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Roubo de cargas no Rio de Janeiro-RJ

Assistam o flagrante realizado pela OPINIÃO PÚBLICA (OP) – REDE GLOBO TV GLOBO NEWS, clicando na imagem abaixo.

Roubo de cargas no Rio de Janeiro-RJ
Roubo de cargas no Rio de Janeiro-RJ

Hoje a TV Globo flagrou um roubo de carga e a sua arrumação, quero dizer, agrupamento de mercadorias roubadas.

Os repórteres comunicaram à PM-RJ o que estavam mostrando ao vivo na TV.

Assistam o vídeo, é impressionante a calma em que todos foram embora, e a PM-RJ após ter sido notificado pelos repórteres da Globo chegaram ao local.

Não houve confronto, e as cargas roubadas e os carros roubados encontrados foram recolhidos pel PM-RJ.

Segundo as informações transmitidas pela TV, algumas pessoas foram presas, incluindo menores.

Talvez essa seja a notícia de maior impacto visual e flagrante realizado pela imprensa carioca.

Quem quiser assistir pode usar o hipertexto abaixo se o clique na imagem anterior não funcionar.

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/rio-de-janeiro-tem-mais-um-flagrante-de-roubo-de-carga/6416415/

2017 se foi, que venha 2018

2017-2018
2017-2018

2017

O fim do ano se aproxima, e todos os pombos foram pra mesma praça. Todos é uma forma de dizer dos que compareceram, ninguém falou nada sôbre quem não foi.

Disputaram as mesmas taças coloridas usadas em outro ano, beberam claro, uma nova garrafa de espumante, nome novo do champagne, ninguém questiona.

Acabou a garrafa abriram outra, não garanto as duas, mas uma era nacional, e estava ótima, a segunda foi melhor ainda.

Menos abraços, menos saudações e nenhum comentário, alguns viajaram, outros foram beber em outros copos, ocorre que nesses momentos não é quantidade, e cada um guarda para si quem fez falta.

Assim discretos todos ficaram alegres e esperançosos com o início da próxima repetição, que deram o nome de Ano Novo, vai mudar o final, mas continuar na mesma década, no mesmo milênio, que esse nenhum verá o final.

Somos escolhidos, melhor privilegiados, e fomos premiados, mudamos de século, todos viveram o século XX, e agora desfilam pelo XXI, sem comentar, nem citar essa façanha, afinal já estamos quase na segunda década e o passar de década já é uma glória, para quem vem de outro milênio.

Na verdade nada disso tem muita importância, o passar dos dias sim, somos como formiga, cada dia é uma aventura, a contagem antes era de décadas.

Estamos felizes, estamos vivos, ou melhor vivendo, muito embora para alguns seja inadmissível viver esses tempos, não nos preparamos para essa era, a era do atraso, da dissimulação, da perseguição aos mais desvalidos é pior, se glorificando por isso.

Assim seguiremos vivenciando derrota e breves vitórias e melhorias para uma maioria que não luta por nada, pois todos os dias buscam sobreviver e não têm tempo de sonhar e discutir a vida que vivem.

2018 chegou.

Projeto Brasil Nação, Intelectuais, artistas puxam a assinatura

Manifesto ultrapassa 100 mil assinaturas com a adesão de artistas

Do Projeto Brasil Nação

Na virada do ano, o manifesto “Eleição sem Lula é Fraude” ultrapassou as 100 mil assinaturas. O ator Wagner Moura, a atriz Marieta Severo, os diretores de cinema Kleber Mendonça e Sergio Machado, o escritor Mario Prata, o teatrólogo Amir Haddad, a psicanalista e fundadora do Instituto Augusto Boal Cecília Boal aderiram nesta semana ao manifesto, que denuncia a perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende eleições livres e a democracia no Brasil.

Lançado pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, o diplomata Celso Amorim, o cantor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, a socióloga Maria Victoria Benevides, o jurista Fábio Konder Comparato, a jornalista Hildegard Angel e o ativista social João Pedro Stedile, como uma iniciativa do Projeto Brasil Nação, o manifesto já está com 112 mil adesões nesta quarta-feira (3/1).

“A trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia”, diz o texto.

O manifesto ganha adesões em todo o mundo de intelectuais preocupados com o quadro político no país com a perseguição ao ex-presidente Lula, como da presidenta da Confederação Internacional dos Sindicatos de Trabalhadores, a australiana Sharan Biurrow, e do ex-diretor executivo da entidade “The Elders”, que reúne grandes lideranças mundiais e ex-chefes de Estado, Abdrew Whitle, e do professor emérito da Universidade Jawaharlal Nehru New Delhi, o indiano Deepak Nayyar,

Da Europa, aderiram Heidemarie Wieczorek-Zeul, ex-ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Alemanha; Stefan Rinke, professor do Institute of Latin American Studies e do Friedrich-Meinecke-Institut, Freie Universität Berlim (Alemanha), Inês Oliveira, cineasta (Portugal); Maria Luís Rocha Pinto, professora-associada da Universidade de Aveiro (Portugal); Filipe do Carmo, pesquisador, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Pedro de Souza, pesquisador e editor (Portugal).

Na França, o manifesto circula nos principais centros de conhecimento, com a adesão de Luc Boltanski, sociólogo, diretor de estudos honorário da EHESS; Francine Muel-Dreyfus, socióloga, diretora de estudos honorária da EHESS; Gisèle Sapiro, socióloga, diretora de pesquisa do CNRS, diretora de estudos da EHESS; Héctor Guillén Romo, professor de economia da Universidade Paris-VIII; Jean-Yves Mollier, professor emérito, Centre d’histoire culturelle des sociétés contemporaines, Université de Versailles; Michel Pialoux, sociólogo, professor aposentado de Paris V, membro do CESSP; Monique de Saint Martin, socióloga, diretora de estudos honorária da EHESS; Paul Pasquali, sociólogo, chargé de recherche CNRS, membro do CURAPP-ESS, Universidade de Amiens; Rose-Marie Lagrave, socióloga, diretora de estudos honorária da EHESS; Pierre Salama, professor emérito da Universidade de Paris 13; Roger Chartier, diretor de estudos da EHESS e professor do Colllège de France.

Na América Latina, estão entre os novos signatários Monika Meirelles, do Instituto de Investigaciones Económicas IIEc-UNAM (México); Juan Arturo Guillén Romo, professor e pesquisador da UAM (México); Pablo Edgardo Martínez Sameck, professor titular de sociologia da Universidad de Buenos Aires.

Um grupo de artistas reconhecidos da cultura uruguaia, formado pelos atores Jorge Bolani, Julio Calcagno, Myriam Gleijer, Héctor Guido (Teatro El Galpón), Solange Tenreiro (Teatro El Galpón), Silvia García (Teatro El Galpón), Pierino Zorzini (Teatro El Galpón), Dante Alfonzo –(Teatro El Galpón), Elizabeth Vignoli, Anael Bazterrica , os produtores Laura Pouso, Gustavo Zidan, o escritor Atilio Perez da Cunha, os diretores de teatro Jorge Denevi e Dervy Vilas e os músicos Eduardo Larbanois e Mario Carrero, aderiu ao manifesto.

Dos Estados Unidos, assinaram o documento Robert DuPlessis. professor emérito de história, Swarthmore College; Ronald H. Chilcote, Political Economist University of California, Riverside; Santiago Barassi, sociólogo da Universidad de Buenos Aires; Sean Mitchell, fundador e presidente da Wojtyla Society, autor de Those Catholic Men; Michael D. Kennedy, Professor de sociologia International and Public Affairs, Brown University e Cyrus Bina, Journal of Critical Studies of Business and Society, editor assistente do Journal of Iranian Research & Analysis.

Repercussão mundial

Lançado em 19 de dezembro, o manifesto ganhou a adesão da ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o historiador inglês Peter Burke, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, a escritora portuguesa e presidenta da Fundação José Saramago Pilar del Rio, do linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, o prêmio Nobel da Paz Adolfo Esquivel e do ex-ministro das Finanças da Grécia Yánis Varoufákis.

A carta ganhou a assinatura de figuras reconhecidas no Brasil, com a adesão do teólogo Leonardo Boff, do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, da sambista Beth Carvalho, das atrizes Bete Mendes, Silvia Buarque e Soraya Ravenle, do cartunista Renato Aroeira, dos cineastas Silvio Tendler e Walter Lima Júnior, do artista plástico Ernesto Neto.

Da cena política brasileira, Manoela D´Ávila, deputada estadual do PCdoB; Guilherme Boulos, coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo; Vagner Freitas, presidente da CUT; João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical; Edson Carneiro Índio, Secretário Geral da Intersindical; Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP) e Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, também aderiram ao documento.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá.

Os signatários do manifesto denunciam que “a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país”.

Para ler (com tradução em inglês, francês, espanhol e árabe) e assinar o manifesto, acesse o link https://www.change.org/p/sociedade-brasileira-em-defesa-do-direito-de-lula-ser-candidato-a-presidente-do-brasil?recruiter=843995033&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition&utm_term=share_twitter_responsive

Na página do Senado Federal CONSULTA PÚBLICA.

Consulta pública, participe votando na página do Senado Federal.

Pessoal, a proposta legislativa para acabar com auxílio-moradia de políticos e juízes está em consulta no site do Senado, mas, até agora, apenas pouco mais de 614.000 brasileiros se manifestaram a favor. Depois não adianta reclamar, se nem no pouco que é possível fazer os cidadãos estão dispostos a demonstrar sua indignação e vontade de mudar! Eu já deixei meu voto lá. Votem e repassem isso a todos. O Brasil ainda tem jeito.

www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=130204

Texto 001 – 02 de janeiro de 2018

02 de janeiro de 2018

O ano se inicia com uma despedida, um lider da UDN de esquerda se “confundiu” e falou a verdade sobre um projeto político.

Por sorte o ano acabou, e, não devemos pensar sôbre o passado.

Aquela fala, mostra as dificuldades em montarmos a luta contra a direita em 2018, o afastamento das posições dos aliados opositores petistas, quando o PT era governo, é mais complexo do que possamos imaginar

A luta para criar uma democracia com maioria popular e de esquerda, deixa claro que alguns a pretendem manter e garantir a vitória dos reacionários. Acredito que estão enganados, a direita os utiliza e os jogam no lixo para garantir o poder em seu reduto. Lembrem que nunca tiveram dúvidas e limaram Janio Quadros, quando a ditadura se tornou viável.

A democracia brasileira foi violentada e um golpista foi entronado em Brasília junto com com uma maioria corrupta. A corrupção passou a ser moeda de troca. Está institucionalizado como governo.

Temos em 2018 a chance de retornarmos à democracia. A principal luta é garantir eleições livres para Presidente do Brasil. O golpe judiciário-parlamentar, continua e está articulado para impedir o respeito ao resultado democrático das eleições.

Essa articulação começa por impedir a candidatura de LULA com uma farsa jurídica.

A luta de 2018 está continuando 2016-2017, o trajeto foi idealizado e conduzido pelos golpistas parlamentares-jurídicos, que tiraram a Presidenta eleita e não corrupta do cargo que o povo a conduziu.

Em defesa da democracia.

Que venha 2018!

Que venha 2018!

27 de dezembro de 2017
Esse ano caminha para o seu término, e lembrei de um amigo que comenta: “no final do ano revejo a lista do que havia me proposto a fazer e avalio o que foi feito ou não.”

Conversamos e lhe disse: eu nunca faço essas avaliações.

Hoje me lembrei dessa conversa porque acordei cedo, pra variar, e comecei a ver notícias na internet, e pensei: o que quero em 2018?

É pouco, mas vou colocar algumas lembranças que apareceram.

1 – quero JUSTIÇA – feita pelas mulheres e homens que ganham muito bem para serem justos, e não só fingirem e defenderem posições de grupos.

2 – quero ELEIÇÕES LIMPAS – eleições limpas significa deixar o povo brasileiro votar, sem que haja impedimento ou armações, visando impedir que os brasileiros tenham a sua escolha democrática. Sem interferência judicial.

3 – quero que a ALEGRIA volte ao rosto do povo brasileiro.

4 – quero que AMIGOS, CONHECIDOS não se escondam, sejam francos e livres, digam o que pensam e lutem por seus ideais, mas que aceitem os ideais alheios.

5 – enfim que venha 2018 e libertemos o Brasil do ódio, da inveja, da submissão e vivamos divergindo em paz.

07 de dezembro de 2017 BOM DIA

Rossana Rossana Leonina

07 de dezembro de 2017
PARA QUEM ELEGEU CRIVELLA
Da Página da minha amiga Marcia Serejo
Amigos, ontem a noite o grupo do Sopão Alcides de Castro foi impedido de entregar sopas, água e roupas a irmãos que ficam no estacionamento do Hosp. Souza Aguiar pois, segundo os seguranças do local,  nosso Prefeito Marcelo Crivella determinou que apenas grupos ligados a Igreja Universal podem lá entrar para trabalhos de caridade!!
Os integrantes desse lindo trabalho, do qual uma pessoa da minha família faz parte, se resignaram a distribuir as sopas na porta para aqueles que tinham condições de ir buscar (muitos não conseguem). Assim peço que compartilhem o  ocorrido para ajudar o povo do RJ a ver os absurdos do desgoverno deste pseudo bispo!
Estamos indignados com esse acontecimento. Por favor, divulguem com seus amigos. O estado é  laico.

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Cinda Gonda

Hoje, 07 de dezembro , faz 596 dias que o IMPOSTOR ocupa uma cadeira USURPADA

#UFMG
TV UFMG 06 de dezembro de 2017 20:39

Integrantes da comunidade universitária se reuniram para dar um abraço simbólico no prédio da Reitoria como forma de apoio à instituição. Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Federal em Minas Gerais deflagrou a operação “Esperança Equilibrista”. O alvo é o  projeto do Memorial da Anistia Política no Brasil.

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Minha OBSERVAÇÃO  pouco tempo atrás:

UOL NOTICIAS
Prisão motivou morte de reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, dizem amigos

Aline Torres – Colaboração para o UOL, em Florianópolis 02/10/2017 – 18h18

Na BAND RIO 06/12/2017
Amigos do reitor afastado da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, disseram ter indícios de que ele possa ter cometido suicídio devido ao fato de ter sido preso em uma investigação da Polícia Federal sobre desvio de verbas. Ele estaria fazendo tratamento com remédios.

Em 05 de novembro de 2017

http://m.congressoemfoco.uol.com.br/noticias/em-delacao-marqueteiro-diz-que-cabral-paes-e-pezao-participaram-diretamente-de-caixa-dois/

Denúncia atinge em cheio o governador Luiz Fernando Pezão e o ex-prefeito Eduardo Paes, cotado para ser seu sucessor no Palácio da Guanabara.

Na BAND RIO 06/12/2017
Na BAND RIO 06/12/2017
OPINIÃO PÚBLICA(OP) - REDE GLOBO jornal O GLOBO
OPINIÃO PÚBLICA(OP) – REDE GLOBO jornal O GLOBO

PEZÃO

OPINIÃO PÚBLICA(OP) - O GLOBO jornal da REDE GLOBO
OPINIÃO PÚBLICA(OP) – O GLOBO jornal da REDE GLOBO

 

 

 

Fernando Horta: É preciso que paremos se assemelhar a Lava a Jato com a Operação Mani Pulite, na Itália.

Fernando Horta
Fernando Horta

Compartilhado do Fernando Horta

OS VERMELHOS, OS ROSAS E OS ROXOS.

É preciso que paremos se assemelhar a Lava a Jato com a Operação Mani Pulite, na Itália. A Lava a Jato é o Macartismo brasileiro.
Nos anos 50, o senador norte-americano por Wisconsin, Joseph McCarthy, dava forma a um movimento muito maior chamado “Red Scare” (Medo vermelho). Muita gente acha que Macartismo e o “Medo Vermelho” são a mesma coisa, e não são. Apesar de Wisconsin ser um estado do norte dos EUA (na região dos Grandes Lagos) e não do Sul (normalmente visto como mais agrário e conservador), McCarthy se elegeu com a maioria dos votos de agricultores e operários conservadores já tomados pelo “Medo Vermelho”, que vinha sendo propalado desde a Crise de 1929 e o New Deal de Roosevelt.
O Macartismo é, portanto, o resultado de uma intensa campanha contra os direitos sociais e qualquer forma contrária ao capitalismo mais selvagem. E todas as acusações de “paternalismo”, “ajudar vagabundos”, “ser comunista” foram lançadas originalmente contra Roosevelt e seu plano de recuperação da economia norte-americana. Entre 1945 e 1950, os EUA viram a URSS vencerem a guerra contra os nazistas, a China fazer sua revolução comunista (1949), a URSS explodir a sua primeira bomba nuclear (1949) e as Coréias entrarem em guerra, com vantagem decisiva para o norte comunista.
Assim, no prazo de cinco anos, o número de pessoas que viviam sobre regimes comunistas saltou de pouco mais de 150 milhões em 1945 para mais de 850 milhões em 1950. O comunismo parecia imparável e o desespero norte-americano se fez sentir. Daí surge o bordão “Reds, Pinks and Lavanders” com o qual McCarthy (e inúmeros outros políticos como o governador de Nova Iorque na época Thomas Dewey) ganhou imenso poder político. Segundo o senador, era preciso livrar os EUA da ameaça vermelha (os comunistas), dos rosas (social democratas ou qualquer outro pensamento assemelhado à terceira via europeia) e os roxos (homossexuais). Desde o início a temática de unir os comunistas e os “depravados moralmente” esteve na gênese da propaganda macarthista.
McCarthy criou comitês de investigação comunista nos EUA e começou sua escalada ao poder anunciando que tinha uma lista de 57 nomes de altos funcionários do Estado e que eram ou comunistas ou informantes. Nesta lista estava até o nome do Secretário de Estado norte-americano Dean Acheson, que havia, junto com Roosevelt e depois Truman, participado de toda a orquestração internacional do final da guerra.
A estratégia do senador McCarthy consistia em acusar sem provas, usar a televisão e os canais de mídia da época para criar um clima de terror e apresentar-se como salvador moral do país. As televisões viam em McCarthy uma forma barata de conseguir audiência. Seus “interrogatórios” eram como shows de auditório, embora com muito mais audiência. Exatamente como é a Lava a Jato hoje. As televisões precisavam gastar milhões de reais com programas de baixo nível (como Big Brother, A fazenda e assemelhados) para conseguir menos audiência do que os shows da vara de Curitiba proporcionam, de graça.
Depois de criar o apoio midiático (bom para o senador e para a mídia), os “processos” se mostravam frágeis e sem nenhuma comprovação. O Macartismo criou a “culpa por associação”, exatamente como a Lava a Jato. Se o senador conseguisse mostrar, por qualquer meio esdrúxulo como uma jararaca picando uma cachorra, que o “réu” estava ligado – de alguma forma – a um núcleo comunista, não havia mais a necessidade de qualquer outra comprovação. O massacre midiático fazia com que o acusado perdesse o emprego e fosse agredido e aviltado. O que impressiona é que a Suprema Corte norte americana apoiou o Macartismo julgando os “Reds, Pinks and Lavanders” como não merecedores da segurança da primeira emenda da constituição (que fala da liberdade de expressão, de pensamento e religiosa). Em vários casos a Suprema Corte avalizou processos criminais e prisões contra professores, enfermeiros, artistas e etc. por cima da constituição. Exatamente como a Lava a Jato.
As gritantes injustiças e inconstitucionalidades tomaram eco pelo país todo, afinal se a Suprema Corte e o Senado podiam agir daquela forma, então, com muito mais violência, agiam os cidadãos e tribunais regionais. Pessoas passaram a ser perseguidas, agredidas em público, suas casas atacadas, filhos e família escorraçados apenas pela “delação” feita por algum desafeto. Bastava que houvesse uma “denúncia anônima” (como as que o MPF usa) para que a vida do denunciado estivesse acabada.
O ataque era violento contra professores (como o Escola sem Partido). Chandler Davis, professor de Matemática da Universidade de Michigan, foi um dos acusados. Levado “coercitivamente” a prestar depoimento, permaneceu em silêncio invocando a quinta emenda (a que constitui garantias contra o abuso de autoridade do Estado e permite o silêncio em qualquer interrogatório). Em 1960, três anos após a morte de McCarthy, a Suprema Corte americana mantinha ainda preso Davis porque entendeu que o silêncio seria comprovação de culpa. Exatamente como fazem juízes da lava a jato e outros hoje no Brasil.
Em 1954, a professora primária Anne Hale, diante do absurdo das acusações, decidiu não se declarar culpada (que era vista como uma forma de diminuir o sofrimento dos acusados injustamente) e disse: “Eu acho que será menor o prejuízo para meus alunos me verem defendendo aquilo que eu acredito ser verdadeiro do que me ver fugindo ou me escondendo”. Ela foi demitida de seu emprego na cidade de Wayland, nunca mais conseguiu qualquer emprego nos EUA. Todas as acusações contra ela se mostraram falsas. Quando morreu, em 1968, Hale trabalhava como professora voluntária ensinando crianças com disfunções cerebrais e fazia faxinas para poder ter o que comer.
Nenhuma acusação macarthista foi provada. Nem nunca precisou ser. Quando na falta de provas criava-se a “culpa por associação”, difamava-se política e socialmente usando a “perversão sexual e moral” como forma de demonstrar a “depravação” que ameaçava os EUA. Exatamente como temos visto na Lava a Jato e nos movimentos que au apoiam. Todos com forte linguagem messiânica, baseados numa moralidade heterossexual branca e machista, violentos, agressivos e totalmente ignorantes. De Frota a Moro, passando por Dallagnol, Magno Malta ao silêncio do STF (acovardado) o roteiro é o mesmo do que ocorreu nos EUA. Inclusive com os mesmos trejeitos, linguagens, abusos e tudo mais exatamente igual.
McCarthy acusou de serem espiões comunistas Charles Chaplin, Orson Welles, Leonard Bernstein, Dean Acheson e até mesmo Robert Oppenheimer que havia sido o cientista chefe do projeto Manhattan, que criou a bomba atômica para os EUA. Em seguida, McCarthy lançou-se contra as forças armadas, denunciando o comunismo dentro do exército e foi necessário que o herói de guerra, general e presidente Eisenhower entrasse em disputa direta com o doidivano senador para que membros das FAs não fossem submetidos aos métodos da Lava a Jato. Perdão, aos métodos do Macartismo.
Milhares de pessoas agredidas, presas e com suas vidas destruídas. Duas mortes. Um país inteiro paranoico e voltado para o seu umbigo. Um antintelectualismo grosseiro e messiânico. O fortalecimento de políticos conservadores e religiosos espalhafatosos. O domínio dos Republicanos no Congresso. E nenhuma prova. Nenhuma prova. Ilações, relações, suposições, histórias estapafúrdias e o acovardamento inconstitucional da Suprema Corte. Este foi o caminho dos EUA, e está sendo o nosso, de forma assustadoramente idêntica.