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Merval Pereira e Ricardo Noblat – generais sem pijama

Os generais sem pijama Merval Pereira e Ricardo Noblat. e A LIÇÃO DE HILDEGAR ANGEL.

Antes do golpe de 1964 era Carlos Lacerda que era general sem pijama. Após o GOLPE MILITAR de 1964, ele foi execrado pelos militares.

Apesar da história ainda não são todos que aprendem.

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“Em busca da saída”, por MERVAL PEREIRA (em O GLOBO)

Merval Pereira - general sem pijama
Merval Pereira – general sem pijama

Publicado em 06/03/2016 09:43 e atualizado em 07/03/2016 10:09
2028
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Tropas do Exército entraram em prontidão

Se a política não resolver a crise, a crise vai resolver a política. Mais que um jogo de palavras que o deputado Raul Jungman gosta de usar, esta é uma constatação que fica mais evidente ainda diante da iniciativa de militares de contatarem na sexta-feira autoridades civis – governadores de Estados estratégicos como Rio e São Paulo, ministros, líderes partidários – para colocarem à disposição tropas em caso de necessidade de garantir a ordem pública, conforme Ricardo Noblat noticiou em seu blog.

Os confrontos entre petistas e seus adversários políticos nas ruas de diversas capitais do país, enquanto Lula depunha na Polícia Federal, insuflados por uma convocação do presidente do PT Rui Falcão, acendeu a luz amarela nas instituições militares, que pelo artigo 142 da Constituição têm a missão de garantir a ordem pública.

O fato de terem oferecido apoio às autoridades civis mostra que, ao contrário de outras ocasiões, os militares não estão dispostos a uma intervenção, que seria rejeitada pelas forças democráticas, mas se preocupam com a crise e se dispõem a auxiliar as autoridades civis em caso de necessidade.

Já há algum tempo, diante do agravamento da crise político-econômica, militares de alta patente estão conversando com lideranças civis de diversos setores da sociedade, e agora consideram que está na hora de o mundo político encontrar saídas constitucionais para o impasse em que estamos metidos, com o Congresso, que é o único caminho para uma solução em moldes democráticos, paralisado diante de sua própria crise: um presidente da Câmara tornado réu pelo Supremo Tribunal Federal, um presidente do Senado alcançado por nada menos que seis processos, cerca uma centena de deputados e senadores envolvidos de alguma maneira em problemas com a Justiça e tantos outros sujeitos ao imponderável das delações premiadas da Operação Lava-Jato.

Mesmo soluções constitucionais como o impeachment ficam contaminadas pela presença de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, e a perspectiva de que ele possa assumir a presidência da República, por poucos meses que seja, para convocar novas eleições – no caso de uma impugnação da chapa PT-PMDB até o fim desse ano, o que é improvável – é no mínimo desanimador.

Nos bastidores do Congresso negocia-se de tudo, desde a implantação de um semipresidencialismo de ocasião, até a sugestão mais recente da Rede de Marina Silva de aprovar uma emenda constitucional com o instituto do recall, pelo qual a presidente Dilma poderia ser retirada do poder através de uma consulta popular.

Houve há poucos dias a tentativa de fazer com que Dilma rompesse com o PT e partisse para uma nova coalizão partidária, que poderia contar até mesmo com setores da oposição. Os fatos, porém, atropelaram essas negociações, e hoje Dilma e Lula estão juntos no que pode ser um abraço de afogados, mas é a única maneira de os dois tentarem sair vivos politicamente dessa crise.

A oposição, por seu turno, começa a deixar a dubiedade para apoiar o impeachment da presidente, pois um processo de impugnação da chapa no Tribunal Superior Eleitoral pode levar mais um ano, com marchas e contramarchas no STF e, mais complicado que tudo, no terceiro ano de mandato um novo governo seria eleito de maneira indireta por este Congresso sem credibilidade diante da população.

A pressão agora é para que o PMDB rompa o mais rápido possível com o governo e entre de cabeça no processo de impeachment. Ao mesmo tempo, arma-se na Câmara uma ação conjunta para obstruir as sessões até que a permanência de Eduardo Cunha na presidência se torne inviável.

Alguma coisa terá que ser feita, e rápido, diante da deterioração do ambiente econômico e da mudança de patamar da crise política, com a Operação Lava-Jato tendo chegado literalmente às portas do ex-presidente Lula. Se as forças políticas que representam a maioria do país, hoje claramente posicionada contra o PT, não se unirem em busca de uma saída democrática para a crise, estaremos diante de uma ameaça de retrocesso institucional.

As milícias petistas mobilizadas na confrontação física nas ruas podem transformar o país em uma Venezuela, e quanto mais os fatos descobertos na Operação Lava-Jato forem sendo desvelados, mais a resposta violenta será a única saída.

O Congresso tem que encontrar rapidamente uma saída constitucional que possibilite a formação de um governo de transição democrática, e o caminho mais viável parece ser o impeachment, já que a presidente Dilma não se mostra capaz de, por si só, articular essa transição, e se revela comprometida cada dia mais com as ações criminosas que a levaram ao governo.
A crise ganhou um novo componente. E ele veste farda e pilota tanques
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General sem pijama 2

Militares

Por Ricardo Noblat (em O GLOBO)

Ricardo Noblat
Ricardo Noblat – general sem pijama 2

A condução coercitiva de Lula para depor à procuradores da Lava-Jato não foi o fato que marcou a escalada preocupante da crise política que abala o país e ameaça derrubar o governo.

A crise ganhou um novo componente. Ele veste farda e tem porte de arma. Sua entrada em cena, ontem, foi o fato mais importante do dia em que o país quase parou, surpreso com o que acontecia em São Paulo.

Não é comum ver-se um ex-presidente da República, o primeiro operário entre nós a chegar ao poder, ser conduzido por agentes federais na condição de investigado em bilionário escândalo de corrupção.

Nunca antes na história deste país…

O episódio serviu para demonstrar a solidez de uma democracia reinaugurada por aqui há apenas 31 anos. A lei deve ser igual para todos. Um ex-presidente não merece tratamento especial.

O receio de que a ordem pública virasse desordem foi o que assustou os militares, levando-os a se manifestarem por meio dos canais disponíveis para isso. Há muito que eles não procediam assim.

Um batalhão do Exército, em São Paulo, foi posto de sobreaviso caso os protestos contra e a favor de Lula resultassem em violência, e as polícias militar e civil perdessem o controle da situação.

Geraldo Alckimin não foi o único governador avisado de que poderia contar com a ajuda do Exército se pedisse ou se a presidente da República a autorizasse.

Integrantes do Alto Comando do Exército telefonaram para os governadores dos Estados mais sujeitos a conflitos entre militantes políticos e os preveniram para a necessidade de manter a paz social.

O elenco de autoridades alcançadas pelos telefonemas de generais foi mais amplo. E incluiu ministros de Estado e líderes de partidos, de quase todos os partidos. Os do PT ficaram de fora.

A tensão entre os generais foi desatada quando militantes políticos se agrediram diante do prédio onde Lula mora em São Bernardo. E atingiu seu pico com o discurso de Rui Falcão, presidente do PT.

Enquanto Lula era interrogado na delegacia da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, Falcão pregava a ida para as ruas dos adeptos do PT e a realização de manifestações ruidosas.

Foi um duro discurso, embora pronunciado no tom ameno que caracteriza as falas de Falcão. De imediato, as várias instâncias do partido começaram a se mobilizar em obediência à nova palavra de ordem.

Até então, a máquina do PT parecia inativa, perplexa. No twitter, por exemplo, os termos mais em uso se referiam à prisão de Lula. Nas horas seguintes, os termos mais populares passaram a ser “golpe” e “ruas”.

Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída.

Não sugerem a solução A, B ou C. Respeitada a Constituição, apoiarão qualquer uma – do entendimento em torno de Dilma ao impeachment ou à realização de novas eleições. Mas pedem pressa.

Por inviável, mas também por convicções democráticas, descartam intenções golpistas. Só não querem se ver convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem como previsto na Constituição.
Fonte: O Globo
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Para os GENERAIS SEM PIJAMA aprenderem:
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HILDEGAR ANGEL: serviçais do golpe não merecem ser chamados de jornalistas:

Hildegard Anjo
Hildegard Anjo

“Vergonha dos companheiros da imprensa – não mais os chamarei de companheiros – que ajudaram a fazer ferver esse caldeirão para desestabilizar o Brasil e promover o caos, disseminando meias verdades, verdades transversas, dados manipulados, insinuações cínicas”, diz a jornalistas Hildegard Angel, uma das principais colunistas do País

6 de Março de 2016 às 06:10

Por HILDEGAR ANGEL

A sociedade precisa refletir sobre a gravidade do atual momento brasileiro, quando o que se parece pretender não é o cumprimento da lei, é a perseguição a um político que um grupo não aprova: Lula. Quando exorbita-se com 1, exorbita-se com 1 milhão. Já vimos esse filme. Os golpistas são os mesmos, as táticas iguais às de 54 e 64, os caminhos percorridos idênticos, os argumentos se repetem. Sequer têm imaginação para tirar novidade da cartola, um discurso que não seja aquele mesmo velho discurso lacerdista da corrupção, quando sabemos que os políticos da oposição que mais batem no peito simulando honradez têm todos “a mão amarela”.

Vergonha dos companheiros da imprensa – não mais os chamarei de companheiros – que ajudaram a fazer ferver esse caldeirão para desestabilizar o Brasil e promover o caos, disseminando meias verdades, verdades transversas, dados manipulados, insinuações cínicas.

É chegado o momento, mais do que nunca, de tomar posição. Assim eu faço. Nojo daqueles que se submetem ao papel triste de aliciar a mente desprotegida e desarmada de brasileiros, fazendo um trabalho massivo de subversão da consciência nacional em nome da conveniência de seus patrões. Transformaram o Brasil num vale tudo, e o povo já sai às ruas. Era isso que eles pretendiam: transformar o Brasil num circo e ver esse circo pegar fogo para, enfim, alcançarem o poder, pois, pela via democrática do voto, não conseguem.

Carnaval 2016

Carnaval no Rio de Janeiro em 2016 no Bloco Imprensa Que Eu Gamo – Laranjeiras – Rio de Janeiro Brasil

Carnaval 2016 - Bloco Imprensa Que Eu Gamo
Carnaval 2016 – Bloco Imprensa Que Eu Gamo

Se voce não conseguiu acessar no hipertexto acima copie abaixo e cole para assistir: http://www.daserste.de/information/politik-weltgeschehen/weltspiegel/videos/brasilien-karneval-der-korruption-100.html

A explosão dos blocos no carnaval de rua e a cerveja.

carnaval 2016
carnaval 2016

O carnaval de rua no Brasil sempre existiu e tinha quase sempre a crítica aos bons costumes e à política. Com a ditadura militar a repressão tentou acabar com manifestações populares e uma das saídas foi utilizar o carnaval.

Lembro que em Aracajú-SE nos bailes carnavalescos (1966) ao som do frevo na época dos bailes caranavalescos em clubes, ao ser tocado o frevo FOGÃO de Sergio Lisboa (https://www.youtube.com/watch?v=6XruFqqeq9o), quem estava nos clubes cantava Arraes, Arraes e aí ao aparecer uma viatura militar parava a cantaria e os militares iam embora.

Vim para o Rio em dezembro de 1964, o carnaval de rua existia mais forte nos bairros da zona norte nos coretos montados nas praças. No centro da cidade o desfile de escolas de samba e dos blocos O Bafo da Onça, Boemios de Irajá, Cacique de Ramos e o mais famoso o Coradão da Bola Preta.

Na zona sul, as bandas comandadas pela Banda de Ipanema eram o que havia de carnaval. Tempos depois apareceram blocos, o Bloco Simpatia é Quase Amor, o Bloco do Barbas, Bloco de Segunda, Suvaco do Cristo, Carmelitas etc que passou a conclamar mais jovens. Com o passar dos anos foi só aumentando o número de blocos.

Foram criadas associações que representavam os blocos, da mesma forma a Liga que representa as Escolas de Samba e a profissionalização começou a preocupar, havia uma visão de que os blocos eram e de certa forma ainda tentam ser representação da organização popular.

Nas gravadoras de disco começou a divulgação do disco com os sambas das escolas do Rio de Janeiro, pois tinham a vantagem de vender durante todo o ano. Com o passar do tempo as gravadoras, que desligaram as marchinhas, passaram a incentivar outros ritmos no carnaval. Bem aí veio a internet e acabou com a farra das gravadoras. Hoje as marchinhas cantadas nos blocos são todas do século passado ou anterior.

Mas o avanço do capital é impressionante e as cervejarias tomaram conta.

Começou com a disputa entre duas marcas de cerveja, que terminaram se fundindo comercialmente e hoje é uma só, não há mais disputa para ver quem mais blocos financia. Afinal a interferência na Prefeitura que foi obrigada a garantir a folia – forçada pelos blocos organizados, horários e principalmente banheiros públicos. E a grandiosidade não pertencia mais só aos blocos tradicionais. A orla da praia já não mais comportava os blocos, e o centro da cidade foi dividido cada um com seu dia. Agora blocos temáticos, onde haviam figuras midiáticas da música passaram a conduzir blocos. Um pouco como acontece em Salvador. Houve reação, mas o carnaval como festa popular tem lugar para todos.

Quem brinca carnaval: bebe por sede ou para aumentar o prazer. E aí as cervejas tiveram sua garantia de lucro afirmada pelas prefeituras,. Hoje a explosão do carnaval de rua é garantido pelas cervejas que recebem do poder público a garantia de que só uma marca vende nos camelôs autorizados. Tem a vantagem da uniformidade dos preços, mas também não tem a diversidade de cervejas.

Qual será o nome dos profissionais que hoje começam a dirigir o carnaval de rua? Em breve uma das universidades os formarão em um MBA, esse profissional que será disputado a peso de ouro, pois há a garantia da verba pública e há o interesse privado no evento.

As ruas não mais são enfeitadas como antigamente, nem o sambódromo, a transmissão das escolas de samba já é monopólio na TV e bem que tentou, mas não conseguiu no Rio monopolizar os blocos.

Afinal, após o carnaval deveriam ser divulgadas os dados da venda de cervejas (em litros) e outras bebidas nesse período, que de 4(quatro) dias passou para 15(quinze) dias e há quem deseje realizar outro carnaval em outra data.

Quando a grana circulante aumenta, surge a corrupção e as benesses dos endinheirados.

Cuidado não é só o aumento da folia que ameaça a festa, que é necessária e bem-vinda, existe o risco da famosa frase do imperador romano Vespasiano, mentor da construção do coliseu, ser incorporada ao evento, disse ele: “Pão e circo para o povo”.  Lembrem-se também de Maria Antonieta e a frase “Se não têm pão, comam brioches”, o povo  gradualmente a antipatizou e a acusava de perdulária e promíscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.

O carnaval tem que continuar como uma festa popular.

Muito cuidado, pois a ida com muita fome ao pote pode acabar com o ouro.

Abaixo a transcrição de trecho do artigo do Jânio de Freitas na OPINIÃO PÚBLICA(OP), jornal Folha de São Paulo alertando para esse evento financeiro.(leia na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2016/02/1738503-carnaval-da-guerra.shtml)

“11/02/2016 – 02h00 – Janio de Freitas – OPINIÃO PÚBLICA 9OP0 – jornal folha de São Paulo

Parecia Carnaval, um tanto estilizado pelas multidões mais afeitas a espectadoras imóveis dos shows de rock do que à ginga do samba e à graça das marchinhas. Parecia, mas era guerra. Mais uma, não bastando Eduardo Cunha versus governo, Lava Jato versus corrupção na Petrobras, PSDB contra PT, imprensa contra Lula, e as muitas menos prestigiadas pelos bombardeios.

Duas combatentes, entrevistadas como diretoras de um bloco, diziam coisas sem nexo: trabalham o ano inteiro na organização do bloco, apesar dos seus diplomas universitários só se ocupam do bloco, organizá-lo exige muitas reuniões de trabalho. Mas o bloco nada tem de especial, nem fantasias próprias, nem alegorias, nada. Só gente, gente, gente. E cerveja, cerveja, cerveja. Mas tem novidades, sim. Inovações de verdade.

Uma nova profissão: fundador e diretor de bloco, antes ocupação amadora, tornou-se profissão. Emprego sem risco de demissão. O velho “general da banda” só deu samba, mas ser general ou generala de bloco dá dinheiro. É que os fabricantes de cerveja trouxeram para as ruas a guerra até então disputada só na TV e nos bares.

O grande aumento do número de blocos no Rio e em São Paulo neste ano, apoiado no grande aumento do incentivo “jornalístico” para o comparecimento das massas, foi fabricado e financeiramente bancado por indústrias de cerveja. Um programa desenvolvido ao longo do ano. Cada multidão com nome de bloco veio a ser, na verdade e sem saber, como uma reunião inumerável de pontos de venda: a multidão de consumidores acompanhados pela multidão de carrocinhas, carrinhos, triciclos vendendo latas de cerveja. E aí a chave do negócio: em cada bloco, cerveja de um só fabricante. Exclusivo, aliás, de numerosos blocos, áreas de concentração e de dispersão.

Para as cervejeiras envolvidas, uma operação em tudo bem sucedida. Para a guerra entre o marketing, promotor de vendas, e os consumidores, desinformados e compelidos, uma evidência a mais de que a liberdade de escolha e a educação para o gosto consciente estão irrefreavelmente derrotadas. E, no entanto, eram valores da cidadania.”

A Folha de São Paulo evolui para pior

Fomos surpreendidos com a contratação para articulista do Kim Kataguri.

Articulista da Folha de São Paulo
Articulista da Folha de São Paulo

A imprensa marron não tem preocupação com o que publica, e nessa contratação a OPINIÃO PÚBLICA(OP) – Folha de São Paulo marcou um gol, pois teve a propaganda disseminada sem gastar um tostão.

Articulista da OPINIÃO PÚBLICA(OP) - jornal Folha de São Paulo
Articulista da OPINIÃO PÚBLICA(OP) – jornal Folha de São Paulo

Alguém se auta intitula de figura pública realmente não deve ser levdo a sério.

Mas diante da chamada que ficou sendo feita na internet terminou sendo analisado e muito bem .

LEIAM no original clicando no texto a seguir ou mais abaixo na reprodução: A reação dos leitores ao novo colunista da Folha de S. Paulo Publicado em 20 de janeiro de 2016 por Lívia de Souza Vieira

Reprodução de objETHOS – Observatório da Ética Jornalística (https://objethos.wordpress.com/2016/01/20/a-reacao-dos-leitores-ao-novo-colunista-da-folha-de-s-paulo)

A reação dos leitores ao novo colunista da Folha de S. Paulo

Lívia de Souza Vieira
Doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS

No mesmo dia em que anunciou uma média mensal de 20 milhões de leitores em 2015, o jornal Folha de S. Paulo divulgou a ‘contratação’ de um novo colunista para o site: Kim Kataguiri, um dos organizadores das manifestações pró-impeachment. Tal fato repercutiu durante toda a segunda-feira (18) nas redes sociais, gerando questionamentos entre muitos desses milhões de leitores.

O esforço de reflexão sobre a decisão da Folha começa por separar pluralismo editorial de informação qualificada. E sobre isso a professora Sylvia Moretzsohn comentou: “Não se trata, obviamente, da minha rejeição a posições de direita. Eu sempre achei que um jornal deve buscar a pluralidade. Mas é preciso buscar também a substância. Como disse uma colega, também professora e jornalista, colunista não é o sujeito que simplesmente vai lá e dá uma opinião: é alguém que traz informação original e qualificada. Definitivamente, não é o caso desse rapaz, que não tem condições de estar em nenhum jornal que se leve a sério”.

O currículo de Kim Kataguiri não diz tudo sobre ele, obviamente. Mas é preciso destacar o que disse a própria matéria da Folha: ele terminou o ensino médio em 2013, largou o curso de Economia e neste ano pretende cursar Direito numa faculdade inaugurada em dezembro por Gilmar Mendes. E ainda afirmou que vai criticar o jornal constantemente, reforçando minha hipótese para sua contratação: a Folha quer polêmica e cliques.

Se for isso, conseguiu. Como o próprio Kim divulgou em seu perfil no Twitter, a matéria estava entre as mais comentadas do dia, bem como o artigo, publicado na terça (19).

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No entanto, a aparente força dos números esconde um aspecto qualitativo essencial: o descontentamento dos leitores, que ficou explícito nos comentários. Notem as menções ao cancelamento da assinatura do jornal, uma prova da gravidade da situação. É como se os leitores estivessem dizendo ‘não esperávamos isso de você, Folha’. Enquanto o jornal está atento aos trending topics, os leitores estão reivindicando qualidade.

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Com os exemplos acima, fica claro que a crítica à contratação de Kataguiri não se restringiu somente à Academia, como esbravejou o também colunista da Folha Reinaldo Azevedo. “Contam-me que, no Facebook, alguns doutrinadores disfarçados de professores de jornalismo também secretam o seu ódio. Isso explica, em parte, por que jornalistas recém-formados, muitas vezes, acham que os fatos são pura ‘conspiração da direita’. Acreditam que podem usar a profissão para ‘fazer justiça social’”.

Ledo engano. A crítica se dá por amor aos valores que fazem do jornalismo, ainda hoje, um mediador importante no debate público. É preciso ter o que dizer para dizer. Em seu artigo de estreia, só para ficar com esse exemplo, Kim diz que os integrantes do Movimento Passe Livre cometem “atos de vandalismo e terrorismo”. Mas convenhamos, Azevedo acerta quando tenta desqualificar: não só acreditamos como também lutamos para que o jornalismo, por meio da informação, contribua para uma sociedade mais justa.

Rir para não chorar

De forma irônica, mas muito significativa, sites de humor e crítica, como o Sensacionalista, tentaram pôr em evidência a decisão equivocada da Folha: “Estudantes que passaram em jornalismo no SISU desistem após Kim Kataguiri estrear na Folha”. E o The piauí Herald: “Pedro Paulo é o novo colunista da Revista Cláudia”.

sensacionalista_Kim
Trecho de post do site Sensacionalista.
piaui_Kim
Trecho de post do site The piauí Herald.

De olhos e ouvidos fechados

Além da coluna no site, a TV Folha fez um programa ao vivo com Kataguiri, no dia da estreia. Não sem novas reclamações explícitas dos leitores, como vemos abaixo:

TvFolha_Kim

Vale lembrar que Kataguiri é também blogueiro do HuffPost Brasil, o que demonstra que a falta de preocupação com o debate realmente qualificado não é exclusividade dos veículos tradicionais.

A OPINIÃO PÚBLICA – jornal Folha de São Paulo faz parte da nossa galeria, PARABÈNS pela aquisição.

OPINIÃO PÚBLICA (OP) - jornal Folha de São Paulo
OPINIÃO PÚBLICA (OP) – jornal Folha de São Paulo

Ministério Público – RJ quer impedir blocos de rua no CARNAVAL-2016.

Em pleno século XXI, o Ministério Público pensa que é um inquisidor.

Ministério Público RJ
Ministério Público RJ

Inacreditavelmente quer acabar com a maior festa popular do Brasil na Cidade do Rio de Janeiro.

Não dá para entender, no ano passado, o CONTRAN retirou a obrigatoriedade dos extintores de incêndio nos automóveis.

RESOLUÇÃO Nº 556, DE 17 DE SETEMBRO 2015
RESOLUÇÃO Nº 556, DE 17 DE SETEMBRO 2015

E no Rio de Janeiro, tivemos a Primeira Batalha Carnavalesca,

Abertura Não Oficial do Carnaval do Rio de Janeiro 2016
Abertura Não Oficial do Carnaval do Rio de Janeiro 2016

patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro quando, utilizando a Guarda Municipal, baixou o cacete e distribuiu bordoadas nos

foliões que ousaram, cumprindo uma tradição, participar da Abertura Não Oficial do Carnaval de 2016 no Rio de Janeiro.

Essa providência inquisidora fica agora aguardando a disposição do Prefeito do Rio de Janeiro, que apoiou a selvageria anteriormente

Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro
Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro

relatada – já que não se pronunciou em defesa dos foliões, que com sua ordeira manifestação popular, mais divulgam a cidade e trazem turistas para o Rio de Janeiro.

Esperamos que o Prefeito Eduardo Paes, consiga perceber que o carnaval é um evento da população brasileira e que tem um dos

Sambódromo Carnaval Rio de Janeiro
Sambódromo Carnaval Rio de Janeiro

ícones na sua realização nas ruas do RIO.

O carnaval não é uma OLIMPÍADA, é a festa do povo brasileiro.

Olimpíada Rio de Janeiro 2016
Olimpíada Rio de Janeiro 2016

O jornal O Globo, membro da OPINIÃO PÚBLICA (OP), divulga no hipertexto ao final a matéria cujo teor segue:

Publicado no jornal O Globo

“Justiça proíbe desfile de blocos sem licença dos bombeiros
Descumprimento da ordem ocasionará em multa mínima de R$100 mil por desfile

POR CAROLLINE VIEIRA E PATRÍCIA VIVAS 15/01/2016 13:58 / atualizado 15/01/2016 19:23

RIO — O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proibiu, nesta sexta-feira, a Prefeitura do Rio de autorizar o desfile de blocos de carnaval que recebem patrocínios, mas que não têm a autorização prévia do Corpo de Bombeiros. O descumprimento da ordem poderá acarretar em uma multa mínima no valor de R$100 mil por desfile para a prefeitura. O Corpo de Bombeiros não soube responder quantos blocos tem autorização para desfilar este ano.

A proibição foi pedida por meio de ação civil pública proposta pelo Ministério Público, após reclamações de associações de moradores, principalmente da Zona Sul, que se queixavam de falta de segurança, obstrução das vias e falta de horário de encerramento dos grandes blocos.

De acordo com o promotor Bruno de Faria Bezerra, o carnaval de rua cresceu muito, o que demanda maior fiscalização dos blocos.

– Todos os eventos culturais, com interesses econômicos e realizados em espaços públicos, devem ter a autorização do Corpo de Bombeiros, segundo a legislação.

O promotor se baseia no decreto do governo estadual número 44.617, de 20 de fevereiro de 2014, que regulamenta a realização de eventos nos espaços públicos no estado.

O secretário de turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello afirmou que a Riotur ainda não foi notificada da decisão judicial. Segundo ele, não é responsabilidade do município autorizar os desfiles, mas ordenar, impedindo blocos nos mesmos locais e horários.

– Na minha avaliação, bloco é uma manifestação cultural, não precisa de autorização. Tem que ver como os Bombeiros veem isso. Eu nem sei se o Bola Preta, por exemplo, é patrocinado. E se for, a gente vai impedir o Bola Preta de sair? – questionou o secretário.

Para o promotor, porém, se existe um patrocínio no bloco é porque a marca vê uma oportunidade de lucrar com o desfile, mesmo que seja apenas com a sua logomarca estampada no trio elétrico.

– Deste modo, o desfile não pode ser considerado somente uma manifestação cultural.

‘O carnaval é um direito do povo, vamos desfilar de qualquer jeito!’
– RITA FERNANDES, PRESIDENTE DA SEBASTIANA
Sobre a proibição de blocos sem licença dos Bombeiros
A presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, ressalta que o patrocínio é fundamental para pagar o custo dos desfiles e que as exigências do Corpo de Bombeiros inviabilizam qualquer bloco.

– O Corpo de Bombeiros possui uma legislação para eventos públicas com exigências que, se forem levadas ao pé da letra, inviabilizam o carnaval de rua. Nós desfilamos pelas ruas do Rio há mais de 30 anos e essa decisão não vai nos afetar. O carnaval é um direito do povo, vamos desfilar de qualquer jeito! – afirma Rita, que representa 12 dos mais tradicionais blocos do Rio.

No ano passado, houve algumas reuniões com representantes dos blocos e do poder público para tentar mudar a legislação e reduzir o número de exigências inviáveis aos grupos que fazem o carnaval de rua. Segundo a presidente da Sebastiana, a discussão seguia com grandes avanços, e essa decisão da Justiça pegou todos de surpresa.

– Na última reunião que tivemos com as autoridades públicas – Prefeitura, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros -, todos concordaram que a legislação para eventos públicos não se encaixa para os blocos de carnaval. Tivemos várias discussões sobre a possibilidade de criar uma lesgislação ou adaptar essa para que seja viável o cumprimento, mas o Ministério Público nunca compareceu. Agora eles chegam com uma decisão arbitrária, semanas antes do carnaval, e querem impedir que o carnaval de rua aconteça. Porque é isso que aconteceria caso os blocos baixassem a cabeça, já que todos têm patrocínio.

Questionado sobre a possível inviabilização do carnaval de rua devido à decisão, o promotor disse que não havia pensado por esse ponto.

– Quando eu fiz a ação, não pensei nos blocos menores que recebem um baixo valor do patrocinador apenas para ajudar no desfile. A ação foi criada pensando nos grandes blocos. Ainda assim, a regra vale para todos os blocos patrocinados, independente do tamanho e do valor recebido.

Reportagem do GLOBO no ano passado mostrou que dos 456 blocos cadastrados em 2015 pela prefeitura, apenas três (0,65%) tinham, a uma semana do carnaval, autorização do Corpo de bombeiros.

Para receber a licença, os blocos tem que providenciar extintores de incêndio e ambulâncias, além de apresentar atestados emitidos por engenheiros e arquitetos sobre a segurança de equipamentos de som e trios elétricos.

A decisão da Justiça também obriga a Prefeitura do Rio a encerrar completamente o desfile dos blocos autorizados até no máximo uma hora após o término de sua passagem, o que inclui a suspensão de qualquer forma de sonorização e comercialização de bebidas por ambulantes com ou sem autorização. Neste caso, a multa mínima determinada em caso de não cumprimento corresponde a R$100 mil, por hora extrapolada.

O secretário de Turismo argumenta que não pode impedir as pessoas de ocuparem as ruas após a passagem dos blocos.

– Se o povo quiser insistir e ficar na rua, vai ficar dificil, porque a rua é do povo. A prefeitura vai retirar os ambulantes depois dos desfiles, mas se o povo ficar na rua, não há o que fazer.

A prefeitura ainda não tem uma posição se vai recorrer da decisão na Justiça.”

Notícia divulgada na OPINIÃO PÚBLICA(OP) – jornal O Globo em 15/01/2016

CUNHA tratorando!

CUNHA paralisa a Comissão de Ética e a Liderança do PMDB.

EDUARDO CUNHA
EDUARDO CUNHA – eu sou o bicho!
Cunha tratorando 01
Cunha tratorando 01
Cunha tratorando 02
Cunha tratorando 02
OPINIÃO PÚBLICA (OP) - Folha de São Paulo
OPINIÃO PÚBLICA (OP) – Folha de São Paulo

Cunha manobra e destitui relator de sua cassação no Conselho de Ética

Renato Costa – 8.dez.2015/Folhapress
O Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
O Conselho de Ética da Câmara, que analisa o processo de cassação contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

AGUIRRE TALENTO
RANIER BRAGON
DANIELA LIMA
GUSTAVO URIBE
DE BRASÍLIA

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Em mais uma manobra para atrasar o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu nesta quarta-feira (9) destituir o relator do processo no conselho, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), protelando mais uma vez a tramitação.

Cunha usou o vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), para obter uma decisão da mesa diretora que destituiu Pinato da relatoria. Tanto Cunha como Waldir Maranhão são investigados na Operação Lava Jato.

O fundamento jurídico é que Pinato fez parte do mesmo bloco partidário de Cunha, por isso estaria impedido de analisar o processo contra o presidente da Câmara.

Isso adiou mais uma vez a votação da abertura do processo contra Cunha, que estava prevista para esta quarta-feira (9).

Esse argumento havia sido rejeitado pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), por isso os aliados de Cunha recorreram à mesa diretora. O autor do pedido foi o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB).

“Como democrata que sou, respeito a decisão da mesa da Câmara dos Deputados, comandada pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha, mas não concordo com a mesa”, afirmou Pinato.

Parlamentares anunciaram que recorrerão ao plenário da Casa para tentar derrubar a decisão da Mesa Diretora.

SEM AVISO

Integrantes da Mesa, porém, deixaram a sala de reunião com Cunha se queixando por não terem sido avisados sobre a decisão de destituir Fausto Pinato.

No momento em que a destituição de Pinato foi anunciada, os integrantes da Mesa Diretora estavam reunidos no gabinete de Cunha. “Isso não foi falado lá em nenhum momento. Nos ficamos sabendo pela internet”, disse a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP).

O mesmo foi alegado pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP). Os parlamentares disseram que o despacho de Maranhão sobre Pinato não poderia ser retratado como uma decisão da Mesa.

Cunha ainda não falou sobre o caso. Aliados do peemedebista, no entanto, dizem que a decisão de Maranhão foi articulada com ele.

‘GOLPE’

Após a decisão que destituiu Pinato, uma confusão se instalou no conselho e o grupo pró-Cunha defendeu que fosse feito o sorteio de um novo relator, em vez de Zé Geraldo, que foi escolhido pelo presidente no primeiro momento.

Araújo concordou e disse que faria ainda nesta quarta um sorteio dos três nomes, excluindo os deputados que fizeram parte do mesmo bloco partidário de Cunha, e deve anunciar quinta (10) o nome do relator. Com isso, a sessão foi encerrada por volta das 16h desta quarta.

Foram sorteados os deputados Sérgio Brito (PSD-BA), Marcos Rogério (PDT-RO) e Léo de Brito (PT-AC). Rogério votou a favor do adiamento da votação contra Cunha nesta quarta. Leo de Brito tende a ser anti-Cunha, já que o PT rompeu com o presidente da Câmara. Sérgio Brito não foi à sessão desta quarta.

O presidente do conselho chamou de “golpe” a manobra de Cunha. “Não podemos continuar se a cada instante a insegurança está instalada, a cada instante chega uma ordem diferente para cumprir. Nós não somos meninos de escola. Somos deputados e representamos a sociedade”, afirmou Araújo.

“É humilhante para este Conselho de Ética o que estamos vivendo aqui”, disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

Com a decisão de escolher um novo relator, o trâmite terá que cumprir novos prazos e Cunha consegue adiar por semanas a votação do processo de sua cassação.

A representação ao conselho foi feita em 13 de outubro de outubro por PSOL e Rede e, quase dois meses depois, ainda não teve nem votação da abertura ou não do processo. Sucessivas manobras de Cunha tem adiado o andamento do processo.

Justamente sob esse argumento das interferências, partidos adversários de Cunha, como PSOL e Rede, fizeram uma representação à Procuradoria Geral da República pelo afastamento dele da presidência da Casa.

O procurador-geral Rodrigo Janot, porém, ainda não fez nenhum pedido ao Supremo Tribunal Federal para afastamento de Cunha.

A deputada Eliziane Gama (Rede-MA) afirmou que fará um aditamento à representação relatando a manobra feita nesta quarta. “É uma demonstração clara que ele não pode presidir a Câmara”, declarou.

DERROTA

A decisão foi informada ao Conselho de Ética pouco tempo depois da primeira derrota de Cunha nessa instância: por 11 votos a 10, os integrantes rejeitaram adiar por cinco dias o processo contra o presidente da Câmara.

O conselho se debruça há mais de um mês sobre o pedido de abertura de processo de cassação contra Cunha, mas tem sido impedido de realizar a votação por meio de medidas protelatórias patrocinadas pelo presidente da Casa.

A representação contra Cunha, protocolada pelo PSOL e pela Rede, acusa-o de ter mentido aos seus pares ao declarar, na CPI da Petrobras, que não teria contas no exterior. O Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil a descoberta de quatro contas no exterior do deputado e familiares.

A defesa de Cunha, porém, argumenta que três dessas contas se constituíam em trustes, espécie de investimento no qual ele entrega os recursos a um banco para que administre e diz que ele não tinha mais responsabilidade sobre esse dinheiro. A outra conta pertence nominalmente à sua mulher, Cláudia Cruz.

O caso é alvo de inquérito da Procuradoria Geral da República, mas ainda não virou denúncia à Justiça.

INTERFERÊNCIA

O conselho tem sido impedido de votar abertura de processo anti-Cunha por meio de medidas protelatórias patrocinadas pelo presidente da Casa

  • ADIAMENTO NEGADO – Pedido para adiar a sessão por cinco dias é adiado pela Comissão. Com dez votos a favor e dez votos contrários, o presidente da comissão, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), deu o voto de minerva contra o adiamento.
  • NOVO PEDIDO NEGADO – Em reprise da votação anterior, é rejeitado um novo pedido, desta vez para adiar a votação por quatro dias
  • ALIADOS DE CUNHA TROCAM RELATOR – Mesa da Câmara, presidida pelo próprio Cunha e composta por aliados, troca o relator do processo, Fausto Pinato (PRB-SP), que deu parecer favorável à continuidade do processo de cassação
  • RELATÓRIO É MANTIDO – O presidente do Conselho nomeia o petista Zé Geraldo (PA) para ser o novo relator. Ele subscreveu o relatório de Pinato
  • VOTAÇÃO ADIADA – A troca de relatores adiou mais uma vez a votação da abertura do processo contra Cunha, que estava prevista para esta quarta-feira (9)

TEMER tentando ser “sincero”.

G1 – JORNAL HOJE

Edição do dia 10/12/2015

10/12/2015 13h58 – Atualizado em 10/12/2015 14h03

Dilma e Temer se encontram e dizem que não há rompimento

O encontro aconteceu no Palácio do Planalto e durou cerca de uma hora.

“Combinamos, eu e a presidenta Dilma, que nós teremos uma relação pessoal institucional que seja a mais fértil possível”, disse Temer.

MICHEL TEMER

MICHEL TEMER

Com relação a sessão do voto secreto falou o Michel Temer

09/12/2015 13h36 – Atualizado em 09/12/2015 15h36

Sessão desta terça foi ‘legítimo exercício’ da Câmara, diz Temer

Vice falou rapidamente a jornalistas ao deixar o Palácio do Planalto.
Instituições funcionam em ‘regime de normalidade democrática’, disse.

Temerários: Eduardo Cunha / Michel Temer

Carta do Michel Temer

São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.

Michel Temer
Michel Temer

Senhora Presidente,

“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)

Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.

Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.

Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.

Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.

Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.

Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.

Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo.

Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.

1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.

2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.

3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.

4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas “desfeitas”, culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta “conspiração”.

5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.

6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.

7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.

8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da “espionagem” americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;

9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.

10. Até o programa “Uma Ponte para o Futuro”, aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal.

11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.

Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.

Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção.

Respeitosamente,

\ L TEMER

A Sua Excelência a Senhora

Doutora DILMA ROUSSEFF

DO. Presidente da República do Brasil

Palácio do Planalto

ZH NOTÍCIAS  [17/07/2015 – 11h35min | Atualizada em 19/07/2015 – 10h22min]

Leia no original:(http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/07/cunha-rompe-com-governo-essa-lama-eu-nao-vou-aceitar-4803839.html) se preferir leia o texto copiado aqui:

Cunha rompe com governo: “Essa lama, eu não vou aceitar”

Deputado responsabiliza o Planalto pelo seu envolvimento no esquema

17/07/2015 – 11h35min | Atualizada em 19/07/2015 – 10h22min

 

Eduardo Cunha
Eduardo Cunha

Em rota de colisão com o Planalto desde que assumiu a presidência da Câmara, no início do ano, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) oficializou ontem o seu rompimento com o governo de Dilma Rousseff. Cunha afirmou que, a partir de agora, será oposição. Mas enfatizou que não atuará contra o governo como presidente da Casa. A reação veio menos de 24 horas depois do vazamento de depoimento do lobista Julio Camargo à Operação Lava-Jato citando o pagamento de US$ 5 milhões de propina a Cunha — o deputado nega e responsabiliza o Planalto pelo seu envolvimento nas investigações.

O anúncio traz novas dificuldades para a relação entre o Executivo e o Legislativo. O primeiro sinal de retaliação ao Planalto não demorou a aparecer: Cunha criou a CPI do BNDES e autorizou a criação da CPI dos Fundos de Pensão.

— Estou oficialmente rompido com o governo a partir de hoje. Teremos a seriedade que o cargo ocupa. Porém, o presidente da Câmara é oposição ao governo — disse em entrevista coletiva.

Delator foi obrigado por Janot a mentir, acusa Eduardo Cunha

Cunha acusou o governo de ter orquestrado uma campanha contra ele no âmbito da Lava-Jato e disse que há um “bando de aloprados” no Planalto, mas se negou a responder quem seriam essas pessoas. O parlamentar afirmou também que não será arrastado “para a lama” em que o governo se envolveu em atos de corrupção na Petrobras. Garantiu ter provas da atuação do governo contra ele e informou que a Receita Federal está fazendo uma devassa fiscal em suas contas desde 23 de junho — em nota, o fisco disse que não comenta “situação de contribuinte específico”.

— Essa lama, eu não vou aceitar — afirmou Cunha.

O ato de Cunha pode se estender ao PMDB. O presidente da Câmara disse que defenderá o rompimento imediato da sigla com o governo no próximo congresso, que acontecerá em setembro. Questionado sobre como ficaria o vice-presidente da República, Michel Temer — presidente nacional do PMDB — com a situação, Cunha afirmou não ver problema em o partido sair do governo e ainda assim Temer continuar como vice-presidente.

“Porta da minha casa está aberta”, diz Cunha sobre operação Politeia

Apesar de ser da base aliada, o partido tem gerado tensão para o governo. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que não é de partir para o ataque ao Planalto verbalmente, tem preferido retaliar Dilma em votações e manobras na Casa.

Minutos após a oficialização do rompimento de Cunha com o Planalto, o PMDB saiu à público para afirmar que a sigla continua na base do governo. Em nota, o partido diz que a decisão do deputado é “a expressão de uma posição pessoal, que se respeita pela tradição democrática do PMDB”, mas enfatiza que qualquer sinalização sobre deixar a base aliada só pode ser tomada “após consulta às instâncias decisórias do partido: comissão executiva nacional, conselho político e diretório nacional”.

Leia as últimas notícias do dia

Em nota, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), informou que a bancada do partido na Casa só definirá na volta do recesso parlamentar se acompanha ou não Cunha. Na entrevista, o peemedebista ainda se defendeu das acusações de ter recebido propina e atacou o governo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o juiz Sergio Moro e os delatores Julio Camargo e Alberto Youssef. Vai pedir ainda que o processo vá para o Supremo Tribunal Federal. Segundo Cunha, “estão pegando dados do Youssef seletivamente”, uma vez que o doleiro disse que Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema, mas não foram alvo de inquérito.

— O governo faz tudo para me derrotar. O governo sempre me viu como uma pedra no sapato. O governo não me queria, nunca me quis e não me quer como presidente da Câmara. O governo não me engole.

Os procedimentos adotados por Moro na delação de Camargo foram criticados. Segundo Cunha, o juiz não poderia ter colhido depoimentos contra alguém que tem foro privilegiado. Ele alega que isso só poderia ser feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de nota, Moro disse que não cabe a ele silenciar testemunhas ou acusados na condução do processo.

Ontem 08 de dezembro de 2015, assistimos a uma agressão gratuita da Câmara de Deputados aos brasileiros.

O Presidente da Câmara que tem processos no STF e está manobrando na Comissão de Ética da Câmara para não ser julgado pelos seus pares, manobrou mais uma vez, apoiado pelo PSDB, DEM, PPS e Paulinho da Força ele impôs um novo método para que os partidos com representação legislativa indicassem os parlamentares que fariam parte da Comissão que analisará o pedido de impeachmant da Presidenta Dilma Rousseff. Uma votação secreta. Cujo resultado segue abaixo:

Comissão Parlamentar
Comissão Parlamentar

Com essa votação onde faltarm 42 deputados federais o Cunha marcou para o dia 09/12/2015 a sessão que complementaria a indicação de deputados para completar os 65 deputados da referida Comissão.

O STF através do Ministro Luis Edson Fachin suspendeu  a sessão que se realizaria hoje até a próxima quarta-feira quando o STF deliberará em plenário. O objetivo é evitar novos atos que, posteriormente, podem ser invalidados pelo Supremo, o ministro suspendeu todo o processo do impeachment, inclusive prazos.

Ontem, terça-feira o PC do B, antes de a Câmara eleger a chapa oposicionista. Entrou no STF com a ação judicial, o partido questionou não apenas a possibilidade de deputados concorrerem às vagas sem indicação pelos líderes de seus partidos, mas também a votação secreta para escolha da chapa e a divisão da comissão por blocos, e não partidos.

Ao analisar o pedido do PC do B, o Ministro Luis Edson Fachin considerou que a votação secreta – que impede a identificação da opção de cada parlamentar – não está prevista no regimento interno da Câmara e na Constituição.

 

Com essa decisão o Ministro tenta evitar novos atos que, posteriormente, podem ser invalidados pelo Supremo, o ministro suspendeu todo o processo do impeachment, inclusive prazos. A decisão valerá até a quarta da semana que vem, dia 16, quando o STF se reunirá em plenário para decidir sobre outros questionamentos feitos pelo PC do B.

Hoje às 14:00 horas o Cunha e aliados novamente atuará para impedir que a Comissão de Ética faça a votação do parecer apresentado na Comissão a cinco sessões.

Esse é, lamentavelmente, a Câmara de Deputados Federais que temos no Brasil.

Em defesa do CUNHA critica escolha do relator

A4 Quarta-feira, 4 de novembro de 2015           O Estado de São Paulo

clique no título: Candidatos à relatoria do Conselho de Ética veem ‘evidências’  contra Cunha e leia no orginal em PDF

Congresso. Colegiado abre processo que pode levar à cassação do presidente da Câmara; três deputados foram sorteados e defendem que há indícios para o prosseguimento da ação por quebra de  decoro; o mais cotado para ser escolhido relator é Fausto Pinato, do PRB.

Candidatos à relatoria do Conselho de Ética veem ‘evidências’  contra Cunha

jornal O Estado de São Paulo
jornal O Estado de São Paulo

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso / BRASÍLIA

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados sorteou
ontem parlamentares do PT, PR e PRB para compor a lista
da qual será escolhido o relator do processo por quebra
de decoro parlamentar contra o presidente da Casa,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os três sorteados afirmam
que há evidências suficientes para levar adiante o processo
que pode levar à cassação do peemedebista.

O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA),
disse que iria conversar com os sorteados – Zé Geraldo (PTPA),
Vinícius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP) – e
anunciar sua decisão na tarde de hoje. Ele quer garantir que o
relator escolhido não arquive o processo logo no parecer inicial,
que deve ser feito em dez dias úteis apontando a admissibilidade
ou a inépcia da ação.

Segundo deputados ouvidos pela reportagem, o favorito para
relatar o processo é Fausto Pinato. A interlocutores, ele disse
entender que as provas contra Cunha são fortes.No entanto,
em público, por orientação de colegas mais experientes, o
deputado de primeiro mandato preferiu se esquivar.

“Tem que fazer avaliação das provas, garantir direito de
ampla defesa e contraditório. Não posso fazer juízo de valor
para não incorrer em suspeição”, disse o parlamentar, que
se recusou a responder perguntas como, por exemplo, em
quem havia votado na eleição de presidente da Câmara no início
deste ano. O deputado disse não temer a pressão. “Nunca
tive medo, desde que nasci. Não vou aceitar nenhum tipo
de pressão”, ressaltou Pinato, que deixou às pressas a reunião
do Conselho de Ética.

Indícios. Os outros sorteados foram mais incisivos ao apontar o impacto das provas contra Cunha. “As evidências são bastantes.
As evidências são muitas. Isso quem está dizendo não somos nós, membros da comissão. São os delatores. Nós, membros da comissão, temos que agir com isenção”, declarou o petista Zé Geraldo.

Se escolhido ,o deputado disse que não será um “engavetador”, optando por apontar ausência de admissibilidade.“ Sendo o relator, tenho que relatar. Não posso engavetar”, afirmou.

O petista negou ter sido procurado por emissários do governo ou do PT, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossos três membros da Comissão de Ética nunca receberam nenhuma manifestação de ninguém. Nem de governo, nem de partido, nem de Lula, nem de ninguém”, disse. “A posição nossa vai ser uma posição de Comissão de Ética. Partido é partido,governo é governo,religião é religião e Comissão de Ética é Comissão de Ética.”

No entanto, ele admitiu que conversará com seu partido caso seja escolhido. “Vou conversar, vou ouvir todo mundo. Naturalmente, vou ser procurado. Não é qualquer processo.”

‘Provas’. Apesar de ter sido cabo eleitoral de Cunha durante a campanha pela eleição para presidente da Câmara no início do ano e se manter próximo ao peemedebista durante todos esses meses, Vinícius Gurgel disse que, se escolhido, será um relator que vai apurar as irregularidades“ até o final”.“Vou pedir auxilio à Procuradoria-Geral da República, órgãos que estão com documentos contra Eduardo (Cunha), para analisar as fundamentações”, disse. “Pelas provas que se apresentam, acredito que não (há indicação pela inépcia). Na minha opinião, não.”

Eduardo Cunha é acusado de ter mentido à CPI da Petrobrás
ao negar que possuía contas no exterior.Posteriormente, a pedido da Procuradoria-Geral da República, um inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal para apurar se contas atribuídas ao peemedebista na Suíça. (Publicado no líder da OPINIÃO PÚBLICA (OP) jornal Estado de São Paulo)