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Carnaval 2016

Carnaval no Rio de Janeiro em 2016 no Bloco Imprensa Que Eu Gamo – Laranjeiras – Rio de Janeiro Brasil

Carnaval 2016 - Bloco Imprensa Que Eu Gamo
Carnaval 2016 – Bloco Imprensa Que Eu Gamo

Se voce não conseguiu acessar no hipertexto acima copie abaixo e cole para assistir: http://www.daserste.de/information/politik-weltgeschehen/weltspiegel/videos/brasilien-karneval-der-korruption-100.html

A explosão dos blocos no carnaval de rua e a cerveja.

carnaval 2016
carnaval 2016

O carnaval de rua no Brasil sempre existiu e tinha quase sempre a crítica aos bons costumes e à política. Com a ditadura militar a repressão tentou acabar com manifestações populares e uma das saídas foi utilizar o carnaval.

Lembro que em Aracajú-SE nos bailes carnavalescos (1966) ao som do frevo na época dos bailes caranavalescos em clubes, ao ser tocado o frevo FOGÃO de Sergio Lisboa (https://www.youtube.com/watch?v=6XruFqqeq9o), quem estava nos clubes cantava Arraes, Arraes e aí ao aparecer uma viatura militar parava a cantaria e os militares iam embora.

Vim para o Rio em dezembro de 1964, o carnaval de rua existia mais forte nos bairros da zona norte nos coretos montados nas praças. No centro da cidade o desfile de escolas de samba e dos blocos O Bafo da Onça, Boemios de Irajá, Cacique de Ramos e o mais famoso o Coradão da Bola Preta.

Na zona sul, as bandas comandadas pela Banda de Ipanema eram o que havia de carnaval. Tempos depois apareceram blocos, o Bloco Simpatia é Quase Amor, o Bloco do Barbas, Bloco de Segunda, Suvaco do Cristo, Carmelitas etc que passou a conclamar mais jovens. Com o passar dos anos foi só aumentando o número de blocos.

Foram criadas associações que representavam os blocos, da mesma forma a Liga que representa as Escolas de Samba e a profissionalização começou a preocupar, havia uma visão de que os blocos eram e de certa forma ainda tentam ser representação da organização popular.

Nas gravadoras de disco começou a divulgação do disco com os sambas das escolas do Rio de Janeiro, pois tinham a vantagem de vender durante todo o ano. Com o passar do tempo as gravadoras, que desligaram as marchinhas, passaram a incentivar outros ritmos no carnaval. Bem aí veio a internet e acabou com a farra das gravadoras. Hoje as marchinhas cantadas nos blocos são todas do século passado ou anterior.

Mas o avanço do capital é impressionante e as cervejarias tomaram conta.

Começou com a disputa entre duas marcas de cerveja, que terminaram se fundindo comercialmente e hoje é uma só, não há mais disputa para ver quem mais blocos financia. Afinal a interferência na Prefeitura que foi obrigada a garantir a folia – forçada pelos blocos organizados, horários e principalmente banheiros públicos. E a grandiosidade não pertencia mais só aos blocos tradicionais. A orla da praia já não mais comportava os blocos, e o centro da cidade foi dividido cada um com seu dia. Agora blocos temáticos, onde haviam figuras midiáticas da música passaram a conduzir blocos. Um pouco como acontece em Salvador. Houve reação, mas o carnaval como festa popular tem lugar para todos.

Quem brinca carnaval: bebe por sede ou para aumentar o prazer. E aí as cervejas tiveram sua garantia de lucro afirmada pelas prefeituras,. Hoje a explosão do carnaval de rua é garantido pelas cervejas que recebem do poder público a garantia de que só uma marca vende nos camelôs autorizados. Tem a vantagem da uniformidade dos preços, mas também não tem a diversidade de cervejas.

Qual será o nome dos profissionais que hoje começam a dirigir o carnaval de rua? Em breve uma das universidades os formarão em um MBA, esse profissional que será disputado a peso de ouro, pois há a garantia da verba pública e há o interesse privado no evento.

As ruas não mais são enfeitadas como antigamente, nem o sambódromo, a transmissão das escolas de samba já é monopólio na TV e bem que tentou, mas não conseguiu no Rio monopolizar os blocos.

Afinal, após o carnaval deveriam ser divulgadas os dados da venda de cervejas (em litros) e outras bebidas nesse período, que de 4(quatro) dias passou para 15(quinze) dias e há quem deseje realizar outro carnaval em outra data.

Quando a grana circulante aumenta, surge a corrupção e as benesses dos endinheirados.

Cuidado não é só o aumento da folia que ameaça a festa, que é necessária e bem-vinda, existe o risco da famosa frase do imperador romano Vespasiano, mentor da construção do coliseu, ser incorporada ao evento, disse ele: “Pão e circo para o povo”.  Lembrem-se também de Maria Antonieta e a frase “Se não têm pão, comam brioches”, o povo  gradualmente a antipatizou e a acusava de perdulária e promíscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.

O carnaval tem que continuar como uma festa popular.

Muito cuidado, pois a ida com muita fome ao pote pode acabar com o ouro.

Abaixo a transcrição de trecho do artigo do Jânio de Freitas na OPINIÃO PÚBLICA(OP), jornal Folha de São Paulo alertando para esse evento financeiro.(leia na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2016/02/1738503-carnaval-da-guerra.shtml)

“11/02/2016 – 02h00 – Janio de Freitas – OPINIÃO PÚBLICA 9OP0 – jornal folha de São Paulo

Parecia Carnaval, um tanto estilizado pelas multidões mais afeitas a espectadoras imóveis dos shows de rock do que à ginga do samba e à graça das marchinhas. Parecia, mas era guerra. Mais uma, não bastando Eduardo Cunha versus governo, Lava Jato versus corrupção na Petrobras, PSDB contra PT, imprensa contra Lula, e as muitas menos prestigiadas pelos bombardeios.

Duas combatentes, entrevistadas como diretoras de um bloco, diziam coisas sem nexo: trabalham o ano inteiro na organização do bloco, apesar dos seus diplomas universitários só se ocupam do bloco, organizá-lo exige muitas reuniões de trabalho. Mas o bloco nada tem de especial, nem fantasias próprias, nem alegorias, nada. Só gente, gente, gente. E cerveja, cerveja, cerveja. Mas tem novidades, sim. Inovações de verdade.

Uma nova profissão: fundador e diretor de bloco, antes ocupação amadora, tornou-se profissão. Emprego sem risco de demissão. O velho “general da banda” só deu samba, mas ser general ou generala de bloco dá dinheiro. É que os fabricantes de cerveja trouxeram para as ruas a guerra até então disputada só na TV e nos bares.

O grande aumento do número de blocos no Rio e em São Paulo neste ano, apoiado no grande aumento do incentivo “jornalístico” para o comparecimento das massas, foi fabricado e financeiramente bancado por indústrias de cerveja. Um programa desenvolvido ao longo do ano. Cada multidão com nome de bloco veio a ser, na verdade e sem saber, como uma reunião inumerável de pontos de venda: a multidão de consumidores acompanhados pela multidão de carrocinhas, carrinhos, triciclos vendendo latas de cerveja. E aí a chave do negócio: em cada bloco, cerveja de um só fabricante. Exclusivo, aliás, de numerosos blocos, áreas de concentração e de dispersão.

Para as cervejeiras envolvidas, uma operação em tudo bem sucedida. Para a guerra entre o marketing, promotor de vendas, e os consumidores, desinformados e compelidos, uma evidência a mais de que a liberdade de escolha e a educação para o gosto consciente estão irrefreavelmente derrotadas. E, no entanto, eram valores da cidadania.”

A Folha de São Paulo evolui para pior

Fomos surpreendidos com a contratação para articulista do Kim Kataguri.

Articulista da Folha de São Paulo
Articulista da Folha de São Paulo

A imprensa marron não tem preocupação com o que publica, e nessa contratação a OPINIÃO PÚBLICA(OP) – Folha de São Paulo marcou um gol, pois teve a propaganda disseminada sem gastar um tostão.

Articulista da OPINIÃO PÚBLICA(OP) - jornal Folha de São Paulo
Articulista da OPINIÃO PÚBLICA(OP) – jornal Folha de São Paulo

Alguém se auta intitula de figura pública realmente não deve ser levdo a sério.

Mas diante da chamada que ficou sendo feita na internet terminou sendo analisado e muito bem .

LEIAM no original clicando no texto a seguir ou mais abaixo na reprodução: A reação dos leitores ao novo colunista da Folha de S. Paulo Publicado em 20 de janeiro de 2016 por Lívia de Souza Vieira

Reprodução de objETHOS – Observatório da Ética Jornalística (https://objethos.wordpress.com/2016/01/20/a-reacao-dos-leitores-ao-novo-colunista-da-folha-de-s-paulo)

A reação dos leitores ao novo colunista da Folha de S. Paulo

Lívia de Souza Vieira
Doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS

No mesmo dia em que anunciou uma média mensal de 20 milhões de leitores em 2015, o jornal Folha de S. Paulo divulgou a ‘contratação’ de um novo colunista para o site: Kim Kataguiri, um dos organizadores das manifestações pró-impeachment. Tal fato repercutiu durante toda a segunda-feira (18) nas redes sociais, gerando questionamentos entre muitos desses milhões de leitores.

O esforço de reflexão sobre a decisão da Folha começa por separar pluralismo editorial de informação qualificada. E sobre isso a professora Sylvia Moretzsohn comentou: “Não se trata, obviamente, da minha rejeição a posições de direita. Eu sempre achei que um jornal deve buscar a pluralidade. Mas é preciso buscar também a substância. Como disse uma colega, também professora e jornalista, colunista não é o sujeito que simplesmente vai lá e dá uma opinião: é alguém que traz informação original e qualificada. Definitivamente, não é o caso desse rapaz, que não tem condições de estar em nenhum jornal que se leve a sério”.

O currículo de Kim Kataguiri não diz tudo sobre ele, obviamente. Mas é preciso destacar o que disse a própria matéria da Folha: ele terminou o ensino médio em 2013, largou o curso de Economia e neste ano pretende cursar Direito numa faculdade inaugurada em dezembro por Gilmar Mendes. E ainda afirmou que vai criticar o jornal constantemente, reforçando minha hipótese para sua contratação: a Folha quer polêmica e cliques.

Se for isso, conseguiu. Como o próprio Kim divulgou em seu perfil no Twitter, a matéria estava entre as mais comentadas do dia, bem como o artigo, publicado na terça (19).

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No entanto, a aparente força dos números esconde um aspecto qualitativo essencial: o descontentamento dos leitores, que ficou explícito nos comentários. Notem as menções ao cancelamento da assinatura do jornal, uma prova da gravidade da situação. É como se os leitores estivessem dizendo ‘não esperávamos isso de você, Folha’. Enquanto o jornal está atento aos trending topics, os leitores estão reivindicando qualidade.

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Com os exemplos acima, fica claro que a crítica à contratação de Kataguiri não se restringiu somente à Academia, como esbravejou o também colunista da Folha Reinaldo Azevedo. “Contam-me que, no Facebook, alguns doutrinadores disfarçados de professores de jornalismo também secretam o seu ódio. Isso explica, em parte, por que jornalistas recém-formados, muitas vezes, acham que os fatos são pura ‘conspiração da direita’. Acreditam que podem usar a profissão para ‘fazer justiça social’”.

Ledo engano. A crítica se dá por amor aos valores que fazem do jornalismo, ainda hoje, um mediador importante no debate público. É preciso ter o que dizer para dizer. Em seu artigo de estreia, só para ficar com esse exemplo, Kim diz que os integrantes do Movimento Passe Livre cometem “atos de vandalismo e terrorismo”. Mas convenhamos, Azevedo acerta quando tenta desqualificar: não só acreditamos como também lutamos para que o jornalismo, por meio da informação, contribua para uma sociedade mais justa.

Rir para não chorar

De forma irônica, mas muito significativa, sites de humor e crítica, como o Sensacionalista, tentaram pôr em evidência a decisão equivocada da Folha: “Estudantes que passaram em jornalismo no SISU desistem após Kim Kataguiri estrear na Folha”. E o The piauí Herald: “Pedro Paulo é o novo colunista da Revista Cláudia”.

sensacionalista_Kim
Trecho de post do site Sensacionalista.
piaui_Kim
Trecho de post do site The piauí Herald.

De olhos e ouvidos fechados

Além da coluna no site, a TV Folha fez um programa ao vivo com Kataguiri, no dia da estreia. Não sem novas reclamações explícitas dos leitores, como vemos abaixo:

TvFolha_Kim

Vale lembrar que Kataguiri é também blogueiro do HuffPost Brasil, o que demonstra que a falta de preocupação com o debate realmente qualificado não é exclusividade dos veículos tradicionais.

A OPINIÃO PÚBLICA – jornal Folha de São Paulo faz parte da nossa galeria, PARABÈNS pela aquisição.

OPINIÃO PÚBLICA (OP) - jornal Folha de São Paulo
OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Folha de São Paulo

CUNHA tratorando!

CUNHA paralisa a Comissão de Ética e a Liderança do PMDB.

EDUARDO CUNHA
EDUARDO CUNHA – eu sou o bicho!
Cunha tratorando 01
Cunha tratorando 01
Cunha tratorando 02
Cunha tratorando 02
OPINIÃO PÚBLICA (OP) - Folha de São Paulo
OPINIÃO PÚBLICA (OP) – Folha de São Paulo

Cunha manobra e destitui relator de sua cassação no Conselho de Ética

Renato Costa – 8.dez.2015/Folhapress
O Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
O Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

AGUIRRE TALENTO
RANIER BRAGON
DANIELA LIMA
GUSTAVO URIBE
DE BRASÍLIA

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Em mais uma manobra para atrasar o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu nesta quarta-feira (9) destituir o relator do processo no conselho, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), protelando mais uma vez a tramitação.

Cunha usou o vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), para obter uma decisão da mesa diretora que destituiu Pinato da relatoria. Tanto Cunha como Waldir Maranhão são investigados na Operação Lava Jato.

O fundamento jurídico é que Pinato fez parte do mesmo bloco partidário de Cunha, por isso estaria impedido de analisar o processo contra o presidente da Câmara.

Isso adiou mais uma vez a votação da abertura do processo contra Cunha, que estava prevista para esta quarta-feira (9).

Esse argumento havia sido rejeitado pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), por isso os aliados de Cunha recorreram à mesa diretora. O autor do pedido foi o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB).

“Como democrata que sou, respeito a decisão da mesa da Câmara dos Deputados, comandada pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha, mas não concordo com a mesa”, afirmou Pinato.

Parlamentares anunciaram que recorrerão ao plenário da Casa para tentar derrubar a decisão da Mesa Diretora.

SEM AVISO

Integrantes da Mesa, porém, deixaram a sala de reunião com Cunha se queixando por não terem sido avisados sobre a decisão de destituir Fausto Pinato.

No momento em que a destituição de Pinato foi anunciada, os integrantes da Mesa Diretora estavam reunidos no gabinete de Cunha. “Isso não foi falado lá em nenhum momento. Nos ficamos sabendo pela internet”, disse a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP).

O mesmo foi alegado pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP). Os parlamentares disseram que o despacho de Maranhão sobre Pinato não poderia ser retratado como uma decisão da Mesa.

Cunha ainda não falou sobre o caso. Aliados do peemedebista, no entanto, dizem que a decisão de Maranhão foi articulada com ele.

‘GOLPE’

Após a decisão que destituiu Pinato, uma confusão se instalou no conselho e o grupo pró-Cunha defendeu que fosse feito o sorteio de um novo relator, em vez de Zé Geraldo, que foi escolhido pelo presidente no primeiro momento.

Araújo concordou e disse que faria ainda nesta quarta um sorteio dos três nomes, excluindo os deputados que fizeram parte do mesmo bloco partidário de Cunha, e deve anunciar quinta (10) o nome do relator. Com isso, a sessão foi encerrada por volta das 16h desta quarta.

Foram sorteados os deputados Sérgio Brito (PSD-BA), Marcos Rogério (PDT-RO) e Léo de Brito (PT-AC). Rogério votou a favor do adiamento da votação contra Cunha nesta quarta. Leo de Brito tende a ser anti-Cunha, já que o PT rompeu com o presidente da Câmara. Sérgio Brito não foi à sessão desta quarta.

O presidente do conselho chamou de “golpe” a manobra de Cunha. “Não podemos continuar se a cada instante a insegurança está instalada, a cada instante chega uma ordem diferente para cumprir. Nós não somos meninos de escola. Somos deputados e representamos a sociedade”, afirmou Araújo.

“É humilhante para este Conselho de Ética o que estamos vivendo aqui”, disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

Com a decisão de escolher um novo relator, o trâmite terá que cumprir novos prazos e Cunha consegue adiar por semanas a votação do processo de sua cassação.

A representação ao conselho foi feita em 13 de outubro de outubro por PSOL e Rede e, quase dois meses depois, ainda não teve nem votação da abertura ou não do processo. Sucessivas manobras de Cunha tem adiado o andamento do processo.

Justamente sob esse argumento das interferências, partidos adversários de Cunha, como PSOL e Rede, fizeram uma representação à Procuradoria Geral da República pelo afastamento dele da presidência da Casa.

O procurador-geral Rodrigo Janot, porém, ainda não fez nenhum pedido ao Supremo Tribunal Federal para afastamento de Cunha.

A deputada Eliziane Gama (Rede-MA) afirmou que fará um aditamento à representação relatando a manobra feita nesta quarta. “É uma demonstração clara que ele não pode presidir a Câmara”, declarou.

DERROTA

A decisão foi informada ao Conselho de Ética pouco tempo depois da primeira derrota de Cunha nessa instância: por 11 votos a 10, os integrantes rejeitaram adiar por cinco dias o processo contra o presidente da Câmara.

O conselho se debruça há mais de um mês sobre o pedido de abertura de processo de cassação contra Cunha, mas tem sido impedido de realizar a votação por meio de medidas protelatórias patrocinadas pelo presidente da Casa.

A representação contra Cunha, protocolada pelo PSOL e pela Rede, acusa-o de ter mentido aos seus pares ao declarar, na CPI da Petrobras, que não teria contas no exterior. O Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil a descoberta de quatro contas no exterior do deputado e familiares.

A defesa de Cunha, porém, argumenta que três dessas contas se constituíam em trustes, espécie de investimento no qual ele entrega os recursos a um banco para que administre e diz que ele não tinha mais responsabilidade sobre esse dinheiro. A outra conta pertence nominalmente à sua mulher, Cláudia Cruz.

O caso é alvo de inquérito da Procuradoria Geral da República, mas ainda não virou denúncia à Justiça.

INTERFERÊNCIA

O conselho tem sido impedido de votar abertura de processo anti-Cunha por meio de medidas protelatórias patrocinadas pelo presidente da Casa

  • ADIAMENTO NEGADO – Pedido para adiar a sessão por cinco dias é adiado pela Comissão. Com dez votos a favor e dez votos contrários, o presidente da comissão, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), deu o voto de minerva contra o adiamento.
  • NOVO PEDIDO NEGADO – Em reprise da votação anterior, é rejeitado um novo pedido, desta vez para adiar a votação por quatro dias
  • ALIADOS DE CUNHA TROCAM RELATOR – Mesa da Câmara, presidida pelo próprio Cunha e composta por aliados, troca o relator do processo, Fausto Pinato (PRB-SP), que deu parecer favorável à continuidade do processo de cassação
  • RELATÓRIO É MANTIDO – O presidente do Conselho nomeia o petista Zé Geraldo (PA) para ser o novo relator. Ele subscreveu o relatório de Pinato
  • VOTAÇÃO ADIADA – A troca de relatores adiou mais uma vez a votação da abertura do processo contra Cunha, que estava prevista para esta quarta-feira (9)