meu namorado (mesmo à distância), mãe, irmãs, demais familiares e amigos, tanta gente me apoiando e orando! Foi um alento receber tanta mensagem de carinho de todos. Fiquei muito comovida!

Silvio Bullara, Rosana Bullara, Rosane Seixas, Eneida Melo, Marcella Mello, Luciana Melo, Luiz Fernando Cavalcante, Joana Rodrigues, Vivian Barros, Ana Luiza De Souza Lima Figueiredo, Ludmila Bezerra, Luciana Rodrigues, Cecilia Santos, Marcia Macieira, Cristina Mathias, Cris Lau Ande, Eliana de Oliveira, Júlio Franco, Flávia Braz, Maguel Souza, Bárbara Oliveira, Jeremias Freitas, Barbara Da Silva Jardim, Janaína Nascimento, Jane Ferreira Neto, Abílio Ramos, Anapaula Otoni, Marcos Antonio Dos Santos, Ana Maria Vieira, Dayana Lemos, Ruza Marija Mostarac, Maria Luíza Araújo, Deninha Mussi, Ilde Casotti, Elisângela Vechina, Fábio Rael, Jani Mari, Ruza Marija Mostarac, Dora Nogueira, Vânia Stolze, Karioca Chris, Lauro Sobral, Elid Castro, Bianca Fehr Brasil, Ester Capela, Isabela Lobato, Nadia Nascimento, Marielle Rodrigues, e outros que meu cansaço deixou de marcar .