Essa é a LAVAJATO – A entrega de 13 milhões em dinheiro a um político e a impossibilidade de ele carregar essa quantia.

A LAVAJATO FAZ A DENÚNCIA MÁXIMA

A delação do Marcelo Odebrecht é clara e cristalina. Ele entregou 13 milhões em espécie para o “amigo”. E revelou que o “amigo” é Lula.

Imaginem carregar 10 malas dessa.
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Endereço da postagem desse artigo:

Fui convencido.

Não há mais o que se falar, é preciso prender o Lula.

A delação do Marcelo Odebrecht é clara e cristalina. Ele entregou 13 milhões em espécie para o “amigo”. E revelou que o “amigo” é Lula.

O Banco Central brasileiro diz que cada nota no Brasil pesa cerca de 0,25 gramas. 10.000 notas de cem reais perfazem um milhão de reais e pesam 2,5 quilogramas.

Se o pagamento foi feito todo em notas de 100 reais, seriam necessárias 130 mil notas de cem reais, o que daria um peso de 32,5 quilos. Como é difícil que se consiga toda esta quantidade em notas de cem, imaginemos que foram colocadas notas de 50. O peso que o “amigo” deveria levar seria entre 60 e 70 quilogramas. 4,6 arrobas, segundo o Bolsonaro.

Depois, Lula recebeu isto e não comprou nada em seu nome ou de seus filhos e esposa. Não colocou em banco algum, nem no Brasil nem no exterior. E não movimentou esta quantia. Ele é tão sagaz e vil que mesmo com todos os sigilos quebrados não conseguiram achar nada de ilegal.

Então Lula pegou os 60 ou 70 quilos de propina e comprou dois barquinhos de lata (foi o que se achou), cada um por 6,5 milhões de reais. E o dono da Loja dos barquinhos deve ter lavado o dinheiro e transformado em isopor de cerveja (temos as fotos dele carregando o isopor). Agora entendemos porque o gênio do mal Luís Inácio tem malhado tanto. Ele estava se preparando para carregar os quase 70 quilos em propina. Tudo, enfim, se encaixa.

Para um analfabeto (como dizem seus acusadores) ele é de uma mente brilhantíssima. Nada consegue ser rastreado e ele ainda hipnotizou Marcelo Odebrecht por quase dois anos para que ele esquecesse os pagamentos e valores.

Não há mais dúvidas prendam Lula, e levem os dois barquinhos e o isopor de cerveja como prova.

Edit 1 – se a propina fosse paga em notas de 20 reais, seriam 165,5 quilos. Acho que é o recorde olímpico de levantamento de peso para até 70 quilos.
Edit 2 – a PF diz que na mala abaixo tem um milhão de reais. Seriam necessárias 13 malas destas.
http://vtb.r7.com/399562/2014/01/09/52ce9120596f9983ef0001d8/ER7_RE_FB_MALAO_MEIO_MILHAO_570kbps_2014-01-09a2f4e1a1-73cc-494d-a8c9-de8b9834281e-thumb.jpg

Edit 3 – uma máquina contadora de dinheiro, conta 1000 cédulas por minuto. então para contar todo o dinheiro, levaria entre duas horas e meia a quatro horas e meia. Com recontagem seriam quase oito horas no local de entrega da propina.

Edit 4 – Segundo a reportagem da globo foram em “mochilas de 500 mil reais” … Lula inaugurou o “carnê do baú da propina” …. seriam 26 mochilas. Uma por dia sendo entregue e não há registro de nenhuma destas entregas? Lula é um gênio.

A Putaria da Justiça e da OPINIÃO PÚBLICA (OP)

O texto abaixo foi reproduzido de:

FALANDO VERDADES

UM OUTRO LADO DOS FATOS E NOTÍCIAS

“Um dos delatores da Odebrecht que teria delatado Lula, teve vários pedidos de delação premiada negados pela Força Tarefa e a jornalista Mônica Bergamo da Folha mostrou que a Lava Jato só aceitaria se incriminasse Lula, não deu outra:
A notícia faz alguns poucos meses, mas mostra o Modus Operandi da tucanalha a Lava Jato, o executivo da Odebrecht fez duas declarações onde negou qualquer participação com Lula, daí o ameaçaram com mais anos de prisão se não falasse nada de Lula, algo criminoso.”

Monica Bérgamo conta a verdade morolista.
Monica Bérgamo conta a verdade morolista.

Ato público de repúdio à fala racista.

A REDE GLOBO É MACHISTA E NEFASTA PARA O POVO BRASILEIRO


A OPINIÃO PÚBLICA(OP) – REDE GLOBO é nefasta, com suas novelas, tenta fazer a vida brasileira ser uma novela.

Pode ser melhor ou pior, todos nós sabemos.

Mas, o caso da Su Tonani e José Mayer, é sintomático e mostrou o que a DESASTROSA DEFENDE.

Ficou calada durante a circulação da denúncia.

Ficou calada quando o personagem machista se desculpou.

Mesmo depois que, o movimento das mulheres e atrizes apoiando a Su Tonani ganhou visibilidade, ainda assim, continuou calada e  sem se posicionar,  apenas informou que puniu o agressor.

Esta é a OPINIÃO PÚBLICA(OP) – REDE GLOBO que sempre defende e atua apenas com o que aumenta suas finanças, e, é sempre contra o que o Brasil valoriza.

A REDE GLOBO é NEFASTA para todos os brasileiros.

FORA A REDE GLOBO.

 

Wadih Damous Deputado FederaL PT-RJ

Publicado em:

http://blogdecanhota.blogspot.com.br/?m=1

Wadih Damous
Wadih Damous

O artigo do Deputado Federal Wadih Damous análisa e expõe a lavajato, uma operação de risco para o Brasil.

Válida no objetivo de combate a corrupção, utiliza essa validade para destruir o país.

Blog de Canhota
Blog de Canhota

quarta-feira, 5 de abril de 2017

“Quando exagerinhos e erros estéticos na condução do processo maculam a justiça e servem apenas à grande obra corporativa de destruir o país”, por Wadih Damous

Artigo publicado originalmente no Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
É dever do advogado defender seus constituintes com todo seu conhecimento, sua melhor técnica e esmero argumentativo. O interesse do cliente está acima de tudo. A tergiversação é o pecado capital do advogado. Por isso mesmo a aceitação de um mandato não dispensa do exame de consciência, pois o maior ativo do defensor é a credibilidade advinda de sua coerência ética e, também, política. Causas patrocinadas por mero mercantilismo costumam afetar a reputação de quem as defende. O desdém pelo enquadramento axiológico do pleito lhe impede ver que o direito pelo qual pugna pode ser indefensável em perspectiva ética.
Não afirmo que não haja espaço para qualquer tipo de advocacia. O mercado não funciona na base da ética. Nele prevalece a máxima “pecunia non olet” (“Dinheiro não tem cheiro). O causídico sempre poderá dormir em paz com a desculpa de que qualquer acusado merece uma boa defesa.
Essa desculpa não é de todo falsa. O direito à ampla defesa deve ser garantido a santos e sacripantas indistintamente. Mas, no escrutínio diante do seu conselheiro interior, o advogado tem capacidade de optar por defender ou não o sacripanta, a depender do vulto da sacripantagem. Um advogado não é um vendedor de palavras ao léu. Precisa conquistar corações e mentes. Essa é sua arte. É mais fácil convencer quando se tem convicção do que quando só se pensa nos honorários. A ética da advocacia está intimamente vinculada não apenas à fidelidade do advogado a seu cliente, mas, sobretudo, à lealdade com que se conduz no processo, com a sinceridade de quem está defendendo aquilo em que acredita.
Quando advogados não têm convicção, podem sentir-se atraídos à causa pelas 30 moedas de prata (Mt 26, 14-16) somente, mas pagam um alto preço por isso. Em tempos de delação premiada, ser Judas está na moda e os maus conselheiros abundam. Mas quem conchava com um Caifás, mesmo que seja em Curitiba e não em Jerusalém, precisa saber que a história o julgará com a crueldade proporcional à leviandade de seus atos.
A chamada “Operação Lava-Jato” não é uma atividade judicial-policial qualquer. Também não é uma cruzada do Bem contra o Mal. É sobretudo uma iniciativa política, palco dos encontros e desencontros de múltiplos interesses. Suas consequências têm custado muito caro ao país. Não pelo ônus natural de uma persecução penal a atingir atores centrais de nossa vida política, o que por si só seria impactante, mas, muito mais, pela revelação da imaturidade das nossas instituições, que fazem gato e sapato dos direitos e garantias fundamentais do processo e se omitem na proteção da imagem dos arguidos sob forte pressão midiática. Assaz capengas entre nós, as regras processuais perderam vigência nessa obra piramidal de burocratas concurseiros, ávidos por seus minutos de glória e iludidos com sua (des)importância num quadro constitucional astênico, que mal disfarça a ruína do consenso democrático em meio ao golpe resultante na deposição da Presidenta da República Dilma Vana Rousseff. O preço pago pela sociedade não é apenas a corrupção de suas instituições, mas igualmente a extinção de milhares de empregos, o colapso de setores vitais da economia, a perda da competitividade no mercado internacional, a deterioração da imagem do Brasil e de seus atores empresariais, o desaparecimento de forte ativo tecnológico e o comprometimento do futuro das gerações jovens, fadadas a viver num país de infraestrutura precarizada e incapaz de se reerguer. O produto dessa irresponsabilidade corporativa tem um nome: Estado falido.
Não vale dizer que esse desastre nacional é culpa da corrupção e não de seu “combate”, argumento tosco dos agentes persecutórios, que, com falsa humildade, dizem estar “só fazendo seu trabalho”. Eichmann em Jerusalém também disse que apenas havia feito seu trabalho ao deportar milhões de judeus de seus lares para as câmaras de gás. Quiçá pensasse que a culpa não era dele, mas dos milhões de judeus que viviam na Europa Central.
De um agente público, principalmente dos que tomam decisões graves para o país, espera-se mais do que submissão acrítica a rotinas de serviço. Espera-se comedimento e parcimônia, estrita vinculação às leis, que fidelizam valores constitucionais, e sobretudo visão estratégica, bem como a consciência de que formas e meios não podem se sobrepor aos fins maiores do bem-estar e da soberania nacional.
O desastre nacional é culpa, sim, de moças e rapazes imaturos, recrutados entre a meritocracia ideologicamente rasa e em procedimento que não afere a capacidade de enfrentar desafios reais e riscos políticos. São dirigidos por um chefe pouco afeito à crítica de suas ações e com uma visão distorcida do papel de sua instituição.
A corrupção no Brasil já há muito carecia ser enfrentada. Isso não é novidade para ninguém. O problema da transição democrática entre nós é que ela foi feita com o esforço de resguardar privilégios e posições consolidadas de poder. Não mexemos no DNA da governação. Os caciques de antes da ditadura militar e os que com ela nasceram ou se fortaleceram não precisaram temer nada na passagem para o governo civil. Da parte dos que foram massacrados pelo autoritarismo do golpe de 1964, houve condescendência, extorquida em nome da sustentabilidade da transição. Completada esta, ocorreu a acomodação, o convívio dos contrários em nome de um consenso democrático. Banalizaram-se as más práticas, aceitas como mal menor. Pior seria um novo confronto com nossas podres elites, que pudesse ter como desfecho nova onda de perseguição contra as forças democráticas.
No âmbito do Judiciário, tal acomodação foi sustentada tanto pela ineficiência do aparato persecutório, quando se tratava de lidar os malfeitos dos poderosos, sempre representados por advogados de “grife”, ao gosto dos magistrados que cultivavam sua cercania, quanto pela extrema antipatia da vasta maioria dos juízes por demandas democráticas vistas como “esquerdistas”, para não dizer “revanchistas”.
Enquanto isso, os negócios dos corruptos e dos corruptores iam bem. Custeavam todo o sistema político com o financiamento de disputas eleitorais em valores cada vez mais próximos da estratosfera. Quem quisesse ser um “player” na macropolítica não poderia dispensá-los. A contrapartida da ajudinha era modesta: garantir uns contratinhos aqui e outros acolá, com recursos públicos a irrigar a máquina de eleger caciques.
Nas poucas vezes que o Ministério Público quis reagir, tomou balde de água fria na cabeça. Foi atropelado com a absolvição de Collor no STF; com o confisco, pelo STJ, dos autos das provas recolhidas no escritório do genro de José Sarney; com o uso de um habeas corpus no mesmo STJ a teleguiar os passos do juiz de primeiro grau no Maranhão na operação “Boi Barrica”; com a improcedência de todas as ações que tentaram bloquear o leilão da telefonia pública a preço de banana; com o desaparecimento da “pasta cor de rosa” nas gavetas do Procurador-Geral da República e por aí vai. Infindável é a lista de episódios, nos quais o Ministério Público, militante de boas causas, foi feito de bobo da corte. Consolidou-se uma política da impunidade amplamente sustentada pelo Judiciário, sempre que os suspeitos eram políticos “de bens”. Formou-se ao fim o consenso de que não era possível ganhar eleições e governar sem aliança com a casta dos corruptos.
As alianças feitas pelo PT foram reputadas indispensáveis para que Lula e, depois, Dilma pudessem se manter firmes no poder. Afinal, mesmo tendo ganho as eleições presidenciais, as bancadas da esquerda nas duas casas do Congresso eram esquálidas, incapazes até de formar maioria simples para aprovação de matérias importantes. Partidos que na sua prática nada tinham em comum com o PT foram chamados a compor o governo, para formar a base parlamentar indispensável. Os caciques de sempre, porém, nunca se davam por satisfeitos com as mordiscadas ministeriais e orçamentárias franqueadas na divisão do botim político. Queriam mais. Não atendidos, impunham ao governo derrotas pontuais no parlamento como um aviso. Nessas horas não eram “prestigiados” pelo governo. Colocavam a culpa no PT, que na sua ótica tudo queria para si. Sentiam-se parceiros menores. E isso apesar de terem sob o comando de sua gente pastas repletas de cargos e recursos para distribuir a aliados. A chantagem era quase diária. E o governo cedia sob justificativa da garantia da governabilidade.
Não se compreendeu que a aliança com os caciques de sempre, se por um lado permitia pequenos avanços numa cultura política inclusiva, por outro mantinha a velha “negociatocracia”, que se alimentava de recursos públicos para financiar sua hegemonia política.
O “turning point” na tolerância generalizada com a corrupção foi atingido quando os achacadores decidiram romper a aliança. Estavam insatisfeitos por não comandarem o caixa como sempre comandaram. O escândalo do chamado “mensalão” começou quando Roberto Jefferson aparentemente não se contentou com os quatro milhões que lhe teriam sido destinados num sinal de boa vontade para com seu partido. Quis 20 milhões supostamente prometidos e não entregues. Ficou furioso com a destituição da diretoria dos Correios por ele indicada e declarou guerra à Casa Civil dirigida por José Dirceu.
Os achacadores converteram-se em acusadores e passaram a fazer a festa da direita brasileira. Sempre lenientes com os malfeitos dos caciques, os tribunais começaram a amolar seus facões para trucidar os políticos da esquerda histórica.
Ninguém desconhece que a manutenção da aliança com os caciques corruptos fez o PT ingressar em uma zona de elevado risco ético. Mesmo sem ter plena consciência da extensão do tamanho da pilhagem, compactuou com políticos rapaces. Dividiu sua tradicional base de sustentação partidária. Rachou o partido. Distanciou-se de parte do movimento popular. Mas a maior catástrofe foi permitir que as práticas sujas da política tradicional contaminassem a imagem do próprio PT.
Essa foi a deixa para que os caciques pudessem, na base de uma campanha de destruição de reputações, retornar ao poder sem precisar dividi-lo com a esquerda. Puderam, agora, espalhar que todos eram iguais, inclusive o pudico PT. Festejaram a morte de seu alter ego ético. Embora o PT tenha se adaptado apenas à cultura dos donos do poder para, firmando aliança com estes, sustentar-se no poder para o qual fora eleito, foi transformado em líder da corrupção. E agora, com o apoio dos velhacos da política e da grande mídia, o Judiciário, que sempre premiou com sua leniência e sua ineficiência a apropriação da coisa pública pelos donos do poder, pretende estatuir um exemplo de moralidade, transformando o PT e sua liderança forjada na luta contra a ditadura em bodes expiatórios de todos os males de 500 anos de história do Brasil. Aqui entra em cena o Ministério Público com suas operações contra a corrupção. Juntou-se a fome com a vontade de comer. E o mais guloso de todos os atores estatais é um juiz de piso de Curitiba, vaidoso até a medula e com indisfarçável antipatia pelo PT e seus atores.
Muito cedo o Ministério Público descobriu que poderia tornar-se popular e melhorar seu cacife na negociação de suas vantagens e de seu status no quadro constitucional prático com o governo e o Congresso, espalhando o terror no Estado e engambelando com um discurso falso-moralista a manada dos desavisados leitores de VejaO Globo. Ações penais e de improbidade administrativa contra gestores e políticos carreiam indiscutíveis vantagens. Temidos, os membros do Ministério Público, representados por suas associações corporativas, são recebidos pelos parlamentares e dirigentes ministeriais responsáveis pelos seus ganhos. Na visão de boa parte dessa burocracia poderosa, greve é coisa de perdedor. Discretas, suas campanhas por subsídios transcorrem em salas acarpetadas, com ar condicionado, cafezinho, água gelada e muitos tapinhas nas costas. Só assim conseguiram chegar ao patamar de 30 mil reais de ganhos brutos ordinários por mês mesmo para jovens na carreira, muito acima dos ordenados de embaixadores, generais de quatro estrelas ou professores titulares de universidades públicas.
Operações como a “Lava Jato” produzem um enorme efeito de marketing positivo para a corporação e são vendidas como pílula amarga redentora de todos os males da nação. Estragos colaterais pouco importam. A culpa por eles é transferida aos investigados e acusados, presumidos como únicos responsáveis pelo caos criado.
Operações feitas de olho no Ibope têm um enorme custo institucional. Passam por cima do que é mais caro ao direito penal pós-iluminista, a presunção de inocência dos imputados. Pessoas são expostas à sanha retributivista e à curiosidade lasciva do público mesmo sem culpa formada. Juízes deixam de ser imparciais e penteiam sua vaidade em turnês mundo afora. Todos os atores estatais envolvidos, do MP, da PF e do Judiciário, apontam os dedos duros aos que elegeram como focos do ódio coletivo destilado. Abre-se a todos a vista dos detalhes mais sórdidos dos fatos em apuração, de preferência quando atingem a esquerda pudica.
Nesse terror judicialiforme os tiros ricocheteiam para todos os lados e acertam também em aliados dos caciques tradicionais. A máquina corporativa judicial-persecutória é autofágica. Esgotados os alvos de sua ação espetacular pelo lado da esquerda, passa a atirar para a direita, porque o ciclo de risco não pode ter fim. A fera não pode ser domada nem desdentada, sob pena de perder o temor dos atores que lhes garantem privilégios. Uma vez hasteada a bandeira do “combate à corrupção”, ela não pode mais ser arriada. O “combate” se torna um fim em si.
Ocorre que nenhum país sobrevive com uma agenda autofágica de “combate” sem trégua contra seus atores políticos e econômicos estratégicos. A corrupção não pode se transformar em tema principal de governo. Ninguém é a favor dela, mas há de se convir que a desigualdade, as más práticas administrativas, o sistema político-eleitoral deformado e a forte cartelização garantiram-lhe presença significativa entre nós. São esses os fatores que exigem atenção e cuidados maiores. Enfrentar a corrupção é consequência de ações contra a pobreza, contra a exclusão social, pela transparência e participação ampla na formulação de programas de governo, pela exposição pública de dados da execução orçamentária e e pela reforma político-partidária.
Curiosamente, quem mais fez nesse âmbito foram precisamente os governos do PT, que em nenhum momento baixaram a guarda no cuidado com a coisa pública. Foi nesses governos que se criou a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Ativos, um foro plurissetorial que lida com as ações necessárias contra as más práticas na administração pública. Foi nesses governos que se passou a legislação que hoje ampara a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público. Foi nesses governos que o Ministério Público não sofreu qualquer interferência do Poder Executivo na escolha de sua chefia, sendo indicado, sempre, o primeiro de uma lista corporativa sem forma jurídica, mas com elevado peso político. O resultado teria sido um salto de qualidade na governação, não fosse a atuação política predatória em que se lançaram as instituições do complexo judiciário-policial. Empoderaram-se por iniciativa própria agentes do Estado despreparados para tanto poder. Jogaram para a plateia, viraram heróis, passaram a festejar-se e atropelaram o debate legislativo, mimetizando iniciativa popular sobre as chamadas “dez medidas contra a corrupção”, todas gestadas no foro interno do Ministério Público Federal e objetos de intensa publicidade institucional.
O que menos interessou nesse transe de megalomania corporativa foi o devido processo legal e o julgamento justo. É como se os apontados como envolvidos em práticas de corrupção fossem completamente desprovidos de direitos, destinados a servirem de tetas de informações a serem ordenhadas na base do temor à exposição, prisão e perda patrimonial. Mesmo soltos, os que se dispuseram a delatar buscaram mais do um prêmio: empenharam-se em moderar a violência processual contra si. Vazamentos de informações, operações com estardalhaço midiático, escutas de conversas entre advogados e seus clientes, conduções coercitivas de investigados sem base legal mínima e intenso marketing das ações ao público leigo desavisado – tudo é parte de uma estratégia de aniquilar as chances de qualquer resistência defensiva.
Não se trata de meros “exageros” da “Lava Jato”, como recentemente se sugeriu em artigo na Folha de São Paulo. Muito menos pode-se dizer que “não maculam” a operação. Não só maculam-na, mas invalidam-na por completo. Quando autoridades não buscam a autoria de um fato de materialidade inconteste e, sim, a materialidade de suposta conduta para atribuí-la a um autor previamente eleito, perde-se o sentido da imparcialidade e do julgamento justo. A impressão de partidarismo do juiz é reforçada por seu encontro público com protagonistas da campanha de ódio contra o PT. Descrita com pertinente causticidade por Paulo Henrique Amorim como “bolina cívica”, a imagem do magistrado todo sorrisos em conversa com Aécio Neves chega a ser um deboche.
Crises servem para clarear a visão. As máscaras caem. Os atores deixam de ser personagens e se assumem em sua essência. Covardes são vistos como covardes, oportunistas como oportunistas, traidores como traidores, cínicos como cínicos e hipócritas como hipócritas. Crises reduzem opções de ação de tal modo, que se apresentam como lances de um jogo de xadrez. Com peças brancas e peças pretas. Jamais peças cinzas. Nesta hora, é possível saber quem tem coragem, porque, como disse Kurt Tucholsky, o mais difícil é estar na contramão de seu tempo e dizer alto e bom som “Não!”.
Reduzir os pecados mortais da “Lava Jato” a “exageros” que não a “maculam”, definitivamente não é um ato de coragem. Parece muito mais um discurso para captar a benevolência do magistrado exibicionista. Talvez até para melhorar as chances de defesa de um cliente de advocacia, sacripanta ou não. Quem assim qualifica a “Lava Jato” age como eficiente defensor, mas sem dúvida com pouca ou nenhuma preocupação diante da ética destroçada pela atuação de agentes públicos fora da lei.
Wadih Damous é Deputado Federal (PT-RJ) e ex-Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio de Janeiro.

 

O TSE caminha para manter o USURPADOR!

http://g1.globo.com/politica/noticia/dilma-temer-ministros-concordam-em-adiar-julgamento-e-dar-mais-prazo-a-defesa.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

TSE
TSE

O Estado do Rio de Janeiro desgovernado.

De forma absurda a PM-RJ matou uma estudante no pátio da escola.

Prefeito Marcelo Crivella município do Rio de Janeiro
Prefeito Marcelo Crivella município do Rio de Janeiro

O Prefeito falou que iria blindar as escolas, uma fala rídícula.

O Secretário de Educação, propõe uma estratégia para tentar resolver no futuro um problema que está vinculado a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.

O Estado do Rio de Janeiro, está desgovernado é um caos, vide a prisão do Presidente da ALERJ e de juizes do TCU.

Talvez não reste nada além da intervenção no Estado, mas que tem condições de intervir?

Não existe ninguém, nem nenhum orgão público capaz.

É o Rio de Janeiro desgovernado.

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UOL Notícia – https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/04/01/crivella-critica-policia-anuncia-reuniao-de-seguranca-e-defende-blindar-escolas.htm

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Crivella critica polícia, anuncia reunião de segurança e defende blindar escolas

Fábio Grellet

Rio 01/04/2017 – 14h53

Luciano Belford/AGIF/Folhapress

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, durante o enterro da adolescente Maria Eduarda,

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), esteve neste sábado (1º) no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita (Região Metropolitana do Rio), onde foi enterrada a adolescente Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, morta por uma bala perdida enquanto estudava na Escola Municipal Daniel Piza, em Acari (zona norte do Rio), na última quinta-feira (30). Crivella chegou ao final da cerimônia e conversou com a família da adolescente, após o sepultamento.

Ele criticou a ação da polícia, defendeu a blindagem das escolas e anunciou uma reunião para lançar um gabinete institucional de segurança na próxima quarta-feira (05).

“Essa reunião já estava marcada, e vão participar o secretário de Segurança, a Polícia Militar, a Guarda Municipal, também pedi a presença do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, da Força Nacional de Segurança, da Polícia Rodoviária Federal, e nós todos juntos precisamos ter um plano para a segurança do Rio de Janeiro. Embora a competência (sobre segurança pública) seja do Estado, a prefeitura também pode colaborar”, afirmou.

Crivella criticou a ação da Polícia Militar, que provocou um tiroteio perto da escola onde Maria Eduarda estava. “É preciso conversar com a tropa, não é possível haver disparos próximos de escola, não é possível que isso ocorra de novo. Quando há inocentes perto de operações, não se pode haver tiroteio com fuzis, é um risco muito grande”.

O prefeito também defendeu a blindagem das escolas situadas em lugares conflagrados. “Em 2007 eu já falava que era necessário, nas áreas onde existe tráfico, uma alvenaria que não permita passar os projéteis. Tiro de fuzil é uma tragédia. Se pudesse, já teria feito (a blindagem) desde 2007. As paredes das escolas precisam ter essa argamassa, que não é uma coisa cara, são três ou quatro centímetros”, afirmou.

Crivella disse ainda que a família da adolescente terá apoio de psicólogos da prefeitura. “Nesse momento o mais importante é a solidariedade, o apoio psicológico. A mãe deve estar com o coração estraçalhado”.

Enterro

A estudante Maria Eduarda Alves da Conceição foi enterrada às 13h10 deste sábado.

Em meio a grande comoção, familiares acusaram a polícia de ter dado os tiros e cobraram providências do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Mais de 200 pessoas, em sua maioria familiares, professores e colegas de Maria Eduarda, foram ao velório. Os colegas de escola vestiam camisetas em homenagem à adolescente. Em vários momentos, familiares e amigos foram retirados do ambiente do velório para conter a desolação. Duda, como a adolescente era chamada, foi sepultada aos gritos de “justiça”.

Maria Eduarda Conceição, vítima de bala perdida no Rio

Embora a autoria dos disparos ainda não tenha sido esclarecida – só a perícia poderá indicar de qual arma partiram os tiros -, a revolta com a polícia era comum. “O que a polícia fez com meu bebê

Um dos irmãos de Maria Eduarda, o instrutor de luta Uidson Alves, de 32 anos, leu uma carta pedindo mudanças na política: “Maria Eduarda estava dentro de uma escola buscando um futuro melhor. Este é o futuro melhor para nossas crianças? Serem mortas covardemente, enquanto estudam? De onde partiram os tiros? Os tiros partem quando ignoramos os mais humildes. Os tiros partem quando o Estado não prepara a polícia. Os tiros partem quando o Estado é corrupto e desvia o dinheiro que seria empregado para melhor a segurança e a educação. Governantes, tenham mais vergonha na cara. Inocentes estão clamando por paz”, afirmavam trechos da mensagem.

O advogado João Tancredo anunciou que vai ingressar com ações judiciais contra o Estado e o município cobrando indenização à família pela morte de Maria Eduarda e oferecimento de apoio psicológico aos familiares. Segundo ele, não importa se os tiros partiram de policiais ou criminosos. “O Estado tem o dever de orientar seus policiais, e a Prefeitura precisa garantir a segurança das pessoas dentro de seus imóveis”, afirmou.

Fundador da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa também compareceu ao enterro e lamentou o episódio. “Já são três crianças mortas por bala perdida neste ano na região metropolitana do Rio. Foram 20 nos últimos dois anos, e 33 em 10 anos”, afirmou. “É pobre matando pobre, policial pobre matando traficante pobre, bandido pobre matando policial pobre, isso precisa mudar”, continuou.

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Cesar Benjamin

Secretário de Educação do Município do Rio de Janeiro

PALAVRAS DO SECRETARIO DE EDUCAÇÃO. LEIAM ATÉ O FINAL. ELE SINALIZA AÇÃO NA QUINTA CONTRA A VIOLÊNCIA!

AOS PROFISSIONAIS DO ENSINO PÚBLICO

1. Na quinta-feira, 30 de março, nossa aluna Maria Eduarda Alves da Conceição, de treze anos, foi baleada e morta nas dependências da escola Jornalista Daniel Piza, em Acari. Não resta dúvida de que os assassinos foram policiais militares que, de uma distância de cerca de 250 metros, decidiram alvejar com tiros de fuzil dois homens que transitavam armados. Atrás desses homens, dentro da escola, nossos alunos praticavam voleibol. Ficaram, pois, na linha de fogo. Maria Eduarda recebeu quatro tiros fatais.

Seguiu-se um intenso confronto, que se prolongou por algumas horas e se estendeu até a avenida Brasil. Nossos professores, o diretor da escola e a coordenadora da 6ª CRE, professora Rejane Pereira Faria da Costa, comportaram-se heroicamente, protegendo os demais alunos e impedindo que houvesse mais vítimas.

Não é possível exagerar a boçalidade da ação policial.

* * *

2. Até hoje, sábado, dia 1 de abril, nossa preocupação concentrou-se no amparo à família, que prossegue. Pai, mãe, irmão e amigos vivem uma situação dolorosíssima, que se estende a todos nós.

Com nossa assistência direta, Maria Eduarda teve velório e sepultamento dignos, em local escolhido pela família.

Um grupo de assistentes sociais e psicólogos está mobilizado para ajudar os colegas, professores e funcionários que foram diretamente afetados.

Eu me reunirei com o corpo docente na segunda ou na terça-feira – aguardo o chamado dos professores – para debatermos como será a reorganização das atividades escolares.

* * *

3. Infelizmente, essa tragédia não foi um fato isolado. Somente ontem, sexta-feira, 31 de março, a violência provocou o fechamento de 25 escolas em diversos bairros e comunidades, deixando 6.227 alunos sem aulas. Três outras escolas abriram, mas nenhum aluno compareceu, por falta de segurança nas imediações de cada uma delas. Essa situação tem se repetido todos os dias.

* * *

4. Por isso, diversas ações já estavam em curso no âmbito da nossa secretaria.

A experiência positiva do grupo de trabalho sobre o Complexo da Maré, com a participação dos diretores, está sendo estendida a outros territórios conflagrados.

No dia 10 de março emiti um memorando interno, dirigido às subsecretarias de gestão e de ensino, nos seguintes termos: “A resolução em vigor, que define escolas de difícil acesso, está defasada. Tenho recebido sucessivos pedidos de professores e diretores sobre as dificuldades de acesso e permanência em escolas que estão em áreas de violência endêmica e não recebem nenhum tratamento especial. Peço que vocês preparem a primeira versão de uma resolução que mantenha os critérios de difícil acesso, em vigor, e acrescente outros critérios, para que possamos tratar, de maneira abrangente, de escolas de difícil lotação.”

Poucos dias depois emiti outro memorando interno (não tenho cópia dele aqui em casa), constituindo um grupo de trabalho específico sobre violência. Estabeleci prazo até meados de abril para receber uma proposta completa e coerente sobre as possibilidades de ação da secretaria em tema tão difícil e delicado.

Estávamos esperando o encerramento da campanha contra o Aedes Aegypti, previsto para o final de abril, para iniciar uma campanha sistemática contra a violência nas escolas e no entorno delas. “Escola como lugar de paz” é o nome provisório com que trabalhamos.

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5. Na próxima segunda-feira, depois de amanhã, terei mais uma reunião com o secretário de Administração Penitenciária e sua equipe. As duas secretarias – uma municipal, outra estadual – já vinham preparando uma ação conjunta nos presídios do Rio de Janeiro, onde estão 51 mil pessoas, tendo em vista propiciar estudo e trabalho aos detentos, em uma tentativa de diminuir a percentagem de reincidência no crime.

Com a mediação da Unesco, já estabelecida, iniciaremos ação semelhante nos estabelecimentos do Degase, que cuida de menores infratores.

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6. Já atuávamos no limite das nossas possibilidades, sem divulgar prematuramente ações que ainda estavam em fase preparatória.

A morte de Maria Eduarda altera a situação. Ela nos impele a levar nossas ações a um novo patamar. Todo o nosso cronograma deve ser compactado, e novas ações precisam ser pensadas. É enorme o número de cidadãos e cidadãs que, com razão, mostram sinais de impaciência e desespero com a situação atual da cidade, do estado e do país, sentimentos que se associam ao descrédito nos partidos políticos e na ação do poder público.

Creio que a comunidade escolar da nossa cidade – que não é pequena – deve tomar a frente de uma mobilização cidadã. Convocarei uma reunião na segunda-feira para debatermos isso. Não desejo tomar uma posição pessoal. Quero ouvir nossos colegas e compreender qual é o sentimento da rede.

Neste momento, inclino-me a sugerir que todas as nossas 1.537 escolas dediquem a próxima quarta-feira a realizar debates, reflexões, ações de mobilização e preparação de materiais em torno do tema da violência e da necessidade da paz, para que na quinta-feira, quando se completará uma semana da morte da nossa aluna, saiamos juntos às ruas, pacificamente e sem conotações partidárias, para dizer ao povo do Rio de Janeiro que é hora de começar a reconstruir as condições da convivência em nossa cidade.

Os profissionais da educação têm autoridade moral para assumir um papel ativo nessa mobilização, cada vez mais necessária, da sociedade carioca.

É o que penso agora, às 3:30 horas da manhã, nesta madrugada insone de sábado para domingo.

Cesar Benjamin

Secretário