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A explosão dos blocos no carnaval de rua e a cerveja.

carnaval 2016
carnaval 2016

O carnaval de rua no Brasil sempre existiu e tinha quase sempre a crítica aos bons costumes e à política. Com a ditadura militar a repressão tentou acabar com manifestações populares e uma das saídas foi utilizar o carnaval.

Lembro que em Aracajú-SE nos bailes carnavalescos (1966) ao som do frevo na época dos bailes caranavalescos em clubes, ao ser tocado o frevo FOGÃO de Sergio Lisboa (https://www.youtube.com/watch?v=6XruFqqeq9o), quem estava nos clubes cantava Arraes, Arraes e aí ao aparecer uma viatura militar parava a cantaria e os militares iam embora.

Vim para o Rio em dezembro de 1964, o carnaval de rua existia mais forte nos bairros da zona norte nos coretos montados nas praças. No centro da cidade o desfile de escolas de samba e dos blocos O Bafo da Onça, Boemios de Irajá, Cacique de Ramos e o mais famoso o Coradão da Bola Preta.

Na zona sul, as bandas comandadas pela Banda de Ipanema eram o que havia de carnaval. Tempos depois apareceram blocos, o Bloco Simpatia é Quase Amor, o Bloco do Barbas, Bloco de Segunda, Suvaco do Cristo, Carmelitas etc que passou a conclamar mais jovens. Com o passar dos anos foi só aumentando o número de blocos.

Foram criadas associações que representavam os blocos, da mesma forma a Liga que representa as Escolas de Samba e a profissionalização começou a preocupar, havia uma visão de que os blocos eram e de certa forma ainda tentam ser representação da organização popular.

Nas gravadoras de disco começou a divulgação do disco com os sambas das escolas do Rio de Janeiro, pois tinham a vantagem de vender durante todo o ano. Com o passar do tempo as gravadoras, que desligaram as marchinhas, passaram a incentivar outros ritmos no carnaval. Bem aí veio a internet e acabou com a farra das gravadoras. Hoje as marchinhas cantadas nos blocos são todas do século passado ou anterior.

Mas o avanço do capital é impressionante e as cervejarias tomaram conta.

Começou com a disputa entre duas marcas de cerveja, que terminaram se fundindo comercialmente e hoje é uma só, não há mais disputa para ver quem mais blocos financia. Afinal a interferência na Prefeitura que foi obrigada a garantir a folia – forçada pelos blocos organizados, horários e principalmente banheiros públicos. E a grandiosidade não pertencia mais só aos blocos tradicionais. A orla da praia já não mais comportava os blocos, e o centro da cidade foi dividido cada um com seu dia. Agora blocos temáticos, onde haviam figuras midiáticas da música passaram a conduzir blocos. Um pouco como acontece em Salvador. Houve reação, mas o carnaval como festa popular tem lugar para todos.

Quem brinca carnaval: bebe por sede ou para aumentar o prazer. E aí as cervejas tiveram sua garantia de lucro afirmada pelas prefeituras,. Hoje a explosão do carnaval de rua é garantido pelas cervejas que recebem do poder público a garantia de que só uma marca vende nos camelôs autorizados. Tem a vantagem da uniformidade dos preços, mas também não tem a diversidade de cervejas.

Qual será o nome dos profissionais que hoje começam a dirigir o carnaval de rua? Em breve uma das universidades os formarão em um MBA, esse profissional que será disputado a peso de ouro, pois há a garantia da verba pública e há o interesse privado no evento.

As ruas não mais são enfeitadas como antigamente, nem o sambódromo, a transmissão das escolas de samba já é monopólio na TV e bem que tentou, mas não conseguiu no Rio monopolizar os blocos.

Afinal, após o carnaval deveriam ser divulgadas os dados da venda de cervejas (em litros) e outras bebidas nesse período, que de 4(quatro) dias passou para 15(quinze) dias e há quem deseje realizar outro carnaval em outra data.

Quando a grana circulante aumenta, surge a corrupção e as benesses dos endinheirados.

Cuidado não é só o aumento da folia que ameaça a festa, que é necessária e bem-vinda, existe o risco da famosa frase do imperador romano Vespasiano, mentor da construção do coliseu, ser incorporada ao evento, disse ele: “Pão e circo para o povo”.  Lembrem-se também de Maria Antonieta e a frase “Se não têm pão, comam brioches”, o povo  gradualmente a antipatizou e a acusava de perdulária e promíscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.

O carnaval tem que continuar como uma festa popular.

Muito cuidado, pois a ida com muita fome ao pote pode acabar com o ouro.

Abaixo a transcrição de trecho do artigo do Jânio de Freitas na OPINIÃO PÚBLICA(OP), jornal Folha de São Paulo alertando para esse evento financeiro.(leia na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2016/02/1738503-carnaval-da-guerra.shtml)

“11/02/2016 – 02h00 – Janio de Freitas – OPINIÃO PÚBLICA 9OP0 – jornal folha de São Paulo

Parecia Carnaval, um tanto estilizado pelas multidões mais afeitas a espectadoras imóveis dos shows de rock do que à ginga do samba e à graça das marchinhas. Parecia, mas era guerra. Mais uma, não bastando Eduardo Cunha versus governo, Lava Jato versus corrupção na Petrobras, PSDB contra PT, imprensa contra Lula, e as muitas menos prestigiadas pelos bombardeios.

Duas combatentes, entrevistadas como diretoras de um bloco, diziam coisas sem nexo: trabalham o ano inteiro na organização do bloco, apesar dos seus diplomas universitários só se ocupam do bloco, organizá-lo exige muitas reuniões de trabalho. Mas o bloco nada tem de especial, nem fantasias próprias, nem alegorias, nada. Só gente, gente, gente. E cerveja, cerveja, cerveja. Mas tem novidades, sim. Inovações de verdade.

Uma nova profissão: fundador e diretor de bloco, antes ocupação amadora, tornou-se profissão. Emprego sem risco de demissão. O velho “general da banda” só deu samba, mas ser general ou generala de bloco dá dinheiro. É que os fabricantes de cerveja trouxeram para as ruas a guerra até então disputada só na TV e nos bares.

O grande aumento do número de blocos no Rio e em São Paulo neste ano, apoiado no grande aumento do incentivo “jornalístico” para o comparecimento das massas, foi fabricado e financeiramente bancado por indústrias de cerveja. Um programa desenvolvido ao longo do ano. Cada multidão com nome de bloco veio a ser, na verdade e sem saber, como uma reunião inumerável de pontos de venda: a multidão de consumidores acompanhados pela multidão de carrocinhas, carrinhos, triciclos vendendo latas de cerveja. E aí a chave do negócio: em cada bloco, cerveja de um só fabricante. Exclusivo, aliás, de numerosos blocos, áreas de concentração e de dispersão.

Para as cervejeiras envolvidas, uma operação em tudo bem sucedida. Para a guerra entre o marketing, promotor de vendas, e os consumidores, desinformados e compelidos, uma evidência a mais de que a liberdade de escolha e a educação para o gosto consciente estão irrefreavelmente derrotadas. E, no entanto, eram valores da cidadania.”

A Folha de São Paulo evolui para pior

Fomos surpreendidos com a contratação para articulista do Kim Kataguri.

Articulista da Folha de São Paulo
Articulista da Folha de São Paulo

A imprensa marron não tem preocupação com o que publica, e nessa contratação a OPINIÃO PÚBLICA(OP) – Folha de São Paulo marcou um gol, pois teve a propaganda disseminada sem gastar um tostão.

Articulista da OPINIÃO PÚBLICA(OP) - jornal Folha de São Paulo
Articulista da OPINIÃO PÚBLICA(OP) – jornal Folha de São Paulo

Alguém se auta intitula de figura pública realmente não deve ser levdo a sério.

Mas diante da chamada que ficou sendo feita na internet terminou sendo analisado e muito bem .

LEIAM no original clicando no texto a seguir ou mais abaixo na reprodução: A reação dos leitores ao novo colunista da Folha de S. Paulo Publicado em 20 de janeiro de 2016 por Lívia de Souza Vieira

Reprodução de objETHOS – Observatório da Ética Jornalística (https://objethos.wordpress.com/2016/01/20/a-reacao-dos-leitores-ao-novo-colunista-da-folha-de-s-paulo)

A reação dos leitores ao novo colunista da Folha de S. Paulo

Lívia de Souza Vieira
Doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS

No mesmo dia em que anunciou uma média mensal de 20 milhões de leitores em 2015, o jornal Folha de S. Paulo divulgou a ‘contratação’ de um novo colunista para o site: Kim Kataguiri, um dos organizadores das manifestações pró-impeachment. Tal fato repercutiu durante toda a segunda-feira (18) nas redes sociais, gerando questionamentos entre muitos desses milhões de leitores.

O esforço de reflexão sobre a decisão da Folha começa por separar pluralismo editorial de informação qualificada. E sobre isso a professora Sylvia Moretzsohn comentou: “Não se trata, obviamente, da minha rejeição a posições de direita. Eu sempre achei que um jornal deve buscar a pluralidade. Mas é preciso buscar também a substância. Como disse uma colega, também professora e jornalista, colunista não é o sujeito que simplesmente vai lá e dá uma opinião: é alguém que traz informação original e qualificada. Definitivamente, não é o caso desse rapaz, que não tem condições de estar em nenhum jornal que se leve a sério”.

O currículo de Kim Kataguiri não diz tudo sobre ele, obviamente. Mas é preciso destacar o que disse a própria matéria da Folha: ele terminou o ensino médio em 2013, largou o curso de Economia e neste ano pretende cursar Direito numa faculdade inaugurada em dezembro por Gilmar Mendes. E ainda afirmou que vai criticar o jornal constantemente, reforçando minha hipótese para sua contratação: a Folha quer polêmica e cliques.

Se for isso, conseguiu. Como o próprio Kim divulgou em seu perfil no Twitter, a matéria estava entre as mais comentadas do dia, bem como o artigo, publicado na terça (19).

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No entanto, a aparente força dos números esconde um aspecto qualitativo essencial: o descontentamento dos leitores, que ficou explícito nos comentários. Notem as menções ao cancelamento da assinatura do jornal, uma prova da gravidade da situação. É como se os leitores estivessem dizendo ‘não esperávamos isso de você, Folha’. Enquanto o jornal está atento aos trending topics, os leitores estão reivindicando qualidade.

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Com os exemplos acima, fica claro que a crítica à contratação de Kataguiri não se restringiu somente à Academia, como esbravejou o também colunista da Folha Reinaldo Azevedo. “Contam-me que, no Facebook, alguns doutrinadores disfarçados de professores de jornalismo também secretam o seu ódio. Isso explica, em parte, por que jornalistas recém-formados, muitas vezes, acham que os fatos são pura ‘conspiração da direita’. Acreditam que podem usar a profissão para ‘fazer justiça social’”.

Ledo engano. A crítica se dá por amor aos valores que fazem do jornalismo, ainda hoje, um mediador importante no debate público. É preciso ter o que dizer para dizer. Em seu artigo de estreia, só para ficar com esse exemplo, Kim diz que os integrantes do Movimento Passe Livre cometem “atos de vandalismo e terrorismo”. Mas convenhamos, Azevedo acerta quando tenta desqualificar: não só acreditamos como também lutamos para que o jornalismo, por meio da informação, contribua para uma sociedade mais justa.

Rir para não chorar

De forma irônica, mas muito significativa, sites de humor e crítica, como o Sensacionalista, tentaram pôr em evidência a decisão equivocada da Folha: “Estudantes que passaram em jornalismo no SISU desistem após Kim Kataguiri estrear na Folha”. E o The piauí Herald: “Pedro Paulo é o novo colunista da Revista Cláudia”.

sensacionalista_Kim
Trecho de post do site Sensacionalista.
piaui_Kim
Trecho de post do site The piauí Herald.

De olhos e ouvidos fechados

Além da coluna no site, a TV Folha fez um programa ao vivo com Kataguiri, no dia da estreia. Não sem novas reclamações explícitas dos leitores, como vemos abaixo:

TvFolha_Kim

Vale lembrar que Kataguiri é também blogueiro do HuffPost Brasil, o que demonstra que a falta de preocupação com o debate realmente qualificado não é exclusividade dos veículos tradicionais.

A OPINIÃO PÚBLICA – jornal Folha de São Paulo faz parte da nossa galeria, PARABÈNS pela aquisição.

OPINIÃO PÚBLICA (OP) - jornal Folha de São Paulo
OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Folha de São Paulo

Ministério Público – RJ quer impedir blocos de rua no CARNAVAL-2016.

Em pleno século XXI, o Ministério Público pensa que é um inquisidor.

Ministério Público RJ
Ministério Público RJ

Inacreditavelmente quer acabar com a maior festa popular do Brasil na Cidade do Rio de Janeiro.

Não dá para entender, no ano passado, o CONTRAN retirou a obrigatoriedade dos extintores de incêndio nos automóveis.

RESOLUÇÃO Nº 556, DE 17 DE SETEMBRO 2015
RESOLUÇÃO Nº 556, DE 17 DE SETEMBRO 2015

E no Rio de Janeiro, tivemos a Primeira Batalha Carnavalesca,

Abertura Não Oficial do Carnaval do Rio de Janeiro 2016
Abertura Não Oficial do Carnaval do Rio de Janeiro 2016

patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro quando, utilizando a Guarda Municipal, baixou o cacete e distribuiu bordoadas nos

foliões que ousaram, cumprindo uma tradição, participar da Abertura Não Oficial do Carnaval de 2016 no Rio de Janeiro.

Essa providência inquisidora fica agora aguardando a disposição do Prefeito do Rio de Janeiro, que apoiou a selvageria anteriormente

Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro
Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro

relatada – já que não se pronunciou em defesa dos foliões, que com sua ordeira manifestação popular, mais divulgam a cidade e trazem turistas para o Rio de Janeiro.

Esperamos que o Prefeito Eduardo Paes, consiga perceber que o carnaval é um evento da população brasileira e que tem um dos

Sambódromo Carnaval Rio de Janeiro
Sambódromo Carnaval Rio de Janeiro

ícones na sua realização nas ruas do RIO.

O carnaval não é uma OLIMPÍADA, é a festa do povo brasileiro.

Olimpíada Rio de Janeiro 2016
Olimpíada Rio de Janeiro 2016

O jornal O Globo, membro da OPINIÃO PÚBLICA (OP), divulga no hipertexto ao final a matéria cujo teor segue:

Publicado no jornal O Globo

“Justiça proíbe desfile de blocos sem licença dos bombeiros
Descumprimento da ordem ocasionará em multa mínima de R$100 mil por desfile

POR CAROLLINE VIEIRA E PATRÍCIA VIVAS 15/01/2016 13:58 / atualizado 15/01/2016 19:23

RIO — O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proibiu, nesta sexta-feira, a Prefeitura do Rio de autorizar o desfile de blocos de carnaval que recebem patrocínios, mas que não têm a autorização prévia do Corpo de Bombeiros. O descumprimento da ordem poderá acarretar em uma multa mínima no valor de R$100 mil por desfile para a prefeitura. O Corpo de Bombeiros não soube responder quantos blocos tem autorização para desfilar este ano.

A proibição foi pedida por meio de ação civil pública proposta pelo Ministério Público, após reclamações de associações de moradores, principalmente da Zona Sul, que se queixavam de falta de segurança, obstrução das vias e falta de horário de encerramento dos grandes blocos.

De acordo com o promotor Bruno de Faria Bezerra, o carnaval de rua cresceu muito, o que demanda maior fiscalização dos blocos.

– Todos os eventos culturais, com interesses econômicos e realizados em espaços públicos, devem ter a autorização do Corpo de Bombeiros, segundo a legislação.

O promotor se baseia no decreto do governo estadual número 44.617, de 20 de fevereiro de 2014, que regulamenta a realização de eventos nos espaços públicos no estado.

O secretário de turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello afirmou que a Riotur ainda não foi notificada da decisão judicial. Segundo ele, não é responsabilidade do município autorizar os desfiles, mas ordenar, impedindo blocos nos mesmos locais e horários.

– Na minha avaliação, bloco é uma manifestação cultural, não precisa de autorização. Tem que ver como os Bombeiros veem isso. Eu nem sei se o Bola Preta, por exemplo, é patrocinado. E se for, a gente vai impedir o Bola Preta de sair? – questionou o secretário.

Para o promotor, porém, se existe um patrocínio no bloco é porque a marca vê uma oportunidade de lucrar com o desfile, mesmo que seja apenas com a sua logomarca estampada no trio elétrico.

– Deste modo, o desfile não pode ser considerado somente uma manifestação cultural.

‘O carnaval é um direito do povo, vamos desfilar de qualquer jeito!’
– RITA FERNANDES, PRESIDENTE DA SEBASTIANA
Sobre a proibição de blocos sem licença dos Bombeiros
A presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, ressalta que o patrocínio é fundamental para pagar o custo dos desfiles e que as exigências do Corpo de Bombeiros inviabilizam qualquer bloco.

– O Corpo de Bombeiros possui uma legislação para eventos públicas com exigências que, se forem levadas ao pé da letra, inviabilizam o carnaval de rua. Nós desfilamos pelas ruas do Rio há mais de 30 anos e essa decisão não vai nos afetar. O carnaval é um direito do povo, vamos desfilar de qualquer jeito! – afirma Rita, que representa 12 dos mais tradicionais blocos do Rio.

No ano passado, houve algumas reuniões com representantes dos blocos e do poder público para tentar mudar a legislação e reduzir o número de exigências inviáveis aos grupos que fazem o carnaval de rua. Segundo a presidente da Sebastiana, a discussão seguia com grandes avanços, e essa decisão da Justiça pegou todos de surpresa.

– Na última reunião que tivemos com as autoridades públicas – Prefeitura, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros -, todos concordaram que a legislação para eventos públicos não se encaixa para os blocos de carnaval. Tivemos várias discussões sobre a possibilidade de criar uma lesgislação ou adaptar essa para que seja viável o cumprimento, mas o Ministério Público nunca compareceu. Agora eles chegam com uma decisão arbitrária, semanas antes do carnaval, e querem impedir que o carnaval de rua aconteça. Porque é isso que aconteceria caso os blocos baixassem a cabeça, já que todos têm patrocínio.

Questionado sobre a possível inviabilização do carnaval de rua devido à decisão, o promotor disse que não havia pensado por esse ponto.

– Quando eu fiz a ação, não pensei nos blocos menores que recebem um baixo valor do patrocinador apenas para ajudar no desfile. A ação foi criada pensando nos grandes blocos. Ainda assim, a regra vale para todos os blocos patrocinados, independente do tamanho e do valor recebido.

Reportagem do GLOBO no ano passado mostrou que dos 456 blocos cadastrados em 2015 pela prefeitura, apenas três (0,65%) tinham, a uma semana do carnaval, autorização do Corpo de bombeiros.

Para receber a licença, os blocos tem que providenciar extintores de incêndio e ambulâncias, além de apresentar atestados emitidos por engenheiros e arquitetos sobre a segurança de equipamentos de som e trios elétricos.

A decisão da Justiça também obriga a Prefeitura do Rio a encerrar completamente o desfile dos blocos autorizados até no máximo uma hora após o término de sua passagem, o que inclui a suspensão de qualquer forma de sonorização e comercialização de bebidas por ambulantes com ou sem autorização. Neste caso, a multa mínima determinada em caso de não cumprimento corresponde a R$100 mil, por hora extrapolada.

O secretário de Turismo argumenta que não pode impedir as pessoas de ocuparem as ruas após a passagem dos blocos.

– Se o povo quiser insistir e ficar na rua, vai ficar dificil, porque a rua é do povo. A prefeitura vai retirar os ambulantes depois dos desfiles, mas se o povo ficar na rua, não há o que fazer.

A prefeitura ainda não tem uma posição se vai recorrer da decisão na Justiça.”

Notícia divulgada na OPINIÃO PÚBLICA(OP) – jornal O Globo em 15/01/2016

CUNHA tratorando!

CUNHA paralisa a Comissão de Ética e a Liderança do PMDB.

EDUARDO CUNHA
EDUARDO CUNHA – eu sou o bicho!
Cunha tratorando 01
Cunha tratorando 01
Cunha tratorando 02
Cunha tratorando 02
OPINIÃO PÚBLICA (OP) - Folha de São Paulo
OPINIÃO PÚBLICA (OP) – Folha de São Paulo

Cunha manobra e destitui relator de sua cassação no Conselho de Ética

Renato Costa – 8.dez.2015/Folhapress
O Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
O Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

AGUIRRE TALENTO
RANIER BRAGON
DANIELA LIMA
GUSTAVO URIBE
DE BRASÍLIA

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Em mais uma manobra para atrasar o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu nesta quarta-feira (9) destituir o relator do processo no conselho, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), protelando mais uma vez a tramitação.

Cunha usou o vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), para obter uma decisão da mesa diretora que destituiu Pinato da relatoria. Tanto Cunha como Waldir Maranhão são investigados na Operação Lava Jato.

O fundamento jurídico é que Pinato fez parte do mesmo bloco partidário de Cunha, por isso estaria impedido de analisar o processo contra o presidente da Câmara.

Isso adiou mais uma vez a votação da abertura do processo contra Cunha, que estava prevista para esta quarta-feira (9).

Esse argumento havia sido rejeitado pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), por isso os aliados de Cunha recorreram à mesa diretora. O autor do pedido foi o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB).

“Como democrata que sou, respeito a decisão da mesa da Câmara dos Deputados, comandada pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha, mas não concordo com a mesa”, afirmou Pinato.

Parlamentares anunciaram que recorrerão ao plenário da Casa para tentar derrubar a decisão da Mesa Diretora.

SEM AVISO

Integrantes da Mesa, porém, deixaram a sala de reunião com Cunha se queixando por não terem sido avisados sobre a decisão de destituir Fausto Pinato.

No momento em que a destituição de Pinato foi anunciada, os integrantes da Mesa Diretora estavam reunidos no gabinete de Cunha. “Isso não foi falado lá em nenhum momento. Nos ficamos sabendo pela internet”, disse a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP).

O mesmo foi alegado pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP). Os parlamentares disseram que o despacho de Maranhão sobre Pinato não poderia ser retratado como uma decisão da Mesa.

Cunha ainda não falou sobre o caso. Aliados do peemedebista, no entanto, dizem que a decisão de Maranhão foi articulada com ele.

‘GOLPE’

Após a decisão que destituiu Pinato, uma confusão se instalou no conselho e o grupo pró-Cunha defendeu que fosse feito o sorteio de um novo relator, em vez de Zé Geraldo, que foi escolhido pelo presidente no primeiro momento.

Araújo concordou e disse que faria ainda nesta quarta um sorteio dos três nomes, excluindo os deputados que fizeram parte do mesmo bloco partidário de Cunha, e deve anunciar quinta (10) o nome do relator. Com isso, a sessão foi encerrada por volta das 16h desta quarta.

Foram sorteados os deputados Sérgio Brito (PSD-BA), Marcos Rogério (PDT-RO) e Léo de Brito (PT-AC). Rogério votou a favor do adiamento da votação contra Cunha nesta quarta. Leo de Brito tende a ser anti-Cunha, já que o PT rompeu com o presidente da Câmara. Sérgio Brito não foi à sessão desta quarta.

O presidente do conselho chamou de “golpe” a manobra de Cunha. “Não podemos continuar se a cada instante a insegurança está instalada, a cada instante chega uma ordem diferente para cumprir. Nós não somos meninos de escola. Somos deputados e representamos a sociedade”, afirmou Araújo.

“É humilhante para este Conselho de Ética o que estamos vivendo aqui”, disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

Com a decisão de escolher um novo relator, o trâmite terá que cumprir novos prazos e Cunha consegue adiar por semanas a votação do processo de sua cassação.

A representação ao conselho foi feita em 13 de outubro de outubro por PSOL e Rede e, quase dois meses depois, ainda não teve nem votação da abertura ou não do processo. Sucessivas manobras de Cunha tem adiado o andamento do processo.

Justamente sob esse argumento das interferências, partidos adversários de Cunha, como PSOL e Rede, fizeram uma representação à Procuradoria Geral da República pelo afastamento dele da presidência da Casa.

O procurador-geral Rodrigo Janot, porém, ainda não fez nenhum pedido ao Supremo Tribunal Federal para afastamento de Cunha.

A deputada Eliziane Gama (Rede-MA) afirmou que fará um aditamento à representação relatando a manobra feita nesta quarta. “É uma demonstração clara que ele não pode presidir a Câmara”, declarou.

DERROTA

A decisão foi informada ao Conselho de Ética pouco tempo depois da primeira derrota de Cunha nessa instância: por 11 votos a 10, os integrantes rejeitaram adiar por cinco dias o processo contra o presidente da Câmara.

O conselho se debruça há mais de um mês sobre o pedido de abertura de processo de cassação contra Cunha, mas tem sido impedido de realizar a votação por meio de medidas protelatórias patrocinadas pelo presidente da Casa.

A representação contra Cunha, protocolada pelo PSOL e pela Rede, acusa-o de ter mentido aos seus pares ao declarar, na CPI da Petrobras, que não teria contas no exterior. O Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil a descoberta de quatro contas no exterior do deputado e familiares.

A defesa de Cunha, porém, argumenta que três dessas contas se constituíam em trustes, espécie de investimento no qual ele entrega os recursos a um banco para que administre e diz que ele não tinha mais responsabilidade sobre esse dinheiro. A outra conta pertence nominalmente à sua mulher, Cláudia Cruz.

O caso é alvo de inquérito da Procuradoria Geral da República, mas ainda não virou denúncia à Justiça.

INTERFERÊNCIA

O conselho tem sido impedido de votar abertura de processo anti-Cunha por meio de medidas protelatórias patrocinadas pelo presidente da Casa

  • ADIAMENTO NEGADO – Pedido para adiar a sessão por cinco dias é adiado pela Comissão. Com dez votos a favor e dez votos contrários, o presidente da comissão, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), deu o voto de minerva contra o adiamento.
  • NOVO PEDIDO NEGADO – Em reprise da votação anterior, é rejeitado um novo pedido, desta vez para adiar a votação por quatro dias
  • ALIADOS DE CUNHA TROCAM RELATOR – Mesa da Câmara, presidida pelo próprio Cunha e composta por aliados, troca o relator do processo, Fausto Pinato (PRB-SP), que deu parecer favorável à continuidade do processo de cassação
  • RELATÓRIO É MANTIDO – O presidente do Conselho nomeia o petista Zé Geraldo (PA) para ser o novo relator. Ele subscreveu o relatório de Pinato
  • VOTAÇÃO ADIADA – A troca de relatores adiou mais uma vez a votação da abertura do processo contra Cunha, que estava prevista para esta quarta-feira (9)

TEMER tentando ser “sincero”.

G1 – JORNAL HOJE

Edição do dia 10/12/2015

10/12/2015 13h58 – Atualizado em 10/12/2015 14h03

Dilma e Temer se encontram e dizem que não há rompimento

O encontro aconteceu no Palácio do Planalto e durou cerca de uma hora.

“Combinamos, eu e a presidenta Dilma, que nós teremos uma relação pessoal institucional que seja a mais fértil possível”, disse Temer.

MICHEL TEMER

MICHEL TEMER

Com relação a sessão do voto secreto falou o Michel Temer

09/12/2015 13h36 – Atualizado em 09/12/2015 15h36

Sessão desta terça foi ‘legítimo exercício’ da Câmara, diz Temer

Vice falou rapidamente a jornalistas ao deixar o Palácio do Planalto.
Instituições funcionam em ‘regime de normalidade democrática’, disse.

Em defesa do CUNHA critica escolha do relator

A4 Quarta-feira, 4 de novembro de 2015           O Estado de São Paulo

clique no título: Candidatos à relatoria do Conselho de Ética veem ‘evidências’  contra Cunha e leia no orginal em PDF

Congresso. Colegiado abre processo que pode levar à cassação do presidente da Câmara; três deputados foram sorteados e defendem que há indícios para o prosseguimento da ação por quebra de  decoro; o mais cotado para ser escolhido relator é Fausto Pinato, do PRB.

Candidatos à relatoria do Conselho de Ética veem ‘evidências’  contra Cunha

jornal O Estado de São Paulo
jornal O Estado de São Paulo

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso / BRASÍLIA

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sorteou
ontem parlamentares do PT, PR e PRB para compor a lista
da qual será escolhido o relator do processo por quebra
de decoro parlamentar contra o presidente da Casa,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os três sorteados afirmam
que há evidências suficientes para levar adiante o processo
que pode levar à cassação do peemedebista.

O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA),
disse que iria conversar com os sorteados – Zé Geraldo (PTPA),
Vinícius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP) – e
anunciar sua decisão na tarde de hoje. Ele quer garantir que o
relator escolhido não arquive o processo logo no parecer inicial,
que deve ser feito em dez dias úteis apontando a admissibilidade
ou a inépcia da ação.

Segundo deputados ouvidos pela reportagem, o favorito para
relatar o processo é Fausto Pinato. A interlocutores, ele disse
entender que as provas contra Cunha são fortes.No entanto,
em público, por orientação de colegas mais experientes, o
deputado de primeiro mandato preferiu se esquivar.

“Tem que fazer avaliação das provas, garantir direito de
ampla defesa e contraditório. Não posso fazer juízo de valor
para não incorrer em suspeição”, disse o parlamentar, que
se recusou a responder perguntas como, por exemplo, em
quem havia votado na eleição de presidente da Câmara no início
deste ano. O deputado disse não temer a pressão. “Nunca
tive medo, desde que nasci. Não vou aceitar nenhum tipo
de pressão”, ressaltou Pinato, que deixou às pressas a reunião
do Conselho de Ética.

Indícios. Os outros sorteados foram mais incisivos ao apontar o impacto das provas contra Cunha. “As evidências são bastantes.
As evidências são muitas. Isso quem está dizendo não somos nós, membros da comissão. São os delatores. Nós, membros da comissão, temos que agir com isenção”, declarou o petista Zé Geraldo.

Se escolhido ,o deputado disse que não será um “engavetador”, optando por apontar ausência de admissibilidade.“ Sendo o relator, tenho que relatar. Não posso engavetar”, afirmou.

O petista negou ter sido procurado por emissários do governo ou do PT, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossos três membros da Comissão de Ética nunca receberam nenhuma manifestação de ninguém. Nem de governo, nem de partido, nem de Lula, nem de ninguém”, disse. “A posição nossa vai ser uma posição de Comissão de Ética. Partido é partido,governo é governo,religião é religião e Comissão de Ética é Comissão de Ética.”

No entanto, ele admitiu que conversará com seu partido caso seja escolhido. “Vou conversar, vou ouvir todo mundo. Naturalmente, vou ser procurado. Não é qualquer processo.”

‘Provas’. Apesar de ter sido cabo eleitoral de Cunha durante a campanha pela eleição para presidente da Câmara no início do ano e se manter próximo ao peemedebista durante todos esses meses, Vinícius Gurgel disse que, se escolhido, será um relator que vai apurar as irregularidades“ até o final”.“Vou pedir auxilio à Procuradoria-Geral da República, órgãos que estão com documentos contra Eduardo (Cunha), para analisar as fundamentações”, disse. “Pelas provas que se apresentam, acredito que não (há indicação pela inépcia). Na minha opinião, não.”

Eduardo Cunha é acusado de ter mentido à CPI da Petrobrás
ao negar que possuía contas no exterior.Posteriormente, a pedido da Procuradoria-Geral da República, um inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal para apurar se contas atribuídas ao peemedebista na Suíça. (Publicado no líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) jornal Estado de São Paulo)

Estadão apoia Partido Novo (PN)

CENA I – QUEM FINANCIA?

Partido Novo – Quem bancou e quanto foi gasto com a criação dessa empreitada?

As duas primeiras linhas é a pergunta da OPINIÃO PÚBLICA – jornal Estado de São Paulo – publicado na página C2 | Caderno 2 | segunda-feira 28 de outubro de 2015 – caderno de eventos sociais na coluna de Sonia Racy.

Pode ser matéria paga pois usou toda a página ou é o apoio político do líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo à iniciativa de criar mais um partido de direita.

CENA II – OBJETIVO ANTES DA CRIAÇÃO

Partido Novo – Quem bancou e quanto foi gasto com a criação dessa empreitada?

As LINHAS em negrito são perguntas da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo – publicado na página C2 | Caderno 2 | segunda-feira 28 de outubro de 2015 – caderno de eventos sociais na coluna de Sonia Racy.

Pode ser matéria paga pois usou toda a página ou é o apoio político do líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo à iniciativa de criar mais um partido de direita.

 

CENA III – MENTIRA ASSUMIDA

MENTIRA ASSUMIDA – como a direção partidária não definirá estratégias e caminhos do partido político. Tá brincando.

Partido Novo – Quem bancou e quanto foi gasto com a criação dessa empreitada?

As duas primeiras linhas é a perguntAs da OPINIÃO PÚBLICA – jornal Estado de São Paulo – publicado na página C2 | Caderno 2 | segunda-feira 28 de outubro de 2015 – caderno de eventos sociais na coluna de Sonia Racy.

Pode ser matéria paga pois usou toda a página ou é o apoio político do líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo à iniciativa de criar mais um partido de direita.

 

CENA IV – A ORIGEM

Assumidamente de direita e reacionário.

Partido Novo – Quem bancou e quanto foi gasto com a criação dessa empreitada?

As duas primeiras linhas é a perguntAs da OPINIÃO PÚBLICA – jornal Estado de São Paulo – publicado na página C2 | Caderno 2 | segunda-feira 28 de outubro de 2015 – caderno de eventos sociais na coluna de Sonia Racy.

Pode ser matéria paga pois usou toda a página ou é o apoio político do líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo à iniciativa de criar mais um partido de direita.

CENA PENÚLTIMA – CINISMO

Partido Novo – Quem bancou e quanto foi gasto com a criação dessa empreitada?

A linha em negrito é a pergunta do líder da OPINIÃO PÚBLICA – jornal Estado de São Paulo – publicado na página C2 | Caderno 2 | segunda-feira 28 de outubro de 2015 – caderno de eventos sociais na coluna de Sonia Racy.

Pode ser matéria paga pois usou toda a página ou é o apoio político do líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo à iniciativa de criar mais um partido de direita.

CENA FINAL – O DONO

Curioso será se adotar a sigla:

PN

nunca tivemos algo tão explicito na política brasileira.

Partido Novo – Quem bancou e quanto foi gasto com a criação dessa empreitada?

Matéria patrocinada na OPINIÃO PÚBLICA – jornal Estado de São Paulo – publicado na página C2 | Caderno 2 | segunda-feira 28 de outubro de 2015 – caderno de eventos sociais na coluna de Sonia Racy.

Pode ser matéria paga pois usou toda a página ou é o apoio político do líder da OPONIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Estado de São Paulo à iniciativa de criar mais um partido de direita.

C2 Caderno 2 | SEGUNDA-FEIRA 25 DE OUTUBRO DE 2015  O ESTADO DE SÃO PAULO

ENCONTROS – JOÃO DIONISIO AMOEDO

‘Precisamos de um Estado menor, que pare de atrapalhar as Pessoas’

Para o fundador e presidente do Partido Novo – feito só com gente de fora da política -, o Brasil só conseguirá crescer se o governo deixar as pessoas e as empresas crescerem.

O DONO - Partido Novo (PN)
O DONO – Partido Novo (PN) JOÃO DIONÍSIO AMOEDO

PSDB ainda não aceita derrota eleitoral em 2014

No DOMINGO, 11 DE OUTUBRO DE 2015 | Política | A7, o líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal O Estado de São Paulo – dentro da campanha da oposição política derrotada nas eleições presidenciais de 2014, entrevistou o ex-candidato que tergiversa como se eleito houvesse sido.

A entrevista traz com clareza, a recusa democrática do PSDB de aceitar a derrota nas eleições e todo o processo desenvolvido [com o apoio da OPINIÃO PÚBLICA (OP), que age como se fosse partido político sem registro legal], e impede, que o Brasil siga o rumo democrático para suportar as dificuldades do capitalismo em crise desde 2008.

Fica claro no segundo texto onde o líder do PSDB na Câmara declara que não houve irregularidades nas eleições mas ministros do PSDB investigam e pedem re-investigação das eleições.

Esse modelo de golpe foi realizado pela primeira vez em Honduras, depois no Paraguai e agora os derrotados no Brasil seguem a mesma linha. A partir de questionamentos jurídicos tentam invalidar a decisão soberana das urnas, e de qualquer jeito.

Leiam: no original ou no texto abaixo copiado de (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-ignorou-sinal-de-apoio–diz-aecio,1777753)
Dilma ignorou sinal de apoio, diz Aécio


Quase um ano após o fim da eleição presidencial, tucano afirma que estava disposto a dar auxílio a uma agenda para o País. Aécio Neves (MG),
DIVIDIDO
“A presidente venceu as eleições com o País dividido, não compreendeu isso e virou as costas para boa parte do País. Por isso ela hoje é rejeitada por grande parte dos eleitores, inclusive os que votaram nela. Ela agiu com a soberba de sempre, a arrogância de sempre como se tivesse tido uma votação massacrante”
Aécio Neves (MG) SENADOR E PRESIDENTE DO PSDB

Entrevista realizada por: Eduardo Kattah ENVIADO ESPECIAL / BRASÍLIA, no jornal impresso.

Na semana em que o Tribunal Superior Eleitoral abriu uma ação de impugnação de mandato de Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer – ajuizada pelo PSDB –, o senador e ex-presidenciável tucano, Aécio Neves (MG), afirma que logo após a derrota no 2.º turno da disputa de 2014 deu “um sinal”  de apoio à presidente reeleita “em torno de uma agenda para o País”. Segundo ele, Dilma não compreendeu e agiu com “soberba” e “arrogância”. Quase um ano depois da eleição,
Aécio avalia em entrevista concedida ao Estado na terça-feira
passada que seu mérito na disputa foi reeditar a polarização
com o PT. O senador também revela mágoa com o comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele se apequenou.”

  • Um ano depois de encerrado o 2º turno, como o sr. enxerga hoje
    a eleição presidencial de 2014?
    É uma eleição que vai ficar marcada no Brasil pelos múltiplos
    cenários que vivemos, mas com um resultado, a meu  ver,  paradoxal. Porque nós que perdemos passamos a ser tratados
    como vitoriosos nas ruas e quem venceu está sitiado hoje no Palácio e seus aliados não podem nem sequer caminhar
    pelas ruas quando são identificados. A marca que a história
    vai levar dessa eleição é que o grupo que estava no poder efetivamente fez o diabo para vencer as eleições, submeteu o Estado brasileiro a esse projeto de poder. Foi uma vitória eleitoral, mas uma derrota política para quem está no governo,
    tamanha as contradições entre aquilo que se dizia e aquilo
    que acontece no Brasil de hoje.
  • No fim do ano passado, o sr. disse que perdeu a eleição não
    para um partido político, mas para uma organização criminosa.
    Mantém essa declaração?
    Reitero. Não é apenas eu que digo isso. É a Polícia Federal, o Ministério Público, a Operação Lava Jato. A cada dia fica mais claro como um projeto de poder se sobrepõe aos limites mínimos de correção, enfim, republicanos. Cada vez fica mais claro que esse grupo político que se apoderou do Estado, institucionalizou a corrupção no seio de algumas das nossas empresas estatais para se manter no poder. Então acho que a nossa derrota eleitoral na verdade podemos dizer que foi uma vitória política. O PSDB resgatou a polarização e é o grupo político em condições de encerrar esse ciclo perverso do PT que está aí.Foi uma campanha que começa com um discurso até sedutor da terceira via, que é até algo adequado e razoável, mas com a dinâmica da campanha e a própria tragédia que abateu o Eduardo (Campos, então  presidenciável do PSB) e as circunstâncias políticas permitiram que o PSDB voltasse a falar com a sociedade.
  • O sr. adotou na campanha um discurso antipetista. Foi uma postura contraditória de quem chegou a firmar uma parceria eleitoral com o PT em2008 e pregava uma “convergência nacional” entre os dois partidos?
    Essa convergência que nós pregávamos lá trás foi renegada pelo próprio PT. Ao PT não interessava a nossa proposta, que indicasse algum tipo de concessão para eles. Acho que no fundo eles temiam alguma aliança com o PSDB, até pela qualificação dos quadros do partido. Então, aquilo que nós pensamos na eleição de 2008 (quando o tucano se aliou ao ex-prefeito de Belo Horizonte e atual governador mineiro, Fernando Pimentel, do PT) foi condenado veementemente pela direção do partido e acabou por nos afastar. Numa campanha eleitoral você tem que ser mais claro em determinadas questões e em determinadas posturas você enquanto governador não tem que fazer esse papel.
  • A eleição de 2014 representou um rompimento da sua relação
    como ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem era próximo? O PSDB-MG processa Lula por calúnia e difamação contra o sr.
    Eu sempre tive uma relação pessoal  com o presidente e sempre registrava que ele teve com Minas  uma relação republicana e não perseguiu Minas. Mas eu  acho que o presidente perdeu a oportunidade de deixar nessa  campanha uma imagem de grande estadista. E saiu dessa campanha  menor do que entrou. Ele se apequenou ao fazer acusações  pessoais que não deveriam jamais vir da boca de um presidente  da República. E hoje o vemos acossado por denúncias de toda ordem. Acho que ele saiu dessa campanha menor, porque valeu  para ele o diabo para vencer essa campanha também. Me entristeceu  a forma menor como ele agiu na campanha eleitoral principalmente  pela relação que nós  construímos ao longo de oito  anos, onde até mesmo  ele me   estimulava  a voos maiores. Eu não  o reconheci, principalmente  no 2.º turno da campanha, pela forma  radical que ele atuou.
  • No discurso no qual o sr. reconheceu a derrota, disse que cumpriu sua missão e pediu que Dilma unisse o País em torno de um projeto honrado. Há uma tese de que ainda vivemos um terceiro turno da eleição presidencial…
    Eu fui o primeiro brasileiro a reconhecer  a derrota.  Obviamente,isso não me tira, mais do que o direito,  o dever, de continuar exercendo  o meu papel de oposição.  Numa eleição, a população elege  o governante e elege a oposição.  Quando liguei para a presidente  da República poucos minutos depois  de derrotado, disse a ela:  ‘Meus cumprimentos, a senhora  tem uma grande missão, que é  unir o País’. Eu dei ali um sinal.  Ela agradeceu, mas não teve nem  sequer a delicadeza de cumprir a  liturgia dos momentos eleitorais  de comunicar ao País que recebeu  os cumprimentos do candidato  derrotado. E não compreendeu  que estava ali dando um sinal  claro de que eu estava disposto  de alguma forma a contribuir  para isso. Para mim essa é a questão  essencial. A presidente venceu  as eleições com o País dividido, não compreendeu isso e virou  as costas para boa parte do  País. Por isso ela hoje é rejeitada  por grande parte dos eleitores, inclusive  os que votaram nela. Ela  agiu com a soberba de sempre, a  arrogância de sempre como se tivesse  tido uma votação massacrante  no País e não teve.
  • O sr. então está dizendo que estava disposto a ajudar no segundo mandato da presidente?
    Em torno de uma agenda para o  País, sim.Eujá percebia a gravidade da situação, eu alertava para a  gravidade da situação. A presidente Dilma privou o País de uma discussão  séria em torno de medidas que precisariam ser tomadas.
  • Dilma é acusada de ter cometido umestelionato eleitoral. Masem sua campanha o sr. prometeu, por exemplo, ampliar o Bolsa Família, expandir o Pronatec e o Prouni, manter a política de aumento real do salário mínimo; disse que buscar alternativas ao fator previdenciário… Se o sr. vencesse, não poderia ser acusado do mesmo?
    Acho que não. Nós nunca estabelecemos metas além daquelas que poderíamos cumprir. E nosso governo traria algo que a presidente não alcançará mais neste mandato, que é a confiança, o que impactaria positivamente na redução da taxa de juros de

    longo prazo. A reforma que nós faríamos, coerente com o que
    nós pensávamos, atrairia o capital privado, teríamos uma simplificação tributária.
  • A que o sr. atribui a derrota no 2º turno?
    Pelo que nós estamos percebendo o que aconteceu no Brasil,

    nós fomos longe demais. Além da mentira, nós enfrentamos
    um terrorismo nas regiões mais pobres do País. Nós íamos
    acabar com o Bolsa Família, nós íamos acabar com o Minha
    Casa Minha Vida, com o Minha Casa Melhor, aquilo que
    o governo está fazendo hoje. Nós íamos punir os mais pobres
    e são os mais pobres que estão pagando hoje um preço
    maior pelo não reajuste do Bolsa Família desde o começo do
    ano passado com a inflação que está em dois dígitos. Fizemos
    umato hercúleo de chegar aonde chegamos. Nós não disputamos
    contra um partido político, disputamos contra uma organização criminosa que se apoderou do Estado e estabeleceu
    um terrorismo. Para se ter ideia em determinadas cidades
    do Nordeste no 2.º turno eu nem sequer tive 10% dos votos.
  • Acha que perdeu por causa da votação no Nordeste?
    Sim, nas regiões mais produtivas nós vencemos.
  • Mas e a derrota em Minas?
    Foi algo surpreendente para nós, eu admito isso. Talvez por um excesso de confiança, equívoco na campanha local e talvez Minas Gerais seja hoje o Estado mais frustrado com o resultado eleitoral. Pesquisas que nós temos me dão hoje mais de 75% das intenções de voto no Estado. Mas foi uma derrota que a mim, reconheço isso, surpreendeu. Em parte talvez por uma certa estratégia equivocada, quando nós achávamos que o resultado viria com naturalidade.
  • O equívoco foi a escolha do ex-ministro Pimenta da Veiga como
    candidato?
    Ele fez a parte dele. Não seria correto da minha parte jogar a

    culpa no candidato, até porque eu tive uma responsabilidade
    grande na definição.
  • O PSDB entrou com ações no TSE pedindo investigação e a cassação da chapa. Há motivos para a impugnação dos eleitos?
    As denúncias que nos chegaram ensejaram essas ações. Cabe ao tribunal eleitoral julgar. Nosso papel é garantir que o tribunal atue e que ela tenha o direito de defesa, mas quem diz que o dinheiro da propina foi utilizado na campanha não é mais a oposição, são parceiros ou ex-parceiros do governo, são delatores que foram achacados – como diz o seu Ricardo Pessoa (dono da construtora UTC), que teve ameaçados seus contratos na Petrobrás – e outros delatores apontam na mesma direção: foram constrangidos, coagidos pelo governo para transferir parte da propina, seja para a campanha eleitoral dela ou para o partido, que, por sua vez, transferiu para a campanha eleitoral. Os tribunais estão tendo a oportunidade histórica de dizer a razão da sua existência. Não podemos garantir um salvo-conduto para o presidente da República, qualquer que seja ele. Isso é algo pedagógico, para frente.
  • Mas há no PT e apoiadores de Dilma críticas ao que chamam de investigações seletivas. Sua campanha recebeu R$ 34 milhões de empreiteiras citadas na Lava Jato. Senadores do PSDB são investigados e o ex-coordenador de sua campanha (senador José Agripino Maia, do DEM) é suspeito de receber propina da OAS em outro caso…
    Essa acusação da qual ele (AgripinoMaia) é alvo não tem nenhuma relação com a campanha. No nosso caso nós recebemos contribuição de campanha como diz a lei. Existe uma diferença muito grande entre contribuição de campanha e extorsão. Até porque não tínhamos qualquer poder de influência em nenhuma dessas obras e qualquer diretoria da Petrobrás. Vou até além. Acho que muitos dos que nos doaram o fizeram para se verem livres da extorsão do PT.

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Na mesma página, o Líder do PSDB na Câmara Federal, em que pese  dizer que não houve fraude nas eleições através do setor jurídico do partido, continua querendo inviabilizar o governo e cassar o mandato da Presidenta Dilma Rousseff.

Realmente é o terceiro ou quarto turno eleitoral, se democratas fossem aguardariam 2018.
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Auditoria do PSDB conclui que não houve fraude na eleição.

Leia no original ou abaixo texto copiado do hipertexto [http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,auditoria-do-psdb-conclui-que-nao-houve-fraude-na-eleicao–imp-,1777811]

Reconhecimento
“O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli) agiu com correção durante todo o processo e o PSDB reconhece que só foi possível fazer o trabalho de auditoria pela contribuição do presidente daquela Corte”
Carlos Sampaio (SP)
DEPUTADO FEDERAL E LÍDER DO PSDB NA CÂMARA
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Documento elaborado pelo jurídico tucano diz, porém que voto eletrônico não permite plena auditagem.
Pedro Venceslau
Ricardo Chapola

Quase um ano depois de o PSDB pedir autorização ao Tribunal  Superior Eleitoral (TSE) para promover uma auditoria sobre o  resultado da eleição presidencial de 2014,  o partido concluiu na semana passada que não houve fraude no processo.
Um documento elaborado pelo departamento jurídico da sigla deve ser apresentado ao TSE nesta semana, provavelmente na quarta-feira, dizendo que o relatório das urnas não é “conclusivo” em relação a fraudes, mas que o sistema de voto eletrônico“não permite a plena auditagem”.
Segundo o relato de tucanos que tiveram acesso ao documento, o PSDB vai sugerir que o tribunal faça uma série de alterações no sistema de votação, como adoção do voto impresso, unificação do horário da eleição em todo território nacional e aperfeiçoamento do sistema de voto paralelo, adaptando-se ao voto biométrico. Os  tucanos pedirão que o TSE faça um “teste de penetração”,  procedimento que consiste em forjar um ataque de hacker a uma urna em condições normais de uso.

A decisão de promover uma auditoria das urnas foi tomada  apenas quatro dias depois do 2.º turno das eleições presidenciais do ano  passado e foi o primeiro movimento do PSDB de contestação ao resultado do pleito. Em dezembro, o partido abriu outra frente ao protocolar no TSE um pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff e Michel Temer com alegação de que eles teriam praticado abuso do poder político e econômico na campanha eleitoral.

Com o acirramento da crise política,o julgamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU) das contas do governo e no TSE da ação aberta pelo PSDB, o pedido de auditoria se tornou,nas palavras de um tucano, “obsoleto”.

A avaliação majoritária do partido é de que a iniciativa acabou se tornando um problema porque reforçaria odiscurso governista de que a oposição quer ganhar a eleição no tapetão.

Procurado pela reportagem, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio(SP), disse que não poderia falar sobre a auditoria, pois ela está em sigilo, mas elogiou o tribunal.

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que voto eletrônico ‘não permite plena

“O presidente do TSE agiu com correção durante todo o processo e o PSDB reconhece que só foi possível fazer o trabalho de auditoria pela contribuição do presidente
daquela Corte.”

A assessoria do TSE afirmou que “até o presente momento”
não foi protocolizado pelo interessado (o PSDB) qualquer manifestação nos autos do processo.

The Wall Street Journal: Japão vai mudar ensino superior para atender demanda das empresas.

Japão vai mudar ensino superior para atender demanda as empresas. Leiam o original clicando na imagem, no título ou copiando o hipertexto a seguir:  (http://br.wsj.com/articles/SB10690012548219843570104581166700071737490).

Muitos acham que o ensino de Filosofia, Antropologia e outras ciências que estudam e revelam o comportamento humano não serve para os que trabalham com tecnologia.

Esquecem que a forma de pensar e criar é complexa, e só desenvolvida com conhecimento, e quanto mais melhor. Ainda não tenho o notícias sôbre robots que desenvolvem raciocínio. Na verdade eles apenas possuem a rapidez e mesmo na complexa inteligência artificial ainda é será assim, poderão misturar o que lhes foi informado, mas não criarão.

Leiam no original usando o hipertexto da foto, ou abaixo , a publicação do The Wall Street Journal:

Japão vai mudar ensino superior para atender demanda das empresas

Estudantes universitários leem informações sobre as empresas participantes de uma feira de emprego a que eles compareceram em Tóquio, em março deste ano. Estudantes universitários leem informações sobre as empresas participantes de uma feira de emprego a que eles compareceram em Tóquio, em março deste ano. Photo: Chris McGrath/Getty Images

O Japão está reformando o currículo de suas universidades públicas, sacrificando os programas de artes liberais e colaborando com a classe empresarial do país, que está ansiosa por formandos mais capacitados.

O objetivo do primeiro-ministro Shinzo Abe é transformar as universidades financiadas pelo governo em líderes globais de pesquisa científica ou em escolas voltadas para o ensino técnico. Ele pediu para as universidades “redefinirem suas missões” e reestruturarem seus currículos.

Todas as 86 universidades públicas do país foram instruídas a submeter seus planos de reestruturação ao Ministério da Educação até o fim de junho. Elas também foram avisadas que as verbas do governo, das quais elas dependem, serão alocadas conforme elas adotarem essa nova visão.

A medida é parte dos esforços de Abe para revitalizar o Japão injetando mais dinamismo e inovação na economia através de um foco maior na pesquisa e, também, melhorando a competitividade dos graduados com cursos mais direcionados para o trabalho. Muitas empresas extinguiram seus programas de treinamento e esperam que as universidades preencham essa lacuna. Com as empresas cada vez mais globais, as companhias estão procurando funcionários com melhores habilidades sociais e organizacionais e com capacidade de trabalhar em equipe.

Críticos dizem, contudo, que é um equívoco sacrificar as artes liberais no processo.

Com a iniciativa da reforma, o Japão se une a um número crescente de economias avançadas, incluindo os Estados Unidos, onde a escassez de funcionários qualificados levou a debates sobre o valor das disciplinas acadêmicas tradicionais.

Para o Japão, a reestruturação também está sendo provocada por preocupações quanto à qualidade da educação. As universidades têm salas de aula enormes e poucas discussões em classe, e há um desencontro entre as expectativas dos estudantes e dos empregadores.

Supreendentemente em um país onde o empregado passar a vida em apenas uma empresa costumava ser a norma, mais de 30% dos formados nas universidades deixam seu primeiro emprego dentro de três anos, segundo pesquisas do Ministério do Trabalho do Japão.

A Universidade Ehime, no oeste do Japão, prioriza o treinamento para o trabalho. Ela planeja eliminar disciplinas e reduzir as matrículas em seus departamentos de humanas e educação em cerca de 35%. Ao mesmo tempo, ela vai criar um novo programa de desenvolvimento regional que treinará estudantes para posições nas indústrias locais, como turismo e pesca, diz Katsushi Nishimura, professor de direito que está liderando o processo de planejamento.

Os cursos no novo programa serão criados por um grupo de acadêmicos e líderes empresariais, que também indicarão os professores, um papel que anteriormente ficava a cargo do corpo docente da faculdade, diz Nishimura.

“Veja o setor empresarial. Eles estão introduzindo conselheiros externos”, diz ele, referindo-se às empresas que estão incluindo membros independentes em seus conselhos de administração, em resposta à pressão do governo para uma melhor governança corporativa. “Nós também precisamos sair de nossa torre de marfim e ouvir o mundo real.”

Mas há críticos dessa mudança. Bruce Stronach, reitor do campus da Universidade Temple no Japão, diz que cidadãos produtivos são aqueles engajados na sociedade e que compreendem as questões políticas e sociais da atualidade. “Isso explica porque campos como artes, literatura, história e ciências sociais também são — e sempre serão — importantes”, diz.

As mudanças não foram vistas de forma positiva por Miho Matsuda, que tem 20 anos e está cursando ciências sociais na Ehime. Ela diz que as artes liberais são importantes para os estudantes que não sabem que carreira seguir. “Elas permitem que eles encontrem seu interesse verdadeiro.”

Mas ela concorda com as críticas ao atual sistema educacional do Japão, e diz que grandes turmas de alunos e forte ênfase em seminários deixam os alunos entediados e mal preparados depois da graduação. Em 2012, cerca de 70% dos alunos de universidades japonesas passavam duas horas ou menos por semana estudando fora das aulas, segundo pesquisa da empresa de educação Benesse Corp. Dormir na aula é comum, dizem os alunos.

“Eu não estudo para as aulas, exceto quando tenho um trabalho para entregar, ocasiões em que fico na biblioteca até às nove da noite”, diz Keisuke Fujita, estudante de educação e ciências humanas na Universidade Nacional de Yokohama, que planeja reduzir o tamanho deste departamento em 2016.

Líderes empresariais afirmam que as empresas são parcialmente culpadas pela escassez de formandos capacitados. “As indústrias precisam explicar claramente que habilidades estão procurando nos estudantes”, diz Minoru Amoh, ex-executivo da DuPont que hoje é presidente do comitê de reforma educacional da Associação de Executivos Corporativos do Japão, grupo que está liderando a reestruturação curricular.

As verbas devem ser um forte incentivo para as universidades, que dependem do governo para 70% de sua receita. A busca por estudantes deve se tornar mais intensa à medida que a população jovem encolhe, reduzindo a receita com mensalidades. O número de jovens com 18 anos no Japão deve cair pela metade até 2050, prevê o Ministério das Finanças.

As autoridades do governo solicitaram às universidades públicas que diversifiquem suas fontes de receita copiando escolas como o Instituto de Tecnologia da Califórnia que, segundo o Ministério das Finanças, obteve 56% de sua receita anual, de US$ 606 milhões, com contratos de pesquisa no ano fiscal de 2012/2013. Na Universidade de Tóquio, a principal universidade japonesa, a parcela é de apenas 22%, enquanto 45% da receita vem do governo.

Uma das metas do primeiro-ministro japonês é ter, em algum momento, 10 universidades japonesas entre as 100 melhores do mundo. Atualmente, apenas duas possuem essa distinção, segundo classificação publicada pela revista britânica “Times Higher Education”: a Universidade de Tóquio, em 23º lugar, e a Universidade de Kyoto, na 59ª colocação.