Arquivo da categoria: Democracia

OS RUMOS da lavajato e a OPINIÃO PÚBLICA(OP) – REDE GLOBO dando os encaminhamentos

Todo poder ao Ministro Esquecido.
Todo poder ao Ministro Esquecido.

E aí quando será a saída? Com a palavra o: USURPADOR!

E aí quando será a saída? Com a palavra o: USURPADOR!

Quando será a saída?
Quando será a saída?

 

Reproduzindo: Brasil também és latino.

REPRODUZINDO!

Brasil também és latino
Brasil também és latino – 

Brasil também és latino. ( http://screamyell.com.br/site/2016/12/07/download-brasil-tambien-es-latino/)

por  Leonardo Vinhas

A “identidade nacional” está expressa nos documentos oficiais que carregamos. Fora deles, ela faz algum sentido? Em meus quase 40 anos de vida, não consigo lembrar de outro momento onde se usou tanto a expressão “viver na bolha” quanto agora. Seja nas opções ideológicas, na relação com a tecnologia, com o microcosmo social, com o que for: cada um parece estar mais enfurnado em seu mundinho, e mesmo quem viaja parece fazê-lo só para tornar a bolha mais bonita, expondo fotos em vitrines digitais para ostentar maior poder aquisitivo num mundo onde o mero carimbo no passaporte virou sinônimo de experiência de vida. Essa realidade é bem triste para quem, no fim dos 1990, acreditava que as fronteiras iriam perder seu sentido. O Muro de Berlim tinha caído, a União Europeia havia se formado, o Leste Europeu ia se abrindo… A internet deixava de engatinhar e já andava com pernas mais firmes. Enfim, a utopia de nos aproximarmos sem que nacionalidades fizessem diferença parecia prestes a acontecer. Acreditávamos nisso, muitos de nós, e éramos tão ingênuos nessa crença que “Clandestino”, álbum do Manu Chao, virou trilha sonora de nossas viagens, independente de qual fosse o destino.

 

Estamos em 2016, e a utopia não se concretizou. Pior: estamos em um forte retrocesso, com o conservadorismo moral e político soando forte como há décadas não soava. As fronteiras estão se fechando, e o Brexit é a ponta de um iceberg cujo tamanho ainda não sabemos. No meio disso tudo, ainda há quem acredite que as fronteiras não importam. Que os limites geográficos do local onde nos criamos pode interferir em alguns dos nossos comportamentos, mas essencialmente somos quem decidimos ser, e as diferenças “nacionais” servem para apimentar e tornar mais divertida a relação com aqueles que não compartilham o mesmo CEP. Que as diferenças não estão aí só para serem “respeitadas”, mas assimiladas, reaproveitadas, viradas no avesso, e resultar em tanta coisa boa e diferente que nem o mais chato dos “especialistas” vai conseguir classificar a mistura resultante. A biologia comprova: a miscigenação nos torna mais fortes. “Pureza” – de nacionalidade, raça ou gênero (sexual, musical, seja qual for) – é o caminho mais certo para o aborrecimento, para ficar estagnado. Para a mudança positiva, é necessário assumir-se como vira-lata. E quem já teve um cachorro sabe: os “puros de raça” podem ter sua doçura, mas nenhum cão é tão vibrante e resistente quanto o vira-lata.

 

E é isso que nós somos. Vira-latas. Latinos. Sem distinção. Tudo misturado. Aqui no Brasil, o “complexo de vira-lata” ganhou outro significado, bem mais pernicioso. Com o devido respeito a Nelson Rodrigues, que cunhou a expressão: é hora de nós assumirmos que o bicho da rua pode ser bem mais interessante e divertido que aquela coisinha preparada e cheia de não-me-toques de pet shop. Quem somos “nós”? Todo mundo que está neste disco, músico ou colaborador, é latino. Artistas da Colômbia, Venezuela, Uruguai, Peru, Equador, Argentina, Brasil, México e Costa Rica. Porém, quem ouve não procura passaporte dos músicos,  só a música mesmo. E sabe que esse país aqui, o único a falar português no continente, é latino. Latinaço e vira-lata. Só falta sair do armário. Somos todos latinos. Brasil también es latino.

Download: Brasil También Es Latino

Ricardo Boechat – O Pregador do ódio no Brasil

Fala do Ricardo Boechat na volta das férias
Fala do Ricardo Boechat na volta das férias

O USURPADOR começa a adotar o militarismo.

USURPADOR começa a autorizar o militarismo.
USURPADOR começa a autorizar o militarismo.

Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado.

A melhor forma de relembrar o que passou é ouvindo, rindo e lembrando, ouçam.

Em defesa da DEMOCRACIA VIOLENTADA no Brasil.

Bom dia

Para mim tanto faz ser Trump ou não o Presidente do USA, todos agirão de forma igual: ferro na boneca.

Mas na entrevista divulgada hoje e concedida ontem, o futuro Presidente Americano não permitiu que um jornalista lhe fizesse perguntas. Não acredito que seja essa a verdade: o seu jornal mente sobre mim. Disse para todos ouvirem.

Uma forma semelhante ao Obama que não dava entrevista à FOX, pois essa empresa de notícias era oposição ao seu governo e sempre distorcia o que o governo fazia.

Infelizmente no Brasil, erramos e demos exclusividade a maior opositora dos 13 anos de Governo do PT, à OPINIÃO PÚBLIC(OP) – REDE GLOBO, temos que repensar como agir.

Acredito que qualquer governo do PT Municipal, Estadual ou Federal só deva dar entrevista coletiva. Com dia, hora, duração marcada e assunto definido. Caberá às empresas de notícias enviar repórteres que saibam entrevistar.

Os vereadores, deputados estaduais e federais e os senadores, que falem com toda a imprensa a qualquer momento. Espero eu  que defendam as propostas do Governo que apoiam ou pertencem ao seu partido.

Assim a democracia, creio eu funcionará melhor.

A Justiça Brasileira e as Penintenciárias.

A Justiça brasileira e as casas de detenções(prisões)

Deputado Federal Wadih Damous (PT-RJ)
Deputado Federal Wadih Damous (PT-RJ)

Um dos deputados mais atuantes na defesa de um Estado de Direito, encaminha solicitação à Presidenta do STF sôbre as condições reais e legais do novo mercado brasileiro – dirigir prisões.

A importância do conhecimento do funcionamento é urgente, pois não sabemos qual a moeda de troca para pagar os novos algozes.

Sabemos que a Justiça Brasileira é morosa e por ter os olhos vendados demora muito mais a ver.

Imaginemos que o pagamento dessa emergente classe empresarial(controladores privados de presídios) seja o número de detentos, ou que apenas seja uma das parcelas incluídas nas planilhas, caso isso ocorra nenhum algoz buscará liberar o preso após o final da pena.

A JUSTIÇA por outro lado, apesar da informatização dos controles judiciais, também não se interessa em retornar apenados ao convívio comum.

Então teremos a fome com a vontade de comer alimentando todo o processo.

Veremos.

A Justiça Brasileira easDeputado Federal Wadih Damous (PT-RJ)

“Destruir Lula é roubar a voz dos pobres” Domenico De Masi à Monica Bergamo

Leia no original clique no link:

Monica Bergamo
Monica Bergamo

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, diz sociólogo Domenico De Masi (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/11/1835552-destruir-lula-e-roubar-voz-dos-pobres-diz-sociologo-domenico-de-masi.shtml)

Colunista
MÔNICA BERGAMO

Destruir Lula é roubar a voz dos pobres, diz sociólogo Domenico De Masi

27/11/2016 02h00

Adriano Vizoni/Folhapress

O sociólogo italiano Domenico De Masi
O sociólogo italiano Domenico De Masi, 78, é um senhor de aparência simpática, do tipo que gesticula bastante. Na conversa com o repórter Joelmir Tavares, chegou a derrubar a xícara de café na mesa ao mexer as mãos.

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Fã declarado do Brasil, país que frequenta e estuda há 30 anos, ele abriu na quinta (24) o Fórum do Amanhã, em Tiradentes (MG). O tema de sua mesa no seminário foi “Qual o sonho brasileiro?”. Antes, o italiano passou por Curitiba e São Paulo, onde um de seus compromissos foi jantar com Fernando Henrique Cardoso, de quem é amigo.

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Professor da Universidade La Sapienza, em Roma, De Masi é conhecido por conceitos como “ócio criativo” (aliar trabalho, estudo e lazer ao mesmo tempo) e “teletrabalho” (produção a distância facilitada por meios tecnológicos).

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Sua mulher, Susi Del Santo, amante da língua portuguesa, fez as vezes de tradutora na entrevista, em que o sociólogo falou de assuntos como o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a transformação dela e de Lula em “delinquentes” e a eleição de Donald Trump nos EUA.

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SONHO BRASILEIRO

Não existe um único sonho. Cada classe social tem o seu. Na favela o sonho é a instrução ou comer. O sonho global do Brasil corresponde a se tornar uma nação capaz de dar um grande modelo de vida ao mundo. A sociedade pós-industrial, diferentemente das precedentes, é sem modelo. O Brasil há 500 anos vem imitando a Europa e os EUA. E não tem que copiar. É obrigado a criar um modelo.

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O Brasil é um pouco infantil. Porque no fim de 2014 Lula era um grande personagem e Dilma também. Passado 2014, Lula é um delinquente e Dilma também. Essa transição foi rápida, uma transição infantil. Não foi madura.

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Por quê [isso ocorreu]? Não sei. Olhando da Europa, lembro que durante o período de Lula o Brasil era feliz. Ele era um mito, as pessoas choravam diante dele. Dilma era um mito também no primeiro mandato. Porém em dois meses Dilma passa a ser odiada. Quem olha de fora não entende. Só um povo infantil faria uma coisa dessa.

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O modelo de sociedade não deriva da elite, mas da cultura popular. E a cultura popular do Brasil tem grandes valores, como o de acolher bem. A Europa está demonstrando que não acolhe bem imigrantes. Só os brasileiros não amam o Brasil. Não sou eu que digo isso, é Nelson Rodrigues. O Brasil não é popular no Brasil. Sobretudo entre a elite.

OS INTELECTUAIS

Há duas características: uma grande inteligência social e uma grande coragem. Os intelectuais brasileiros têm o dever de ter a consciência da importância do Brasil. São muito críticos ao país, e uma crítica global, não de classe. Intelectuais passados, Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, eram críticos à elite, mas orgulhosos do modelo brasileiro.

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Fiquei muito contente quando o Brasil perdeu de 7 a 1 para a Alemanha. Pensei: chega ao fim esse mito do futebol. O Brasil tem tantas coisas maravilhosas. A dança, a literatura, a pintura, a arquitetura, o cinema, a sociologia. Cito Fernando Henrique [Cardoso]. Quando eu era professor da Universidade de Nápoles, usava os livros dele. Os alunos não o conheciam, e ele é importante. Não é que o povo brasileiro tem complexo de vira-lata. São os intelectuais que têm. Um morador da favela não tem complexo de vira-lata.

A CORRUPÇÃO

É interessante porque o Brasil descobriu pela primeira vez em sua história a corrupção. Que maravilhoso, porque o mundo conhece a corrupção desde sempre. Desde as obras de Shakespeare, Ésquilo, Sófocles. E o Brasil descobriu em 2014 [irônico], com Dilma. Acredito que há corruptos aqui desde o início. Estava no Rio e assisti ao último debate de 2014, com Aécio Neves, Dilma, Marina Silva. [Com expressão de incredulidade] Nenhum candidato disse a Dilma que ela era corrupta. Em dois meses, “pá”, “pá” [faz gesto com os braços para indicar mudança de lado]. Foi de repente.

OS LIBERAIS

É um problema mundial: o grande retorno do neoliberalismo. Em todo o mundo há uma reação contra governos de esquerda. É uma coisa muito interessante, que como sociólogo percebo, mas não consigo explicar. No Brasil houve também um trabalho midiático. Em dois, três meses, tudo foi feito [no impeachment].

A RUA

Foram consequência do trabalho da mídia [os protestos contra Dilma]. Era organizadíssimo! Esse foi o grande triunfo midiático do mundo!

AS MÍDIAS SOCIAIS

Trump é um exemplo disso [influência das mídias sociais]. Antes disso, [Barack] Obama também. Acredito que é uma primeira face da mídia social, a comunicação sem reflexão, enquanto na televisão a comunicação é com hiper-reflexão. É tudo estudado nos mínimos detalhes. As mídias sociais se dirigem à “pancha” [estômago], de estômago para estômago. Já a TV é um instrumento de cérebro que se dirige ao estômago. Ela começa a criar uma certa atmosfera, e a mídia social se encarrega do resto.

OS MONSTROS

Não entendo de modo ofensivo dizer que o Brasil age de modo infantil. É uma constatação, de uma presença muito forte do estômago em detrimento da cabeça. Diz-se que “o sono da razão gera monstros”. Se só funciona o coração, surgem os monstros. Como Hitler, Mussolini. Quando se inicia um movimento de grande emotividade, é um momento muito perigoso.

TRUMP

A presidência de Trump será um impulso liberal para todo o mundo. No Brasil, um efeito da social democracia no Brasil foi a redução da distância entre ricos e pobres. E isso fica em risco. Mas eu espero que o Brasil resista.

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Um dos erros de Dilma é que ela implementou uma política mais liberal que a de Lula. Creio que, quando um governo é social-democrata, deve fazer política social-democrata. Não pode ter um ministro da Fazenda que é neoliberal. Ela fez uma mistura.

OS POBRES

Hoje o Brasil está precisando de uma forte reflexão. Há um número de pobres altíssimo. E eles não têm uma voz. Não há um papa Francisco aqui. Lula foi a grande voz dos pobres, quando era sindicalista. A última coisa que foi retirada do pobre foi Lula.

OS RICOS

É a grande vitória dos ricos sobre os pobres do Brasil. Desmitificar Lula é um crime. Mesmo que ele fosse um criminoso. Mandar policiais levarem Lula para depor [a condução coercitiva dele, em março] é tolher um mito. É um crime.

O IMPEACHMENT

Não sei. Mas é estranho que um povo mude de ideia em dois meses. A impressão externa é que foi um golpe. Mas eu acredito que a dinâmica mudou. Até o que se entendia como golpe mudou. Quando se diz essa palavra, se pensa em militares, de noite, com tanques. Mas um golpe se prepara também pelos jornais, pela televisão.

A JUSTIÇA

A Operação Mãos Limpas levou a uma limpeza da classe política italiana. Mas é um modelo que fica nos limites da democracia.

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Quem tirou a maior vantagem foi [Silvio] Berlusconi. E ele foi para a Itália uma tragédia! Foram 20 anos do fascismo de Mussolini e depois 20 anos de Berlusconi. Mas Berlusconi não era Mussolini. Esse é o fato positivo, mas também o negativo. Porque não foi criada uma resistência. Quando há um ditador, há resistência. Mas, se não é ditadura…

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A Mãos Limpas acabou com a antiga classe dirigente, só que a velha classe não preparou uma nova. Mas isso não é culpa dos juízes. No Brasil se crê que a situação é mais ou menos igual. Isso é perigoso. Minha impressão é que o povo brasileiro está utilizando Lula e Dilma para liquidar tudo que é negativo.

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O magistrado deve cumprir seu dever apesar das consequências. Isso é um problema político, se resolve na sociedade política. Mas foi um grande escândalo no mundo a divulgação da gravação de um telefonema de Dilma a Lula [em março]. Os presidentes têm total autonomia. Não se pode grampeá-los. Isso não pode, não existe. Mas o magistrado deve fazer seu dever, sua obrigação.

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A corrupção é sempre ruim, porém, se é na esquerda, é ainda mais grave. Sou de esquerda, mas se Dilma, se Lula, são julgados desonestos, têm que ser punidos.

mônica bergamo
mônica bergamo
Jornalista, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999. Escreve diariamente